Mortes relacionadas com a gravidez aumentam em Portugal

 Existem várias condições na gravidez que podem gerar constrangimentos graves de saúde para a futura mãe ou colocar a sua vida no parto e pós parto. Dados estatísticos indicam que o número de mortes em Portugal tem vindo a aumentar. Saiba mais sobre esta temática com o Bebé a Bordo.

A gravidez é uma época de grande felicidade mas que não deixa de apresentar, para algumas mamãs, claros problemas e dificuldades.

Além de existirem inúmeros casos de gravidez de risco, que podem colocar em causa a vida da mãe e do bebé, outras situações possíveis, como a anemia na gravidez, a diabetes gestacional, a hipertensão na gravidez ou, decorrente desta última, a pré-eclâmpsia são exemplos de problemas que podem tornar-se bastante severos.

As complicações na gestação foram reduzidas, ao longo do tempo, com os avanços da ciência. Ainda assim, recentemente, segundo dados estatísticos portugueses, parece que se assiste justamente à situação oposta: um aumento no número de casos de mortalidade relacionados com a gravidez, o parto e o pós-parto.

Venha conhecer melhor os números da mortalidade relacionada com a gravidez em Portugal.

O que dizem os dados do Instituto Nacional de Estatísticas?

Segundo os dados emitidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 2018 assistiu-se à morte de 17 mulheres em Portugal por causas relacionadas com a gravidez, parto e pós-parto. Este número é superior ao do ano anterior, onde teriam perecido apenas 8 mulheres nas mesmas condições. 

Os mesmos dados revelam que, no mês de Dezembro de 2018, houve 6 casualidades entre gestantes, o que representa um número equivalente ao total de mulheres que terá perecido nestas situações em 2016. (1)

Qual a opinião dos representantes nacionais sobre o assunto?

Representantes da Direção Geral de Saúde (DGS) e da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Fraterno-Fetal (SPOMFF) manifestaram, já, a sua preocupação perante os números lançados pelo INE.

Segundo Luís Graça, presidente da SPOMFF, este número é claramente demasiado elevado e exige que se tomem medidas. Já Graça Freitas, diretora da DGS assevera que estes números têm de ser considerados mas considera que existe uma parte de culpa elevada na forma como se encara a gravidez em Portugal. (2)

A necessidade de avaliar os serviços de saúde para apurar outras causas, no entanto, está também em curso.

Tinha conhecimento sobre este aumento no número de casualidades durante a gravidez e o parto, e também no pós-parto? Partilhe a sua opinião com as restantes leitoras do Bebé a Bordo.

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