O que é a pré-eclâmpsia na gravidez?

Pré-eclâmpsia na gravidez?

Um dos nomes que surge várias vezes, principalmente quando falamos de gravidez de risco ou de tensão arterial elevada durante a gestação é a pré-eclâmpsia.

Esta condição, também conhecida como toxemia gravídica, é um fenómeno clínico que ocorre apenas durante a gravidez e que afeta cerca de 5% das grávidas.

Este quadro cínico é bastante grave, partindo da subida da pressão arterial e podendo levar a cenários tão indesejados como enfartes, descolamento da placenta, malformações no feto ou mesmo a morte da mãe e/ou do bebé.

Torna-se, por isso, muito importante conhecermos melhor esta a pré-eclâmpsia na gravidez, para que possa reconhecer os seus sintomas, fatores de risco, complicações anexas e formas de prevenção e tratamento.

Acompanhe-nos para saber tudo sobre a pré-eclâmpsia na gravidez.

1. O que é a pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia trata-se de uma síndrome caraterística da gravidez e cuja ocorrência acontece, principalmente, após as 20 semanas de gestação e no puerpério (período que dura cerca seis a oito semanas após o nascimento da criança).

Esta condição clínica é um fator bastante perigoso para mamãs e bebés, criando uma situação de gravidez de risco.

Na realidade, a pré-eclâmpsia é uma das maiores causas de mortalidade fetal bem como de problemas no crescimento e desenvolvimento do feto, causando ainda partos prematuros.

2. Sintomas da pré-eclâmpsia na gravidez

Identificar a pré-eclâmpsia nem sempre é simples.

Esta doença manifesta-se através de sintomas como a proteinúria (a presença de proteína na urina da gestante), a sensação constante de dor de cabeça intensa, o aumento desregulado e excessivo de peso e o inchaço extremo das pernas e dos pés da grávida.

Embora possa aparecer a partir da 20ª semana de gestação, este é um problema que costuma manifestar-se mais tarde, muitas vezes durante ou após a 37ª semana da gestação.

Ocasionalmente, em casos raros, como a gravidez molar, a pré-eclâmpsia pode acontecer antes da 20ª semana.

Em casos muito severos, esta doença agrava-se tornando-se eclâmpsia, altura pela qual, além das cefaleias, inchaço excessivo nos membros inferiores e aumento súbito de pressão sanguínea, as gestantes poderão, também, ter episódios de convulsão.

3. Fatores de risco

Embora a pré-eclâmpsia não aconteça a um tipo particular de gestante, existem alguns fatores de risco que devem ser considerados.

Esta doença é mais comum numa gravidez múltipla (gemelar), quando há antecedentes familiares da mesma, quando a gestante sofre de diabetes ou hipertensão; no caso de sofrer de uma doença autoimune, como esclerose múltipla ou lúpus; quando existe uma deficiência da vitamina C; quando a grávida sofre de obesidade e quando a gravidez se dá de forma tardia ou durante a adolescência.

Esta doença torna-se particularmente difícil de identificar, uma vez que os seus sintomas são comuns com muitas outras doenças.

Um acompanhamento médico ao longo da gravidez torna-se, por isso, essencial para garantir que as alterações na tensão não levam a esta condição.

4. Riscos da pré-eclâmpsia na gravidez

Existem riscos diversos no que diz respeito a esta doença gestacional, embora, evidentemente, o desejável seja que a doença seja atacada antes de chegar às piores consequências.

Nos piores cenários, no entanto, a pré-eclâmpsia na gravidez pode levar à insuficiência renal, ao edema pulmonar, ao descolamento da placenta, ao enfarte do miocárdio, ao AVC (acidente vascular cerebral), às convulsões ou mesmo à morte.

Já o bebé ficará sujeito a um impedimento no seu correto crescimento e desenvolvimento, à morte cerebral, à hipoxia-acidose e, em casos mais graves, à morte fetal.

5. Prevenir e tratar a pré-eclâmpsia

O momento em que é diagnosticada esta doença é muito importante para se tomar uma decisão sobre a forma de tratamento.

Quando ocorre perto da hora H, por norma, os médicos optam por induzir o parto, evitando assim as complicações no feto.

Se a pré-eclâmpsia ocorrer numa fase intermédia da gravidez, por norma é introduzida medicação regulatória para o controlo da pressão arterial.

Em alguns casos, suplementos vitamínicos de vitamina C e E ajudam também a prevenir esta doença.

Os casos mais severos exigem, por vezes, para proteger a vida da mãe, a interrupção da gravidez, independentemente de quão avançada esta esteja.

Já conhecia a pré-eclâmpsia na gravidez? Estava a par das suas eventuais complicações?

Conte-nos a sua opinião sobre esta questão ou a sua história pessoal.

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