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O que é o bucho virado no bebé ou na criança?

Bucho virado

Bucho virado no bebé ou na criança, sabe o que é?

São muitas as crenças populares relacionadas com problemas de saúde e muitos os mitos que se perpetuam no que diz respeito às suas formas de tratamento.

Embora a medicina tenha tido uma evolução muito grande ao longo dos anos e de cada vez mais as pessoas recorrerem aos seus métodos, ainda existem muitas pessoas que, em casos de aflição, seguem a tradicionalidade ideológica que as leva a procurar ajuda entre nos espaços de espiritualidade, seja através da igreja ou de tradições ligadas à bruxaria e ao exoterismo.

Uma das condições que continua a apelar ao lado mais devoto das mamãs é o bucho virado, condição que se relaciona com sintomas marcadamente físicos mas que, devido aos mitos perpetuados, continua a levar as pessoas a procurar soluções junto de ambientes mais espirituais.

A informação que se encontra sobre esta temática é vasta mas dúbia e muitas vezes contraditória.

Torna-se, por isso, muito importante tentar compreender o que é o bucho virado, para desmitificar as ideias que ainda vigoram e compreender a melhor forma de ação perante este tipo de situação.

Acompanhe-nos para saber o que é o bucho virado, por que razão acontece e como pode tratá-lo.

1. O que é o bucho virado?

Bucho virado” é o nome dado ao espasmo muscular no músculo do diafragma.

Este músculo tem uma forma ligeiramente ovalada – como uma cúpula – e é o responsável pela passagem entre esófago e estômago.

A maleabilidade deste músculo faz com que, por vezes, em determinadas circunstâncias, se dê um espasmo muscular nesta região que compromete o correto funcionamento do sistema digestivo, já que passa a pressionar o estômago.

As razões que podem levar a que tal aconteça são várias, estando sempre relacionado com movimentos bruscos.

Pode acontecer pela tendência de os adultos para brincarem com os bebés e crianças atirando-os ao ar ou quando, por si, a criança se envolve em brincadeiras mais abruptas, como pulos e correrias.

Ao acontecer, os sintomas começam a surgir.

Fazem parte do leque de sintomas que encontrará a falta de apetite, os vómitos, a febre, as convulsões e a irritabilidade.

Atualmente o bucho virado relaciona-se com a condição conhecida como síndrome do bebé sacudido, embora não sejam sinónimos.

Esta síndrome pode degenerar em vários problemas como convulsões ou hemorragias.

Assim, podemos considerar que o bucho virado é uma (e não a única) consequência possível da síndrome do bebé sacudido.

De salientar que o bucho virado, embora seja mais comum em bebés e crianças, também pode acontecer na idade adulta.

Esta condição é geralmente solucionada com recurso a uma massagem de relaxamento do diafragma.

2. A ligação religiosa

Longe de ser completamente compreendida na ancestralidade, a condição conhecida como bucho virado era, nos tempos antigos, associada às crenças religiosas e à bruxaria.

Neste tempo, a medicina não era tão desenvolvida e nem todas as pessoas tinham acesso aos serviços de saúde.

O recurso a métodos menos científicos era, portanto, a solução das pessoas no momento em que se deparavam com os sintomas desta condição.

Apoiando-se em rezas, em feitiços e simpatias, as pessoas viam, por vezes, a cura acontecer.

E foi justamente pelos resultados positivos alcançados que se perpetuou durante tanto tempo a ideia de que a espiritualidade poderia ser o melhor tratamento para o bucho virado.

3. Do mito à realidade

Seja dentro de uma tradição católica ou de uma espiritualidade relacionada com a bruxaria, o método que encontrará irá ser bastante semelhante no que respeita à imposição e uso das mãos para o fazer.

Alteram-se as rezas, as palavras, os unguentos, as ervas ou o ambiente mas, sempre presente estará o uso das mãos sobre a região do diafragma do bebé.

Os resultados acontecem!

E, quem experimenta, sente-se compelido a acreditar na forma como uma qualquer entidade mágica ou divina possa ajudar.

Independentemente de existir ou não este tipo de ajuda sacra (cada um terá as suas crenças no que a isto diz respeito), o facto é que os resultados derivam, justamente, da massagem de relaxamento sobre o abdómen, que ajuda esta região a retomar a forma original.

Embora a massagem seja, por norma, suficiente para resolver este problema, é recomendado que, perante os sintomas, procure um aconselhamento médico.

Lembre-se que a sintomática do bucho virado é comum a muitas outras doenças e que o tratamento destas será mais simples se o acompanhamento clínico for mais célere.

Sabia o que era o bucho virado? Alguma vez recorreu a algum método para resolver este problema? Conte-nos a sua história e a sua opinião sobre esta temática.

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Escrito por Bebé a Bordo

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4 Comments

  1. Bom dia!
    Pesquisei nesse site, sobre o bucho virado e espinhela caída para um livro de família que escrevo.
    Quando bem criança, entre 4 e 10 anos, nossa mãe nos levava a benzedeira Dona Concheta, nossa vizinha na Vila Mariana, numa travessa da Lins de Vasconcelos, na cidade de São Paulo. Isso foi nos primórdios de 70. Era uma senhora bem branquinha. Não comíamos e ficávamos apáticas. Hoje acredito ser em razão de lombrigas, muito comum em crianças pobres da época. Dona Concheta nos colocava sobre uma mesa, num ambiente bem silencioso e tranquilizador. Fazia sua reza, com sinais de retirada de algo do corpo como em algumas sessões de passe. Fazia a massagem em nossas barrigas com um óleo ungido e alinhava os braços como falado nesse blogue. Era realmente mágico. Lembro-me que ja voltava comendo de sua casa. Minha irmã lembra que sentia muito sono, um relaxamento inigualável. Não me lembro de ser sacudida por nosso pai. Ele não era esse tipo de pai, com essas brincadeiras conosco. Mas talvez tivéssemos muitas brincadeiras agitadas mesmo. Muito esclarecedor o site. Agradeço a oportunidade de contar minha experiência e saber mais a respeito desses temas que permeavam nossa infância.

  2. Minha mãe foi uma grande benzedeira aqui de Pirituba,e me lembro de ter visto,ela benzer milhares de crianças de bucho virado,mas, o benzimento dela,nada tinha de massagem,e com certeza fazia efeito,todos saiam de casa curados e alegres,pois na maior parte chegavam apático e choravam muito. Diferenças de tratamento não prejudicam em nada,sendo que a cura apareça,vamos respeitar nossas ideologias,pois somente quando a ciência trabalhar junta com as crenças,garanto o mundo e a saúde será muito melhor.

  3. Eu tinha mania de “virar estrelinha” na rua. Fazia uma vez atras da outra. Tive uma infância agitada. Adorava fazer essa brincadeira ate que um dia. Comecei a vomitar tudo que comia, mas tudo mesmo. E na região abdominal ouvia barulhos horríveis. Sentia muito desconforto estomacal. Sentia fome, mas o que comia voltava do jeito que comi voltava, nao tinha suco gástrico nos vômitos, apenas o alimento. Minha mãe muito preocupada com situação contou pra uma senhora amiga dela, e essa senhora pediu pra medir as duas mãos, os dois pés e também as pernas. Incrivelmente misterioso havia diferenças nos tamanhos de ambos membros. Então minha mae levou a casa dessa senhora que me benzeu com orações, sinais no abdômen com um óleo e no mesmo dia ja parei de vomitar e conseguia comer aos poucos.

  4. Minha vó, hoje com 92 anos foi uma benzedeira e tanto aqui na penha zona leste de sp! Usava arruda pra benzer e alinhava as mãos das crianças!
    Passei a infância toda com ela! Ja vi cada coisa que realmente até hoje não encontrei explicação! Todos que passaram por ela saiam de lá 100%… ainda creio que tem coisas que a medicina nao explica… vi minha vó benzendo gente ate meus 28 anos e todos sem exceção saiam de lá maravilhosamente bem!

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