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Falar com as crianças sobre a guerra: 5 dicas úteis

Falar com as crianças sobre a guerra: 5 dicas úteis

Os dias que vivemos levantam preocupações em todos nós e, expostos às narrativas dos media, não é de espantar que também as crianças tenham perguntas. No Bebé a Bordo, deixamos 5 dicas para falar com as crianças sobre a guerra.

A invasão da Ucrânia pela Rússia é a temática do momento. Noticiários da televisão e da rádio, conversas de café ou redes sociais preencheram-se, ao longo dos últimos dias, de informação e opiniões sobre este assunto.

Ainda que a relação entre crianças, jovens e redes sociais possa ser complexa, havendo várias opiniões sobre as formas como esta pode ser prejudicial para o desenvolvimento ou a visão dos mais pequenos, o facto inegável é que ela faz parte dos dias das crianças e que a exposição à informação é quase impossível de evitar.

Perante esta realidade e a atualidade internacional, torna-se importante para os pais comunicar com os filhos da melhor forma, para que a situação possa ser explicada de uma forma inteligível e coerente, sem afetar a estabilidade dos mais pequenos.
Venha conhecer 5 dicas para falar com as crianças sobre a guerra.

comunicar com as crianças sobre a guerra

Dica 1: Tenha em atenção a idade

Negar a realidade ao seu filho não é recomendável. Ainda assim, alguns especialistas defendem que, até que a criança atinja os 7 ou 8 anos de idade, poderá ser prematuro levantar a questão da guerra, a menos que a criança o questione ou demonstre clara perturbação face ao assunto.

Até esta idade, a criança convive ainda com a sua própria imaturidade cognitiva, o que dificulta a compreensão da guerra. Caso a questão seja levantada, procure uma resposta emocionalmente positiva, ainda que sem negar que a guerra seja uma “coisa má”. Explique com tranquilidade que se trata de uma “luta distante”, promovendo assim um sentido de segurança. (1)

Dica 2: Adote uma linguagem pacifista

Ao explicar a guerra, é também importante que demonstre uma postura a favor da paz e contra a violência.
Explique ainda à criança que existem outras formas, mais diplomáticas e corretas para solucionar conflitos, que não implicam o conflito, tais como a negociação e a escuta ativa.

Dica 3: Evite fornecer elementos críticos intensos

Ainda que tenha um posicionamento claro face aos acontecimentos e as partes/países em conflito, evite demonstrá-lo de uma forma demasiado clara.
É preferível que analise os acontecimentos que motivaram o conflito, sem demonizar um dos seus agentes, promovendo uma linguagem em prol da paz. As crianças aprendem muito por exemplo e uma visão polarizada poderá afetar a sua posição e ação em guerras futuras. (2)

Dica 4: Encoraje a criança a falar

Permitir que a criança tenha uma expressão emocional sobre a realidade atual e fale sobre as suas dúvidas e medos é muito importante. 
Incentive o seu filho a partilhar as suas emoções e pensamentos sobre a temática, tendo ainda o cuidado de adequar a linguagem das suas respostas à maturidade emocional e cognitiva do seu filho. (3)

Dica 5: Tenha atenção aos meios disponibilizados

Ter algum controlo sobre a informação à qual o seu filho tem acesso pode ser importante para que este compreenda a guerra, sem que esta o afete emocionalmente de uma forma mais intensa.

Tenha atenção, por isso, aos programas televisivos ou websites que o seu filho vê nas suas atividades quotidianas e explique qualquer imagem mais violenta com a qual este possa confrontar-se, com um discurso que promova a empatia e a paz.

Vai falar com os seus filhos sobre a guerra atual? Conte-nos que estratégias pretende aplicar para o fazer, deixando o seu comentário no Bebé a Bordo.

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Escrito por Bebé a Bordo

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