Hipertensão gestacional, o que é?

Hipertensão gestacional

A gestação é uma época muito particular da vida das mulheres e também aquela na qual se vivem alguns dos melhores momentos que ela proporciona.

Ainda assim, como todas sabemos, na gestação nem tudo são rosas… e o lado mais negro da gravidez é, sem dúvida, marcado pelas doenças e desconfortos que a matizam.

Um dos problemas de saúde que costuma afetar as gestantes, mesmo quando não tinham qualquer precedente, é a hipertensão.

Este problema ocorre a sensivelmente 10 a 15% das gestantes, sendo comum que o seu início se dê depois do meio da gravidez (a partir da 20ª semana).

A hipertensão na gestante é uma situação que pode ter consequências nocivas, quer para a mamã como para o bebé e é por isso que, hoje, lhe dedicaremos toda a nossa atenção, para que ,

Acompanhe-nos para saber tudo sobre a hipertensão gestacional.

1. Tipos e diferenças na hipertensão

Antes de explicarmos o que é a hipertensão gestacional, é muito importante fazermos a distinção entre alguns conceitos que com esta se relacionam.

Para tal, precisamos de olhar para a hipertensão, não como uma doença só, mas como um nome que abrange vários tipos de condição, que se expressam em tempos, formas e intensidades distintas.

O primeiro tipo a considerar a hipertensão crónica.

Esta acompanhava já a mulher antes de esta iniciar o seu percurso gestacional. Estas futuras mamãs tinham anteriormente a sua tensão arterial elevada, continuando esta elevada durante a gravidez.

O segundo tipo de hipertensão é a pré-eclâmpsia.

Esta condição surge, por norma, após a semana 20 da gestação e é caraterizada pela proteinúria, isto é, a presença de proteínas na urina da gestante. Esta afeta a gestante a vários níveis.

Quando acontece em simultâneo com a hipertensão crónica, a pré-eclâmpsia gera o terceiro tipo de hipertensão.

Por fim, encontramos o tipo de hipertensão sobre o qual hoje nos debruçaremos: a hipertensão gestacional.

2. Hipertensão gestacional: o que é?

Surgindo após a 20ª semana de gestação (sendo mais frequente no 3º trimestre), este tipo de hipertensão carateriza-se pelo facto de surgir em mulheres que não tinham, anteriormente, tido qualquer sintoma de tensão arterial elevada ou de pré-eclâmpsia.

Este tipo de hipertensão tende a desaparecer, de forma espontânea, algumas semanas depois do parto.

Ainda assim, o seu aparecimento constitui um fator de risco para as gestantes, aumentando as hipóteses de que a gestante venha a sofrer, mais tarde, de hipertensão arterial.

Este tipo de problema na gestação pode acontecer em qualquer mulher mas, segundo os estudos realizados, este é mais comum quando a gestante tem excesso de peso, mais de 35 anos ou histórico familiar de hipertensão.

É ainda mais comum em casos de gravidez múltipla (gemelar), na gravidez precoce e em grávidas de etnia negra.

Embora seja menos grave do que a pré-eclâmpsia, a hipertensão arterial pode, também, trazer consequências tanto para a futura mamã como para o feto.

3. Os riscos da hipertensão gestacional

Partos prematuros, descolamento da placenta ou impedimento do crescimento do feto são algumas das consequências que podem advir desta doença gestacional.

As gestantes que apresentam a tensão elevada correm, ainda, maior risco de vir a sofrer de pré-eclâmpsia, sendo importante ficar particularmente atenta aos sintomas, principalmente quando esta surge antes da semana 34 da gestação.

Para evitar riscos de maior, os médicos costumam fazer vários exames à gestante com hipertensão gestacional para garantir que esta não evolui de forma indesejada.

4. Tratamento da hipertensão gestacional

A gestação é muitas vezes impeditiva no que respeita à toma de alguns dos medicamentos recomendados para a tensão alta.

Assim, se desconfia de que a sua tensão está elevada (e mesmo que já tenha sofrido deste tipo de problema), consultar um médico é fundamental, sendo extremamente desaconselhada a auto-medicação.

Por norma, quando a hipertensão gestacional não atinge índices graves, os médicos optam por acompanhar a gestante semanalmente apenas para garantir que a situação não evolui até à pré-eclâmpsia.

Nestas consultas, o médico explana todos os sintomas – desde as dores de cabeça e abdominais até à diminuição do movimento do bebé dentro do ventre – deixando a gestante mais consciente dos sinais aos quais deve estar atenta.

O repouso é recomendado nesta situação, desaconselhando-se exercícios físicos intensos, emoções fortes e situações de stress.

A medicação é, em todo o caso, evitada.

Por outro lado, quando a pressão arterial atinge índices graves, os riscos desta tornam-se tão severos quanto os da pré-eclâmpsia e o tratamento é, também, muito similar.

Nestas situações, os médicos costumam induzir o parto entre a 34ª e a 36ª semana de gestação, prescrevendo, ainda, medicação como a Mitildopa, a Labetalole a Hidralazina.

Sofreu de hipertensão gestacional? Como lidou com este problema? Conte-nos tudo sobre a sua experiência pessoal.

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