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Leis antiaborto americanas dificultam trabalho clínico em caso de gravidez ectópica

Leis antiaborto americanas dificultam trabalho clínico em caso de gravidez ectópica

As Leis antiaborto implementadas pelos estados republicanos conservadores americanos estão a criar polémica na comunidade médica. Estes querem que os médicos reimplantem os embriões em caso de gravidez ectópica. Saiba mais sobre esta temática com o Bebé a Bordo.

A gravidez nem sempre é desejada mas, muitas vezes, este não é o caso das mulheres que acabam por perder os seus filhos devido a situações como o aborto espontâneo ou a gravidez ectópica.

Embora seja difícil superar a perda gestacional e ter de lidar com a perda de um filho, a verdade é que a maioria das mulheres que tem uma gravidez ectópica sabe que esta será a única solução, já que a vida da mãe está em risco e o desenvolvimento do embrião – fixado na trompa de Falópio – é impossível.

Alguns estados conservadores americanos, no entanto, parecem estar a levar as leis antiaborto a um novo nível, criando polémica sobre esta questão e desafiando a própria comunidade médica.
Venha saber mais sobre esta questão com o Bebé a Bordo no artigo que preparámos especialmente para si.

A polémica sobre a gravidez ectópica e as leis antiaborto

Os estados republicanos conservadores americanos têm aplicado inúmeras medidas contra o aborto e, agora, estas medidas parecem ter chegado a novos níveis de exigência.

Em Ohio, na América, o estado quer que os médicos reimplantem os embriões em caso de gravidez ectópica, sob o risco de enfrentarem acusações de homicídio. (1)

Esta medida – presente no projeto lei HB483 – chocou a comunidade científica que assevera que não existem métodos que permitam tal feito e que ele é, por isso, clinicamente impossível. (2)

Este projeto de lei poderá tornar-se histórico, já que prevê a realização de um procedimento que a própria medicina atual considera impossível de realizar, havendo especialistas da área que consideram que é uma lei baseada em “ficção científica”.

Que outras medidas propõe o polémico artigo antiaborto?

Ohio é também o estado que veio, com o mesmo decreto lei, a proibir o aborto, incluindo nos casos em que a gravidez decorre de uma violação. 

Esta lei proíbe qualquer tipo de interrupção de gravidez, incluindo nas primeiras semanas e visava, inicialmente, proibir até o aborto antes da deteção de batimento fetal.

Além deste estado americano, a lei antiaborto é também intensa noutros locais da América, como o Mississipi, Geórgia, Kentucky e Arkansas. (3)

Qual é a sua opinião sobre a tendência americana antiaborto? E sobre esta lei específica? Conte aos restantes leitores do Bebé a Bordo.

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Escrito por Bebé a Bordo

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