Gravidez de risco, como identificar e evitar complicações?

Gravidez de risco, repouso redobrado

Gravidez de risco é um nome que ouvimos muitas vezes e uma situação que, infelizmente, é a realidade de muitas futuras mamãs.

Esta situação não é incomum e decorre sempre que a saúde da mamã ou do bebé se apresente débil ou quando as circunstâncias da gestação não potenciam o seu natural decurso sem problemas de maior.

Frequentemente, por isso mesmo, as mulheres grávidas vêm-se a braços com uma situação na qual necessitam de se manter em repouso e/ou de visitar o seu médico com maior frequência para garantir que tudo corre como se espera.

Neste artigo iremos debruçar-nos, então, sobre as questões que permeiam a temática da gravidez de risco, para que esteja informada quanto aos seus motivos, as precauções, as formas de ação mais corretas e as proibidas.

Siga connosco nesta viagem até aos meandros do conhecimento sobre a gravidez de risco e saiba se vive algum dos fatores de risco.

1. O que é a gravidez de risco?

Se para algumas mulheres a gestação decorre de uma forma pacata e sem problemas graves (como a hipertensão, pré-eclampsia, diabetes gestacionais, etc), para outras esta é uma fase de constante preocupação.

A gravidez de risco é, então, uma redoma onde cabem vários tipos de problemática.

É cada vez mais comum o aparecimento de situações de risco durante a gestação, em parte devido ao ritmo alucinante a que obrigam os tempos modernos.

Assim, podemos considerar que a gravidez de risco seja qualquer situação, durante o período da gestação, na qual a saúde da mãe ou do bebé esteja em perigo.

2. Tipos de gravidez de risco

Claro que, embora existam vários fatores que transformam uma gestação numa fase denominada “de risco”, este perigo eminente não é sempre igual nem se apresenta sempre da mesma forma.

Podemos considerar que existam três tipos distintos de gravidez de risco.

O primeiro, comummente chamado de “gravidez de risco médio” inclui os casos nos quais o risco vivido pelas futuras mamãs é menor.

Assim, inclui as faixas etárias mais jovens (gravidez precoce, até aos 18 anos) e as mais velhas (gravidez tardia, depois dos 38 anos).

Neste tipo de gravidez de risco são ainda consideradas as mulheres obesas e as fumadoras.

A razão que leva os especialistas a ter estes fatores em consideração é a tendência para que mulheres com estas idades e estes hábitos para contrair diabetes gestacional ou entrarem precocemente em trabalho de parto.

Além disso, este grupo de mulheres está também mais sujeito a que decorram mutações genéticas no feto, razão pela qual os médicos realizam a amniocentese para descartar potenciais problemas de saúde.

O segundo tipo será a conhecida gravidez de alto risco.

Como o próprio nome nos indica, este engloba cenários cujo perigo de vida para a mamã e o feto é maior.

Enquadram-se neste leque as mulheres com diabetes, hipertensão ou anemia e aquelas que, anteriormente, tiveram uma cirurgia uterina.

A estas juntam-se, também, as gestantes que levam a cabo uma gravidez de gémeos.

Este grupo vive uma gravidez de risco uma vez que está mais sujeito a encarar problemáticas como malformações do feto, pré-eclampsia ou infeções gestacionais.

Por fim, o cenário mais grave será a gravidez de risco muito alto. Este tipo de gestação associa-se, também, às mulheres que levam a cabo uma gravidez múltipla (com trigémeos ou mais fetos).

Neste caso o risco de malformação é distintamente superior, podendo ainda haver, com maior frequência e facilidade, casos de eclampsia grave, de incontinência cervical uterina ou de parto prematuro.

3. Indicadores de uma gravidez de risco

Uma atenção redobrada aos sintomas é necessária em qualquer gravidez. Essa atenção será, pois, o motor que garante que, do teste positivo até ao parto, tudo corre pelo melhor.

É muito provável que, entre os sintomas da gravidez de risco, sinta alguns.

O que recomendamos, é que fique atenta e que, caso sinta que os sinais são demasiado fortes e prolongados, consulte o seu médico de imediato.

Assim, os sintomas para os quais deve estar particularmente atenta são: dor ao urinar, sensação de desmaio, inchaço generalizado no corpo, tonturas frequentes, náuseas e vómito descontrolados e persistentes, deixar de sentir o bebé, sangramento vaginal, contrações uterinas precoces e arritmias.

Haverá, com certeza, outros sintomas.

Recomendamos, por isso, que deixe a sua intuição falar e que, no caso de sentir que algo não está bem, recorra ao apoio especializado do médico.

Muitas vezes, quando a gravidez é de risco, os médicos recomendam repouso redobrado, chegando mesmo a emitir papéis de baixa para que a futura mamã possa ficar em casa a descansar.

Evite, nestes casos, fazer esforços desnecessários e, caso queira aproveitar “aquela viagem” ou “aquele dia de praia” consulte o seu médico para garantir que pode fazê-lo.

Mais vale prevenir do que remediar!

Viveu ou está a viver uma gravidez de risco? Conte-nos tudo sobre a sua experiência pessoal!

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