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As grávidas e as viagens de avião

Gravidez e andar de avião
As grávidas e as viagens de avião

Grávida andar de avião, tudo o que a gestante precisa de saber sobre viajar de avião durante a gestação

“Gravidez não é doença”, lá diz o povo e com toda a razão. Não é! Mas isso não significa que, no que respeita a algumas temáticas, a gestante não veja a sua vida um pouco dificultada.

Viajar poderá ser um dos simples atos quotidianos que mais difícil se torna durante este período – o desconforto, as normas, os mitos e os medos unem-se numa grande amálgama de questões que a futura mamã nem sempre vê respondidas com facilidade.

Neste artigo procuraremos explorar esta questão, para que saiba os cuidados a ter, os protocolos relacionados e as formas mais confortáveis e adequadas para uma grávida andar de avião.

 

Grávida andar de avião

1. Grávida andar de avião – Antes do voo

Não há nada que indique que uma viagem de longo curso a bordo de uma aeronave possa prejudicar o seu bebé.

Contrariamente ao que algumas mulheres temem, as máquinas de segurança têm pouca radiação e são seguras; as cabines são geralmente pressurizadas, não sendo provável que impactem com a sua saúde ou a do bebé e dificilmente notará alguma coisa diferente durante a viagem do que notaria se tivesse os pés assentes em terra firme.

Isto, claro está, se a sua gravidez seguir o curso normal, sem complicações nem outros problemas de saúde.

Embora isto seja o ideal, o melhor que poderá fazer antes de decidir andar nestes voos é consultar o seu médico.

Por norma, como referimos, ele permitirá o voo.

Exceções serão os casos nos quais sofra de complicações como anemia, insuficiência na placenta, sangramento vaginal, pressão alta ou diabetes.

Neste caso, possivelmente, o seu médico irá desaconselhar a viagem.

2. Voos altos: Andar sim… mas com regras

Preocupadas com a saúde da mãe e do feto, são as próprias companhias aéreas que criam regras severas e restrições para que possa viajar com elas durante o período de gestação.

Uma grávida até às 27 semanas (primeiro e segundo trimestres da gestação) não encontrarão problemas mas, em diversas companhias, após as 28 semanas, necessitará de seguir um protocolo específico e de pedir um atestado ao seu médico em como está apta para voar.

Isto porque nenhuma companhia aérea quer arriscar-se a viver um parto prematuro em pleno voo ou a ter de lidar com complicações que vão além do que a malinha de primeiros socorros permite.

De tal forma assim é que, após as 36 semanas, o transporte da gestante apenas é permitido no caso de o médico a acompanhar.

Saliente-se, ainda, que as companhias de voos low cost tendem a ser duplamente rigorosas no que diz respeito a estas questões.

De evitar sempre, em qualquer período da gestação, será a viagem em aviões mais pequenos, que não possuam cabines pressurizadas.

3 Pondo o conforto em primeiro lugar

Embora possa fazer a viagem durante a gestação, deve considerar que, mesmo em circunstâncias normais, um voo, principalmente se for um voo de longo curso, costuma ser desconfortável.

Desta forma, o melhor a fazer será tomar algumas precauções para garantir que viaja o mais confortavelmente possível.

Atendendo às suas necessidades, poderá solicitar, no momento da aquisição dos bilhetes, um lugar no corredor central do avião (ou junto ao corredor, quando este não existir), mais ou menos central, junto da asa e nas filas de passagem, onde existe mais espaço para as pernas.

Se tiver essa possibilidade, viajar em primeira classe será uma excelente opção.

Fazendo os pedidos acima descritos, sofrerá menos com a turbulência, poderá ter mais espaço e liberdade de movimentos e facilitará as suas idas – provavelmente constantes, uma vez que está grávida – até aos lavabos.

Embora não seja recomendado que passe todo o voo em pé, atendendo à necessidade de estimular a circulação sanguínea nas suas pernas, para evitar cãibras e pés inchados, poderá fazer pequenos passeios pelo corredor.

Durante estes (ou em vez destes, no caso de a turbulência não permitir que se levante) pode fazer alguns exercícios, fletindo os pés e garantindo que move os pés, os tornozelos e os dedos.

Para evitar a formação de varizes não será também descabido realizar a viagem usando meias elásticas ou de descanso.

Como a sua barriga é o veículo do bebé, pôr o cinto de segurança poderá ser mais desconfortável.

Neste caso, o melhor será afivelá-lo debaixo da barriga.

Opte, para seu conforto, por roupa e sapatos confortáveis e fáceis de tirar.

No que respeita à alimentação, deve evitar todos os alimentos que possam provocar-lhe gases e garantir que bebe bastante água.

Embora não exista uma receita ideal para garantir que o voo será confortável, seguir estes conselhos poderá ser muito útil no momento de fazer a sua viagem aérea.

Lembre-se sempre de consultar um especialista antes de viajar, para garantir a sua segurança e a do seu bebé.

Viajou durante a sua gravidez? Como viveu esta experiência?

Teve alguma dificuldade junto da companhia aérea?

Não deixe de nos falar da sua experiência.

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Escrito por Bebé a Bordo

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