Proteção solar infantil e substâncias perigosa: o que dizem os estudos

 Os protetores solares são uma questão constante para as mães e pais, que querem garantir a completa segurança dos seus filhos. Estudos recentes indicam que podem existir substâncias preocupantes neste tipo de protetor. Saiba mais com o Bebé a Bordo.

O Verão traz sempre algumas questões sobre os produtos a usar para proteger a sua pele e a do seu filho. A maternidade costuma acentuar esta preocupação e não é incomum que as mulheres comecem a questionar, mesmo antes do nascimento do bebé qual o protetor solar a usar na gravidez ou se podem usar protetor solar na amamentação.

À medida que o bebé cresce e chega o momento de o expor, também, à praia e ao sol, também as questões sobre como escolher o melhor protetor solar para o seu filho poderão surgir, levando-a a procurar um guia da proteção solar infantil que a ajude na tarefa.

Embora se considere importante o uso do protetor solar, estudos recentes indicam que algumas das substâncias presentes neste tipo de filtro poderão ser preocupantes, o que gera dúvidas na comunidade científica e, por consequência, também nos pais.

Venha conhecer o que dizem os estudos sobre as potenciais substâncias perigosas na proteção solar infantil.

Proteção solar e as crianças

Embora nos primeiros meses o uso de protetor solar seja desaconselhado, a partir dos 6 meses, este é considerado seguro, sendo que entre os 6 meses e os 2 anos, este protetor deve ser de filtro físico. (1)

A diferença fundamental destes protetores face aos químicos é justamente a forma como reagem. Enquanto os filtros químicos são absorvidos pela pele, os filtros físicos ficam sobre a mesma, agindo como refletores que criam uma barreira.

Por norma, na pele dos bebés e considerando a sua fragilidade, os filtros físicos são recomendados pelo menos até que a criança complete 24 meses.

Os estudos recentes sobre os filtros solares

Recentemente, um estudo realizado por especialistas franceses da Wecf France e da Agir pour l’Environnement fez a análise de 71 produtos de proteção solar para crianças (incluindo loções, leites e sprays de proteção), considerando os seus componentes e a forma como as suas substâncias poderiam ser prejudiciais – em vários níveis – para a saúde e o meio ambiente. (2)

O estudo considerou as substâncias que integravam estes produtos e identificou – com base em análise de rótulos e laboratorial – o seu nível de risco, integrando-os em 3 categorias distintas: preocupantes, muito preocupantes ou extremamente preocupantes.

Deste estudo resultou a conclusão de que existem alguns ingredientes potencialmente problemáticos na composição, que podem agir como perturbadores endócrinos. Em causa está o facto de não se tratarem de substâncias inócuas que, quando aplicadas em bebés – e sendo este um grupo vulnerável – poderão afetar de forma ainda desconhecida diversos órgãos.

Este estudo criou preocupação na comunidade científico que considera necessária uma reavaliação dos produtos comercializados para que a sua segurança possa ser atestada.

O que fazer perante estes resultados?

A comunidade encontra-se dividida quanto a esta questão. Ainda assim, os responsáveis pelo estudo estão a pedir a proibição do uso das substâncias mais preocupantes nos produtos de proteção solar infantis. (3)

Por agora, seguem recomendações de que se utilize este tipo de produto com moderação, apostando fortemente no uso de camisolas, chapeús, óculos de sol e evitando, também uma exposição solar prolongada para a criança ou a sua exposição solar nas horas de maior calor.

Já conhecia este novo estudo sobre as substâncias preocupantes dos filtros solares infantis? Qual é a sua opinião sobre esta temática? Partilhe-a com as restantes mamãs do Bebé a Bordo.

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