Lúpus na gravidez, terá perigos para o bebé?

Lúpus na gravidez, várias doenças criam medos nas mulheres que querem engravidar e, uma delas, é o lúpus. Esta doença autoimune não impede que uma mulher engravide mas pode acarretar alguns riscos. Venha descobrir com o Bebé a Bordo se o lúpus na gravidez tem perigos para o bebé.

Quando uma mulher engravida, ainda que seja totalmente saudável, existe um sem fim de perguntas que nascem. Pequenos desconfortos, como dores de cabeça na gravidez ou inchaço nas pernas podem, já, ser motivo de preocupação e trazer questões diversas.

Saber se o paracetamol ou o iboprufeno são escolhas válidas na gravidez, por exemplo, serão perguntas que, por certo, uma gestante saudável terá.

Claro está que, quando a mulher sofre de uma doença mais severa ou crónica, as questões que a acompanham na jornada da gravidez serão ainda mais prementes, bem como os medos, que se acentuarão.

É o caso das mulheres que sofrem de lúpus, uma doença autoimune crónica, cuja manifestação pode por em causa o seu bem-estar e o decurso da gestação.

Sabendo que assim é, decidimos, pois, olhar hoje para o lúpus na gravidez para tentarmos compreender qual o impacto que esta doença pode ter na gestação e de que forma pode afetar o bebé.

Se quer saber mais sobre os perigos do lúpus na gravidez para o bebé, este é o artigo certo para si.

1. O que é o lúpus?

O lúpus é uma doença autoimune crónica e, como tal, que não tem cura. Nesta doença, o sistema imunitário do corpo, cuja função é a proteção do organismo, volta-se contra o mesmo, interpretando o próprio corpo como se de uma doença se tratasse.

Ao iniciar este processo, desenvolve uma inflamação que se associa a dores, sensação de calor, vermelhidão, edema ou inchaços.

Embora a doença seja permanente e crónica, esta tem fases reativas e fases inativas, não havendo uma reação constante do corpo à mesma.


As causas desta doença são, até hoje, desconhecidas, sabendo-se apenas que existem condições que promovem a incidência da mesma, nomeadamente de origem genética e ambiental.

2. Lúpus na gravidez

Uma mulher que sofra de lúpus pode engravidar e viver uma gestação segura. Ainda assim, neste caso, é muito importante que, perante a intenção de engravidar, a mulher consulte um médico que ajude a preparar o processo, nomeadamente fazendo os devidos ajustes na medicação.

Embora 50% das mulheres que sofrem de lúpus vivam uma gravidez normal, não podem ser esquecidos os dados pelos quais 25% dos bebés de mães com lúpus são prematuros e entre 15 e 25% dos casos, é aumentado o risco de aborto espontâneo.

Quando ao lúpus se associam cenários de falência renal ou de hipertensão pulmonar, por exemplo, é contraindicado que a mulher tente engravidar, sendo recomendado que a gravidez só ocorra caso a doença se tenha apresentado inativa por um período igual ou superior a meio ano.

Assim, durante a gravidez, a gestante com lúpus deverá ser particularmente rígida com as suas consultas, para garantir os ajustes de medicação.

Além disso, evitar situações stressantes e promover o bem-estar através de exercício (como caminhada, ioga ou hidroginástica) poderá ser, também, bastante positivo.

3. Quais os perigos do lúpus na gravidez para o bebé?

Embora, mediante o acompanhamento médico e uma preparação para a gestação, seja possível que a gestação decorra de forma totalmente normal para a mãe e para o bebé, não podem deixar de ser consideradas as situações de perigo do lúpus na gravidez.

Os principais riscos desta doença durante o período gestacional são:

– Aborto espontâneo;
– Morte do feto;
– Parto prematuro;
– Impedimento do normal crescimento intrauterino;
– Nascimento de bebé com baixo peso;
– Mote perinatal;
– Nascimento de bebé com lúpus neonatal.

Embora estes perigos sejam reais, no entanto, contrariamente ao que se acreditava anteriormente, o lúpus na gravidez não tem risco de defeitos congénitos ou de problemas de foro mental para a criança.


Mesmo entre os bebés que nascem com lúpus neonatal (cerca de 3%), tal apenas acontece pela passagem dos anticorpos através da placenta da mãe e, sem qualquer tratamento, tende a desaparecer no prazo de 9 meses sem deixar sequelas na criança.

Esta situação manifesta-se através de lesões na pele do bebé.

Sofre de lúpus ou conhece alguém que tenha sofrido de lúpus na gravidez? Como lidou com esta situação? Não deixe de contar a sua experiência pessoal e a sua opinião às restantes mamãs do Bebé a Bordo. Estamos certos de que elas serão muito úteis para outras pessoas na mesma situação.

Algumas fontes: rotasaude.lusiadas thebump webmd news-medical revistacrescer.globo

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