Gravidez anembrionária, tem sintomas e qual é o tratamento?

Gravidez anembrionária poderá ser um nome com o qual já se cruzou. Sabe de que se trata este tipo de gravidez? Conhece os seus sintomas e a forma de tratamento? Se quer saber mais sobre a gravidez anembrionária, acompanhe este artigo do Bebé a Bordo.

Falar em gravidez é muito mais do que falar do processo que leva da fecundação ao nascimento de um bebé. Vários nomes e situações parecem saltar do universo clínico para preencher as mentes das mulheres com conceitos novos e problemáticas pertinentes.

Exemplos como a gravidez psicológica, a gravidez tubarina ou a gravidez múltipla podem ser dados, para mostrar como os conceitos divergem, em terminologia e significado.

Um dos nomes que frequentemente se ouve, no panorama gestacional, é o de gravidez anembrionária.

A gravidez anembrionária (também conhecida como gravidez anembrionada) diz respeito a uma complicação que faz parte da experiência de muitas mulheres em todo o mundo e, por isso mesmo, somos da opinião que se torna extremamente pertinente explorar esta temática para ficarmos a saber mais sobre este tipo de gestação.

Se quer saber o que é a gravidez anembrionária, quais as razões pelas quais esta acontece, que sintomas tem e qual a forma de tratamento, este é o artigo certo para si.

1. O que é a gravidez anembrionária?

A gravidez anembrionária (ou gravidez anembrionada) é, como o próprio nome indica, uma gestação na qual não existe o desenvolvimento de um embrião.

Em que momento se inicia esta complicação gestacional?

Embora só possa ser diagnosticada mais tarde, a complicação que origina esta situação ocorre no momento da concepção, sendo necessário olhar o momento da fecundação do óvulo para conhecer as causas do problema.

Porque razões acontece a gravidez anembrionária? Gravidez anembrionária

Como referimos, para compreender de onde deriva esta complicação, torna-se necessário lançar o olhar sobre o momento da fecundação. Usualmente, neste momento, dá-se a fertilização do óvulo pelo espermatozóide, gerando o ovo, que se implementa na parede do útero.

Numa situação normal, o momento da fecundação faz com que a multiplicação celular origine duas partes, que se transformarão, ao longo do processo gestacional, no saco gestacional e placenta; e no feto.

Numa gravidez anembrionária, no entanto, esta divisão não ocorre, havendo apenas a formação do chamado ovo cego ou ovo anembrionado. Quando isto acontece, embora exista a formação do saco amniótico, a verdade é que não existe um embrião, não podendo existir o desenvolvimento de um feto.

2. Como posso saber se tenho uma gravidez anembrionária?

Por norma, a gravidez anembrionária só é diagnosticada a partir da 6ª semana, sendo que, só depois do saco gestacional atingir os 25 mm é possível avistar o feto.

No caso de uma gravidez anembrionária, esta poderá ser a fase em que o médico se apercebe da impossibilidade de avistar o bebé.

Embora a suspeita exista desde a 6ª semana de gravidez, no entanto, é apenas a partir da 8ª que existe uma confirmação efetiva sobre este constrangimento, sendo necessária a realização de um ultrassom para confirmar as suspeitas.

3. Quais são os sintomas da gravidez anembrionária?

Não existem quaisquer sintomas associados à gravidez anembrionária. Na verdade, até ao momento da identificação do problema, é natural que a mulher com uma gravidez anembrionária sinta os usuais sintomas do começo da gravidez (como náuseas ou sensibilidade mamária) e as mesmas experiências (como um teste de gravidez positivo).

4. Quais são as formas de tratamento para a gravidez anembrionária?

Nos casos em que é diagnosticada uma gravidez anembrionária, a limpeza do espaço uterino torna-se fundamental.

Embora algumas mulheres experimentem cenários de libertação espontânea e libertação da matéria gestacional; outras precisarão de recorrer a um procedimento de curetagem para que o seu útero fique limpo.

Embora o procedimento seja relativamente simples, existe uma carga emotiva forte associada ao mesmo e alguns efeitos posteriores à sua realização, como diarreias, febre e náuseas.

É possível voltar a tentar ser mãe depois deste tipo de complicação?

Principalmente nos casos em que a gestação é um desejo intenso dos pais, uma gravidez anembrionária pode ser algo traumática. A sensação de perda associada a este tipo de gravidez pode ser intensa e desmotivadora para o casal.

Além disso, pessoas que passam por este tipo de situação tendem a sentir alguma hesitação quanto a novas tentativas.

Ainda assim, no entendimento dos especialistas, este é um cenário que raramente se repete e, embora existam casos de mulheres que tiveram mais do que uma gravidez anembrionária, nada indica que uma mulher que tenha passado por esta situação não possa experimentar uma nova gestação, livre de complicações.

Quanto tempo deve existir entre uma gravidez anembrionada e uma nova tentativa?

Recomenda-se à mulher que aguarde, pelo menos, até à sua ovulação seguinte, depois de realizado o procedimento de curetagem, já que o útero ficará fragilizado. Este tempo é, por norma, entre 3 semanas e um mês.

O recurso de contracetivos durante este período é recomendável, assim como a procura de um especialista para tirar todas as dúvidas e garantir que a gestação seguinte corre conforme o esperado.

Algumas fontes: vix  americanpregnancy webmd vidaativa tuasaude  verywellfamily  famivita

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