Ecografias e problemas fetais: qual a margem de erro?

Muitas mulheres questionam qual a margem de erro das ecografias na identificação de problemas fetais. Hoje, o Bebé a Bordo responde a estas e outras dúvidas sobre as ecografias.

Ao longo dos anos foram várias as situações nas quais as ecografias falharam na identificação de problemas fetais. Recentemente, alguns casos lançaram novamente a luz sobre a temática, gerando algum pânico entre as mulheres que vivem, agora, a sua gravidez passo a passo.

Apesar de ser um dos mais importantes exames de acompanhamento da gestação, não falta quem questione a sua eficácia em termos práticos.

Saber previamente que o bebé poderá ter um problema, poderá ser muito importante para lidar com a deficiência de um bebé recém-nascido. Mas, afinal, qual é a margem de erro deste tipo de exame? O que pode esperar-se dele? Estas são algumas das questões a que queremos responder.

Ecografias e problemas fetais: qual a margem de erro?

1. Para que serve a ecografia?

As ecografias são realizadas por inúmeras razões, dependendo da fase da gestação e da situação particular de cada mulher. Alguns dos seus propósitos são: (1)

– Confirmar a gravidez e identificar situações como gravidez ectópica;
– Determinar o tempo da gestação;
– Identificar uma gravidez múltipla;
– Avaliar o crescimento e desenvolvimento do feto;
– Analisar os níveis de fluído amniótico na placenta;
– Identificar deformações e problemas fetais;
– Prever potenciais complicações;
– Verificar a posição do feto antes da hora H.

2. Existe o risco de erro na identificação de problemas com o feto?

Embora não seja muito comum que a ecografia erre na identificação de problemas fetais e, principalmente, de anomalias físicas; também não é impossível que tal aconteça.

De facto, a fiabilidade deste método nunca poderia ser 100% até porque é necessário considerar que, além da margem de erro técnica, existe também uma margem de erro humano.

A fiabilidade dependerá de fatores diversos, incluindo o estágio da gravidez no qual a mulher se encontra, a efetiva qualidade dos equipamentos e também a experiência e profissionalismo do especialista que avalia as imagens provenientes do exame. (2)

3. Deteção de problemas fetais com ecografia: qual a margem de erro?

Estima-se que cerca de 3% dos nascimentos sejam de bebés com problemas congénitos. 

A margem de erro na análise de uma ecografia reduz à medida que a gravidez avança, sendo que os resultados do segundo trimestre tendem a apresentar resultados mais fidedignos do que os do primeiro trimestre.

Ainda assim, estima-se que a probabilidade de as deformidades fetais sejam detetadas no começo da gravidez sejam de 30% na gravidez normal e de 60% para a gravidez de risco. (3)

A margem de erro, no entanto, pode aumentar devido a inúmeros fatores, incluindo a fase da gestação, o peso da gestante e o equipamento utilizado.

Desta forma, embora este exame seja fundamental para minorar o risco de deteção tardia de deformidades no feto, é necessário compreender que não se trata de um método 100% fiável para a identificação destes problemas.

Quais são as suas dúvidas sobre as ecografias? Partilhe as suas questões e pensamentos sobre esta temática com o Bebé a Bordo.

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