Amamentação prolongada, dúvidas e beneficios

A amamentação é um dos mais belos momentos de ligação entre a mamã e o bebé. Ainda assim, associado a este ato, está um leque vasto de questões que (quase) todas as mamãs fazem. Conhece os benefícios e dificuldades de uma amamentação prolongada?

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As lactantes gostam de garantir que tomam as decisões mais corretas e saudáveis para garantir que amamentação corre como o esperado e que o bebé retira desta os maiores benefícios.

Assim, como é expectável, as dúvidas sobre a amamentação são inúmeras e muito distintas umas das outras, havendo, a cada passo deste processo, muitas perguntas a ser feitas.

Durante o período da amamentação, a mamã irá querer saber quais as melhores posições para dar de mamar, como conseguir que o bebé pegue o peito, quais os melhores alimentos para estimular a produção de leite e também quais os eventuais benefícios do recurso a uma almofada de amamentação.

Estas são algumas perguntas válidas e importantes, que se colocarão, desde o começo, pautando este ato maravilhoso que é dar o peito ao bebé.

Ainda assim, à medida que o tempo passa, as dúvidas alteram-se. Num dado momento, a introdução dos alimentos sólidos será feita e o bebé começará a comer as suas sopas e papinhas.

E surge uma dúvida fundamental: até quando devo amamentar o meu filho?

A recomendação da Organização Mundial de Saúde aponta para que o aleitamento seja feito pelo menos até aos 6 meses de idade.

Ainda assim, não nega a importância que os benefícios do leite materno têm mesmo para uma criança mais velha.


Perante as vantagens da amamentação, as mamãs escolhem, por vezes, continuar a amamentar. E a amamentação prolongada estende-se, com frequência, até o bebé completar um, dois, três ou até mais anos de idade.

A amamentação prolongada apresenta-se, no entanto, rodeada de pontos de interrogação.

Embora seja feita por mamãs que desejam dar o melhor dos melhores aos seus bebés, a sociedade olha com estranheza para este hábito e chega, até, a condená-lo.

Sabendo disto, decidimos debruçar-nos sobre a temática para descobrir quais as dúvidas e problemáticas relacionadas com a amamentação prolongada, explorando ainda os seus benefícios, riscos e dificuldades.

Acompanhe-nos para saber mais sobre esta matéria.

1. Amamentação prolongada: as dúvidas e a polémica

Saber até quando amamentar é uma dúvida frequente das gestantes e a resposta não é única. Na verdade, as respostas são tantas quantas as perguntas colocadas, já que cabe a cada mãe seguir os seus próprios sentimentos sobre a questão.

O desmame deve ser feito naturalmente e, se para algumas mamãs, este é um processo que decorre aos 6 meses, para outras pode acontecer apenas quando o bebé tem 2 ou 3 anos de idade.

Os fatores sociais e a pressão que rodeia as lactantes cria constrangimento na mamã, que sente que possa estar a fazer algo errado ao escolher manter a amamentação do seu filho.

Ainda assim, tratando-se de um hábito saudável e natural, a verdade é que a mulher não deveria estar sujeita a este olhar enviesado que tanto a perturba nem ser vítima de pressões de ordem social para deixar o aleitamento do bebé.

Apesar dos medos, das pressões e das dúvidas, a amamentação prolongada pode ser benéfica para as crianças.


O momento certo para deixar de amamentado deve ser analisado, caso a caso, pela lactante, considerando a personalidade do bebé, o seu desenvolvimento físico, a sua nutrição global e também, claro, a sua vontade e disponibilidade para o fazer.

Assim, mesmo que a dieta sólida da criança já sirva para cumprir as suas necessidades a nível nutritivo, amamentar a criança é uma possibilidade para quem queira fazê-lo, havendo, na verdade, benefícios diversos relacionados com esta prática.

2. Os benefícios da amamentação prolongada Amamentação prolongada

Pode ser considerada uma amamentação prolongada toda a amamentação que ocorra após o bebé ter completado 12 meses de vida.

Este tipo de amamentação pode ter efeitos benéficos para a criança, sendo que a própria UNICEF afirma que, mesmo para uma criança de 24 meses, este pode ser a fonte de 31% da energia total da criança, mantendo-se como uma importante fonte nutritiva.

Na amamentação prolongada, a mamã estará, segundo referem estudos diversos, a reforçar o sistema imunitário da criança (sendo menos provável a contração de doenças, mesmo na vida adulta); a estimular o vínculo materno, fornecendo uma sensação extra de segurança e conforto à criança; a reduzir os riscos de situações futuras de obesidade; ou, como referiu recentemente um estudo brasileiro publicado na revista científica Lancet Global Health Journal, melhorar mesmo as capacidades mentais da criança e promover o seu sucesso futuro.

Além disto, a amamentação prolongada pode ser uma mais-valia em caso de viagem e tende a aliviar as cólicas menstruais da mamã e a minorar os sintomas da TPM.

Estes benefícios fazem mesmo com que, apesar de insistir apenas na amamentação até aos 6 meses, a própria Organização Mundial de Saúde recomende a mesma até aos 2 anos de idade.

3. As dificuldades e riscos da amamentação prolongada

Associado à amamentação prolongada, no entanto, existem também dificuldades e riscos que devem ser tidos em conta.

O primeiro fator de dificuldade é a sociedade em que vivemos e na qual, de forma mais ou menos explicita, existem pressões.

Muitas pessoas consideram que o aleitamento de crianças com mais de 12 meses é “estranho” e chegam mesmo a tecer comentários constangedores para as mamãs que o fazem, fazendo com que estas se sintam mal com a sua decisão.

Além disto, no entanto, questões práticas e mais válidas dificultam também o processo. Antes de mais, a disponibilidade da mamã para dar de mamar poderá reduzir significativamente com o passar do tempo, o que será complicado a nível emocional para a mãe e para o bebé.

A dificuldade de fazer um desmame tardio é outro dos problemas levantados pela amamentação prolongada, sendo que acresce a esta situação a possibilidade de a criança recusar outro tipo de alimentos e demonstrar uma recusa efetiva no que respeita ao consumo de alimentos sólidos.

A amamentação prolongada pode ainda fazer com que a mamã tenha menos liberdade nos seus dias e com que o bebé tenha mais dificuldade em tornar-se independente, o que pode impactar na sua evolução e aprendizagem social.

Com benefícios e riscos, a verdade é que a amamentação prolongada é uma possibilidade para as mamãs. Optou por amamentar o seu filho até que idade? Qual a sua opinião sobre a amamentação prolongada?

Algumas fontes: theguardian babygaga  lifestyle  brasil.babycenter revistacrescer bebemamae

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