Varicela e gravidez

Varicela e gravidez, tudo o que a gestante precisa de saber sobre a doença

A varicela, também conhecida como catapora, é uma doença viral e contagiosa, provocada pelo vírus Varicela Zóster, que geralmente é contraída durante a infância.

Tratando-se de uma doença que pode afetar o ser humano apenas uma vez, sendo que o corpo cria, depois, defesas para atacar o vírus, as mulheres grávidas podem apenas contraí-la se nunca tiverem sofrido de varicela.

Quando as futuras mamãs não estão imunes a esta doença, a varicela surge como uma preocupação, uma vez que, principalmente nos primeiros meses da gravidez, pode afetar o desenvolvimento do feto.

Neste artigo vamos debruçar-nos sobre a varicela na gestação para que saiba os riscos inerentes à contração da doença

A varicela durante a gestação

1. Varicela e gravidez – Contrair varicela na gravidez

Quem já teve varicela não terá, provavelmente, qualquer razão para se preocupar.

A partir do primeiro contacto com o vírus, o corpo humano cria anticorpos para o combater, o que faz com que esta doença não seja, por norma, contraída mais do que uma vez ao longo da vida.

No entanto, se não fizer parte do grupo de imunes à doença, é possível, em qualquer momento da sua vida, que seja afetada por ela.

E, como tal, isto pode, também, acontecer durante a gestação.

Tratando-se de uma doença contagiosa, a futura mamã pode vir a apanhar varicela pelo contacto com pessoas ou ambientes onde exista o vírus que o provoca.

Este espalha-se através de meios tão inevitáveis como as moléculas do ar, sendo possível contrair a doença apenas pela proximidade de um portador, ainda que não exista contacto físico com a pessoa infetada.

No caso de este contacto existir, é possível a realização de um exame sanguíneo para verificar se tem ou não imunidade à doença. Este exame permitirá identificar a presença de anticorpos.

Caso estes existam, está imune à doença.

Em caso contrário, a probabilidade de contrair a doença é muito elevada.

No caso da varicela na gravidez, em caso de suspeita de infeção, é comum que os médicos prescrevam VZIG (Imunoglobulina antivaricela zóster), uma injeção que tentará amenizar os sintomas e o tempo de duração desta infeção.

Esta injeção, no entanto, só será eficaz se for tomada nos dez dias que seguem a exposição da futura mamã ao vírus.

2. Varicela e gravidez – Os sintomas da varicela na gestação

As mulheres grávidas sentem, em geral, os mesmos sintomas que as outras pessoas quando sofrem de varicela.

A comichão e a tosse, acompanhadas de febres geralmente elevadas e a par com o surgimento de bolhas e de vermelhidão na pele serão os alertas imediatos para a contração do vírus.

No caso de aparecer algum destes sintomas, o melhor procedimento será contactar imediatamente o seu médico, evitando dirigir-se ao consultório para não pôr em risco as outras futuras mamãs.

Ele indicará a melhor hora para a receber ou irá vê-la a casa, se for caso disso, garantindo que sofre o mínimo de consequências após a contração da doença.

3. Varicela e gravidez – Os perigos da varicela na gravidez

Varicela e gravidez não são duas palavras que se goste de usar na mesma frase.

Se, na infância, esta doença apresenta riscos perto de nulos, em adultos, ela costuma apresentar-se de forma mais agravada e, claro, num estado de fragilidade, como a gestação, esta torna-se ainda mais grave.

Aquando da gravidez, a varicela pode ter consequências que afetam, tanto o organismo da futura mamã como o desenvolvimento do bebé.

No que diz respeito à mulher grávida, são riscos prementes o aparecimento de problemas de fígado ou de pneumonia.

Além disto, o desconforto da doença, aliado ao estado da mulher grávida, não será fácil de aguentar.

Para o bebé, os riscos dependem muito do período da gravidez no qual a mamã contrai o vírus.

Quanto aos riscos para o bebé, eles mudam drasticamente dependendo do estágio da gravidez em que se contrai a doença.

Nos três primeiros meses de gravidez, esta pode provocar problemas diversos ao feto, que poderá vir a sofrer de malformações, de problemas mentais ou ao nível da visão, de manchas na pele ou de microcefalia.

Em casos mais graves, a varicela poderá, inclusivamente, durante esta fase, provocar um aborto espontâneo.

Depois do terceiro mês, os riscos diminuem ligeiramente mas é possível que a criança, ao nascer, sofra de herpes zóster, outra das variantes da doença provocada pelo mesmo vírus.

Além disto, outro dos perigos da varicela na gravidez é que o recém-nascido venha a sofrer, também, de catapora, sofrendo-a de forma mais severa do que seria expectável numa criança.

É possível verificar se houve alguma consequência desta doença pela vigésima semana de gestação, altura pela qual um ultrassom permitirá verificar os membros e os órgãos da criança.

Embora seja muito útil para o despiste de eventuais danos, no entanto, este tipo de exame não garante totalmente a inexistência de sequelas no feto, sendo que apenas após o nascimento será possível dizer com certezas se o seu filho foi ou não afetado pela varicela.

Uma boa sugestão para as futuras mamãs que nunca tenham tido varicela será evitar o contacto com ambientes que possam estar contaminados.

Caso não possa fazê-lo, fale com o seu médico e tente ser tão acompanhada quanto possível durante o período infeccioso.

Sofreu ou conhece alguém que tenha sofrido de varicela durante a gestação? Como é que viveu esta experiência?

Conte-nos tudo sobre a forma como lidou com a situação.

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