Vaginose bacteriana na gravidez, quais os perigos desta doença

A vaginose bacteriana na gravidez é uma doença que preocupa futuras mamãs um pouco por todo o mundo. Sabe em que consiste a vaginose bacteriana e como pode preveni-la e tratá-la durante a gestação?

Então, venha com o Bebé a Bordo descobrir tudo sobre os perigos da vaginose bacteriana na gravidez.

Durante a gestação, a preocupação com a saúde adensa. Subitamente responsáveis pelo desenvolvimento de uma nova vida, as mulheres dão por si a questionar as escolhas do seu quotidiano para garantir que o seu corpo se mantém saudável e capaz de proporcionar ao feto todas as condições necessárias para que este possa desenvolver-se da melhor forma.

A preocupação com a alimentação gera muitas problemáticas e estas gestantes perguntam-se quais as vitaminas essenciais na gravidez ou qual a dieta da grávida obesa. Mas, além disto, o foco da sua preocupação é mais extenso e as doenças mais comuns são também questionadas.

Doenças como o citomegalovírus, a sífilis, a rubéola ou o lúpus são então questionadas, sendo que estas mulheres querem saber quais os riscos da doença e como podem fazer o seu tratamento durante o tempo de gestação. Além destas, também outros problemas de saúde, como a vaginose bacteriana, parecem gerar esta preocupação nas gestantes.

Sabendo como é importante ajudar estas mulheres na resolução do questionamento que lhes preenche a mente, foi justamente sobre a vaginose bacteriana na gravidez que nos debruçámos hoje, partindo em busca das causas, dos sintomas, dos perigos e da forma de prevenção e tratamento.

Se também quer saber mais sobre a vaginose bacteriana na gravidez, este é o artigo certo para si!

Vaginose bacteriana: o que é?

A vaginose bacteriana é uma doença infecciosa, que surge na região genital devido à presença de bactérias, sendo comummente provocada pela presença da bactéria Gardnerella Vaginalis.

Embora esta transmissão possa dar-se no contacto íntimo, esta não é considerada uma doença sexualmente transmissível. Esta doença encontra-se entre as principais causas do corrimento vaginal e é uma das promotoras da candidíase.

Devido ao desequilíbrio da flora genital feminina, esta gera uma proliferação bacteriana que pode gerar sintomas diversos, entre os quais se incluem o odor forte e desagradável.


É uma doença mais comum em mulheres de idade fértil, fumadoras ou que utilizem o DIU como método de contracepção.

Quais as causas da vaginose bacteriana?

As bactérias estão naturalmente presentes nos genitais femininos. Algumas, como a Lactobacillus, ajudam mesmo na proteção da região íntima feminina contra eventuais infeções.

Ainda assim, quando a região vaginal desenvolve bactérias anaeróbias, como a Gardnerella, surge uma infeção, conhecida como vaginose bacteriana.

Algumas das causas possíveis para o aparecimento deste tipo de bactéria é o uso de métodos de limpeza (gel de banho ou sabonete) agressivos; o recurso a métodos contraceptivos intra-uterinos (como o DIU) ou a utilização de cremes ou desodorizantes íntimos. Esta doença pode ainda ser passada pela mulher aos seus parceiros sexuais.

Quais os sintomas da vaginose bacteriana?

Existem vários sintomas para a vaginose bacteriana. Tratando-se de uma reação inflamatória promovida por bactérias, alguns dos sinais de alerta são:

– Odor fétido na região íntima;
– Alteração na tonalidade do corrimento para um branco levemente acinzentado;
– Alteração na consistência do corrimento para abundante e cremoso;
– Aparecimento de bolhas na região vaginal.

Quando não é feito o pronto tratamento desta doença, as trompas de falópio podem também ser afetadas, surgindo endometrites ou salpingites.

Vaginose bacteriana na gravidez, quais os seus perigos?

Durante a gravidez, tal como acontece com outras doenças, os perigos da vaginose bacteriana são também acrescidos.

Embora a doença não afete diretamente o desenvolvimento fetal, se não for tratada atempadamente, a vaginose bacteriana na gravidez pode ser responsável pelo parto prematuro ou pelo nascimento de um bebé com baixo peso. Além disso, esta doença está também associada a um aumento do risco de aborto espontâneo, principalmente durante o 2º trimestre de gestação.

A endometrite pós-parto e ainda um dos riscos associados à vaginose bacteriana na gravidez.


Assim, se algum sintoma desta doença se manifestar, é importante a consulta imediata do ginecologista ou obstetra que a acompanha para que o tratamento seja prontamente definido.

Como tratar a vaginose bacteriana na gravidez?

O tratamento da vaginose bacteriana na gravidez deve ser recomendado pelo seu médico e é realizado quando, mediante a análise da situação, este identifica a vaginose como potencialmente causadora de um parto pré-termo.

Usualmente são utilizados medicamentos de via oral (como o Metronizadol ou a Clindamicina) durante um curto período de tempo ou a aplicação de uma pomada antibiótica.

Todas as indicações do médico deverão ser seguidas, sendo que a automedicação ou a paragem do tratamento sem o completar são muito perigosas para a gestante.

Como prevenir a vaginose bacteriana na gravidez?

Claro que, na gestação, quanto menos medicação for necessária, melhor. Então, a melhor forma de gerir situações como a vaginose bacteriana na gravidez será mediante a prevenção.

Para prevenir a vaginose bacteriana na gravidez é importante que consuma alimentos que previnam infeções urinárias (como as frutas cítricas, por exemplo), que ingira muita água diariamente e que não contrarie a sua bexiga, urinando sempre que sentir vontade.

O uso de produtos de pH neutro na sua higiene íntima e a opção por roupa interior de algodão poderão também ajudar a prevenir esta doença.

Além disso, a remoção completa do tabaco, das bebidas alcoólicas e dos refrigerantes do seu quotidiano é também importante para a prevenção deste tipo de situação.

Já conhecia as caraterísticas da vaginose bacteriana na gravidez? E sabia quais os perigos? Se passou por este tipo de situação, não deixe de contar às restantes mamãs do Bebé a Bordo como a solucionou. Estamos certos de que a sua experiência pessoal pode ajudar muitas pessoas na mesma situação.

Algumas fontes: americanpregnancy babycentre lifestyle.sapo healthline revistacrescer.globo

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