Citomegalovírus na gravidez, porque é uma doença perigosa

O citomegalovírus na gravidez pode ser uma doença perigosa para o decurso da gestação e para o próprio bebé. Sabe em que consiste esta doença? Conhece as caraterísticas que a tornam tão perigosa nesta fase da vida? Venha conhecer os riscos associados ao citomegalovírus na gravidez com o Bebé a Bordo.

Durante a gravidez, a preocupação com as questões de saúde aumenta e é natural que as dúvidas quanto a algumas doenças se tornem preponderantes.

Na verdade, doenças que são já preocupantes noutras fases da vida – como a rubéola ou a sífilis – geram ainda mais medo quando a mulher está grávida; e outras, que geralmente passam despercebidas – como é o caso da toxoplasmose – saltam para o centro das atenções da gestante, por apresentar perigos diferentes quando a mulher está grávida.

A preocupação que a gravidez cria no que diz respeito a estas condições de saúde é normal e expectável, sendo que as mulheres deverão sempre expor os seus medos e dúvidas ao especialista que as acompanha, para que possam obter informações e garantir o diagnóstico das mesmas, se este for o caso.

Hoje, no entanto, lançamos já o olhar sobre uma das doenças que, aparentemente, é inofensiva ao longo da vida mas pode ser perigosa durante a gestação. Falamos, pois, do citomegalovírus.

O citomegalovírus na gravidez apresenta riscos efetivos para o bebé. Mas, afinal, o que é o citomegalovírus? O que o causa e como pode ser prevenido? E quais os perigos da doença durante a gestação? Se também quer saber a resposta a estas perguntas e saber mais sobre o citomegalovírus na gravidez, este é o artigo certo para si.

1. O que é o citomegalovírus?

O citomegalovírus, também conhecido simplesmente pela sigla CMV, é uma doença vírica e transmissível que pode ser contraída por qualquer pessoa e em qualquer fase da vida. Esta doença pertence à mesma família do vírus causador da herpes.

Ao longo da vida humana, esta doença tende a passar de forma despercebida, sendo que raramente apresenta sintomas visíveis e notórios (ou apresenta-os de forma muito superficial e passageira).

Esta doença não costuma oferecer problemas de maior em situações regulares mas pode ser bastante preocupante nos casos em que as pessoas que a contraiam sofram de um sistema imunológico debilitado (por exemplo, pessoas que tenham contraído HIV) ou mulheres durante o período gestacional.

Como é transmitido o citomegalovírus?

A transmissão do citomegalovírus é muito simples e pode acontecer de várias formas, sendo, por isso, muito comum que as pessoas o contraiam, mesmo sem saberem.


Este vírus pode ser transmitido através de relações sexuais desprotegidas; pela tosse, a fala ou a saliva; através de transfusões de sangue; no contacto com objetos que tenham o vírus e de mãe para filho durante a gravidez ou através do leite materno.

Este vírus permanece no organismo a partir do momento em que uma pessoa o contrai, tendo fases ativas e fases latentes. Ainda assim, a ativação do vírus é incomum e só costuma acontecer quando o sistema imunitário está debilitado.

Quais os sintomas do citomegalovírus?

Embora seja, como já referimos, usualmente assintomático, este vírus pode, em alguns casos apresentar sintomas como febre, dores de garganta, sensação de cansaço e fadiga, inchaço das glândulas e perda de apetite. Por norma, mesmo quando estes sintomas se manifestam, eles tendem a manter-se por poucos dias.

2. Citomegalovírus na gravidez

Embora não seja uma doença preocupante durante a maior parte da vida, o citomegalovírus na gravidez gera preocupações, na medida em que, quando transmitido na gestação, este pode gerar a síndrome congénita na doença, que é extremamente nociva para a saúde do bebé.

Por norma, a transmissão vertical de citomegalovírus na gravidez só acontece quando a mãe entra em contacto com a doença pela primeira vez durante a gestação, sendo menor o risco de transmissão caso o vírus se encontre latente na mulher.

A deteção desta doença é muito importante durante a gestação, sendo que, caso a infeção tenha sido contraída já na gravidez, a contaminação do feto pode ocorrer.

Contrair esta doença durante a gestação apresenta um risco entre 30 e 40% de contaminação do feto, sendo que esta é uma condição que afeta 1% das gestações a nível mundial.

Perante a infeção é extremamente importante o diagnóstico e análise dos riscos para o feto, sendo fundamental o aconselhamento e seguimento clínico.

3. Quais os problemas que o citomegalovírus na gravidez pode causar ao bebé?

Embora apenas 10% dos bebés contaminados verticalmente durante a gestação com citomegalovírus apresente sinais da doença, vale a pena destacar que, entre os bebés aparentemente saudáveis, 15% tende a desenvolver problemas auditivos.

Os restantes bebés, que desde logo nascem infetados e apresentando sintomas de CMV, manifestam estes traços sintomáticos através de:


– Baixo-peso;
– Fígado e baço com aumento de tamanho (hepatoesplenomegalia);
– Petéquias;
– Anemia;
– Iterícia;
– Microcefalia;
– Convulsões;
– Dificuldades de alimentação;
– Problemas auditivos e de visão;
– Pneumonia.

Além destas, a longo prazo, outras complicações podem começar a manifestar-se, sendo que, entre estas, encontramos a perda progressiva da visão, a cegueira, a perda da audição, as dificuldades de aprendizagem, os problemas de coordenação e também a epilepsia.

Nos casos mais severos, quando a situação não é diagnosticada e tratada prontamente, o bebé pode, inclusivamente, perder a vida.

Como é feito o diagnóstico de citomegalovírus na gravidez?

O diagnóstico do CMV é feito mediante uma coleta de sorologia, que identifica os anticorpos deste vírus: o IgG e o IgM, sendo que o segundo surge apenas na fase aguda da doença e o primeiro permanece no corpo depois de a doença ter sido contraída pela primeira vez.

A identificação desta infeção no bebé é, usualmente, feita através a amniocentese, sendo que, para que a mesma seja feita, os riscos associados devem ser ponderados pelo especialista. Isto porque, embora esta seja a única forma de ver se o feto foi infetado, é também possível que a infeção se dê durante o procedimento.

Como prevenir o citomegalovírus na gravidez?

Para prevenir a contração primária de citomagalovírus na gravidez, algumas formas de prevenção devem ser aplicadas.

Uma boa higiene na preparação dos alimentos, a prática de sexo seguro, o cuidado de lavar as mãos frequentemente, evitar a partilha de alimentos e bebidas com outras pessoas e evitar beijar crianças na região próxima à boca ou aos olhos poderá ajudar a minorar o risco de contração de citomegalovírus na gravidez.

Já tinha ouvido falar do CMV? Conhecia os riscos do citomegalovírus na gravidez? Partilhe a sua opinião e experiência pessoal com as restantes mamãs do Bebé a Bordo.

Algumas fontes: americanpregnancy pregnancybirthbaby medicoresponde ncbi.nlm.nih minhavida brasil.babycenter

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