Sífilis na gravidez, sintomas e tratamento

A sífilis na gravidez é muito perigosa e, por isso mesmo, é importante que as mamãs conheçam os seus sintomas, riscos e formas de tratamento. Quer saber mais sobre a sífilis na gravidez?

Então, venha descobrir com o Bebé a Bordo.

Durante a gestação, os cuidados de saúde são mais importantes do que nunca. Este cuidado, evidentemente relacionado com a formação e desenvolvimento de um novo ser, é fundamental para evitar problemas na gestação e agir no sentido da prevenção de doenças tipicamente associadas a esta fase da vida, como a hipertensão gestacional ou os diabetes gestacionais.

Ainda assim, a verdade é que, para algumas mamãs, estas doenças não são as únicas que podem afetar o decurso da sua gravidez. Embora não sejam decorrentes da gravidez, outras condições de saúde, como o lúpus, a rubéola ou a sífilis podem, também, afetar a mulher nesta fase da vida, levantando questões diversas.

Hoje, lançaremos o olhar sobre uma delas – a sífilis – para lhe dar a conhecer as principais caraterísticas desta doença, os seus sintomas e a forma de a tratar quando está grávida.

Se quer saber mais sobre a sífilis na gravidez, este é o artigo certo para si.

1. O que é a sífilis? Sífilis na gravidez

A sífilis trata-se de uma doença sexualmente transmissível, infecciosa e causada por uma bactéria (Treponema pallidum). Esta doença evolui de uma forma lenta e não se manifesta em permanência, contando com momentos agudos a nível sintomática e com períodos de latência.

Esta doença é transmitida através de um ato sexual desprotegido (vagina, anal ou oral) e pode também ser transmitido de uma mãe para o seu filho durante a gravidez. Esta doença deve ser tratada na sua fase inicial, sob o risco de comprometer todo o organismo da pessoa infetada.

A sífilis pode apresentar-se sob a forma de sífilis primária, secundária, terciária, congénita, neurológica ou ocular.

Quais são os sintomas da sífilis?

Os sintomas da sífilis dependem grandemente do seu estágio de evolução. Assim, consideraremos os principais sintomas em cada um dos mesmos:


Sífilis primária/Período de incubação

– Aparecimento de lesões na região da boca;
– Aparecimento de lesões na área genital;
– Aparência infetada e com secreções serosas das feridas;
– Aparecimento de ínguas na região da virilha.

Sífilis secundária

– Aparecimento de manchas no corpo;
– Sensação de mal-estar;
– Febres baixas;
– Náuseas e/ou vómitos;
– Aparecimento de caroços;
– Perda de peso;
– Sensação de formigueiro nos braços e/ou pernas;

Sífilis terciária

– Aparecimento de lesões cutâneas;
– Surgimento de lesões ósseas;
– Problemas cardíacos;
– Problemas neurológicos;
– Insónias e sensação de vertigem;
– Rigidez na região do pescoço;
– Convulsões;
– Problemas de locomoção
– AVC.

Sífilis congénita/transmitida na gravidez

Quando a sífilis é transmitida ao bebé, alguns dos sintomas manifestados (até aos 2 anos de vida) são:

– Problemas ósseos e dentários;
– Irritabilidade e falta de energia;
– Aparecimento de manchas na pele;
– Anemia;
– Falta de apetite;
– Perdas auditivas e de visão;
– Perda de faculdades mentais.

2. Quais são os riscos associados à sífilis na gravidez?

Tal como os sintomas de sífilis no bebé já deixam prever, existem vários riscos associados à sífilis na gravidez, sendo que o contágio da criança é um dos mais prementes. Na sua fase mais infecciosa, que é a fase inicial, a contaminação é mais provável, embora esta possa, em abono da verdade, acontecer em qualquer estágio da gestação.


Além do risco de contração da doença durante a gestação, o bebé pode ser infetado no momento do parto, mediante o contacto com alguma ferida de sífilis na gravidez, que se encontre na região genital da sua mãe.

Quando o contágio acontece, os principais riscos associados à sífilis na gravidez para o bebé são:

– Aborto espontâneo;
– Parto prematuro e/ou bebé com baixo peso;
– Alterações ósseas;
– Manchas na pele;
– Deformações na região da boca e do nariz;
– Dificuldades de aprendizagem;
– Atrasos cognitivos;
– Surdez;
– Convulsões;
– Meningite.

3.Como é feito o tratamento da sífilis na gravidez?

Para evitar os riscos e complicações da sífilis na gravidez, é muito importante que o tratamento desta doença seja feito com a maior celeridade possível a partir do momento do seu diagnóstico.

O tratamento da sífilis é feito com recurso a penicilina, sendo que a dosagem será adaptada à fase de desenvolvimento da doença. Além da gestante, também o seu parceiro deverá ser tratado, para que a doença não avance e não exista um novo contágio.

Além disso, após o tratamento da sífilis na gravidez, o contacto sexual deverá ser evitado pela gestante.

Existem efeitos secundários deste tratamento durante a gestação?

Na decorrência dos tratamentos da sífilis na gravidez, algumas mulheres apresentam efeitos colaterais, como calafrios, dor na cabeça, nos músculos ou nas articulações, alterações intestinais ou febre.

Já conhecia os sinais de sífilis na gravidez? Passou ou conhece alguém que tenha lidado com esta situação? Conte a sua história aos restantes leitores do Bebé a Bordo.

Algumas fontes: americanpregnancy babycenter cpt minutosaudavel cancertherapyadvisor

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