Rubéola na gravidez, implicações para a gestante e para o bebé

A rubéola na gravidez oferece perigos para a gestação. Sabe em que consiste esta doença e como a prevenir? Sabe quais as implicações desta para a gestante e para o bebé?

Então, está na hora de saber mais com o Bebé a Bordo.

Algumas doenças geram várias questões nas pessoas em qualquer fase da vida mas, durante a gravidez, estas são pautadas por novos desafios e questões e por uma preocupação muito mais premente.

Durante a gestação, não sendo apenas a saúde da mãe mas também a do bebé a ser posta em causa pelas doenças, é natural que se questionem situações como a malária na gravidez, o lúpus na gravidez ou a rubéola na gravidez.

Sabendo como estas questões preocupam as mulheres grávidas, decidimos, hoje, dar atenção a esta questão, dirigindo-nos especificamente às questões que se relacionam com a rubéola na gravidez.

Se quer saber mais sobre esta doença e conhecer as implicações que esta pode ter, durante a gestação, para a mamã e o bebé, não deixe de ler o artigo que se segue.

O que é a rubéola?

A rubéola é uma doença contagiosa, benigna, que age como uma epidemia febril e eruptiva, também conhecida como Sarampo Alemão.

Esta doença trata-se de uma virose e manifesta-se através de febre e de erupções cutâneas avermelhadas.

Estas manchas costumam aparecer inicialmente na zona do rosto, na região atrás da orelha, espalhando-se posteriormente por todo o corpo.

Esta doença costuma aparecer na infância (quando a criança está numa faixa etária entre os 5 e os 9 anos), gerando imunidade após o seu primeiro aparecimento. Esta doença pode, ocasionalmente, acontecer na idade adulta caso as pessoas em questão não tenham tido rubéola nem recebido a vacina para a rubéola.

A doença tem um período de incubação entre os 14 e os 21 dias.

Quais são os sintomas da rubéola?

Esta doença apresenta-se com sintomas como:

– Febre;
– Sensação de prurido na região do rosto, que posteriormente se alastra às restantes áreas do corpo;
– Aparecimento de erupções cutâneas no rosto e no resto do corpo;
– Inchaço nos gânglios.

Rubéola na gravidez

Com uma incidência mais comum na infância, a rubéola é uma doença bastante rara na idade adulta.

Ainda assim, quando tal acontece durante a gestação, caso a mulher não seja imune à mesma por não ter tido esta doença e não ter sido vacinada, a mesma pode tornar-se muito perigosa tanto para a gestante quanto para o seu bebé.

Antes de engravidar, na sua consulta pré-concepcional, a mulher deverá fazer o rastreio da rubéola e ser vacinada, caso não seja imune à mesma. Caso receba esta vacina, deverá aguardar três meses antes de engravidar, tomando as devidas precauções para que tal não aconteça.

Já na gestação, se a grávida não for imune, terá de realizar serologias no seu primeiro trimestre de gestação e também no começo do 2º trimestre gestacional.

Para fazer o diagnóstico desta doença na gestação é analisada a dosagem das imunogloculinas G e M.

Assim, uma gestante não imune apresentará o resultado IgG- e IgM-; uma gestante imune terá IgG+ e IgM-; uma gestante IgG- e IgM+ terá uma potencial infeção aguda (devendo repetir o teste durante 3 a 4 semanas) e uma gestante IgG+ e IgM+ terá igualmente de repetir o teste durante algumas semanas, podendo haver imunidade ou uma infeção aguda.

Identificar a infeção fetal é possível através de uma análise de PCR do líquido amniótico através de uma amniocentese. Uma vez que esta infeção não tem, ainda, um tratamento conhecido, uma das hipóteses que a gestante terá será a da interrupção clínica da gravidez.

A rubéola na gravidez é perigosa? Quais as implicações para a gestante e o bebé?

Sim. Se a gestante não for imune à rubéola e contrair esta doença, existe uma probabilidade de que o feto sofra de malformações congénitas, principalmente se esta doença acontecer no primeiro trimestre da gestação.

A partir da 17ª semana da gestação, os riscos de malformação reduzem mas existe ainda a probabilidade de que o bebé tenha problemas em alguns órgãos.

Existe tratamento da rubéola na gravidez?

Ainda não é conhecida nenhuma forma de proteger o bebé da contaminação quando a gestante não imune sofre de rubéola. Assim, a melhor forma de agir é através da prevenção.

Para prevenir a rubéola na gravidez, a gestante não imune deverá evitar o contacto e/ou trabalhos que envolvam contacto com crianças com menos de três anos ou com sintomas de gripe ou problemas respiratórios.

Deverá também manipular com um cuidado extremo todo o tipo de objeto cortante, tendo particular atenção a agulhas ou produtos de sangue. Evitar o contacto com portadores ou doentes com febre, que possam ter doenças contagiosas é, também, fundamental.

Por fim, é fundamental que a gestante mantenha as mãos limpas e desinfetadas, principalmente antes de comer.

Vale a pena salientar que as vacinas vivas (como é o caso da vacina da rubéola) não são recomendadas durante a gestação, pelo que o planeamento da gestação, com as devidas consultas antes da conceção podem ser fundamentais para que se evitem situações de rubéola na gravidez.

Sofreu ou conhece alguém que tenha sofrido de rubéola na gravidez? Conte esta história às restantes mamãs do Bebé a Bordo. Estamos certos de que será uma grande mais-valia para elas.

Algumas fontes: cdc uptodate mdsaude famivita pregnancybirthbaby brasil.babycenter

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