A incontinência urinária na gravidez é um problema que acomete várias mulheres. Esta situação desagradável gera questões nas gestantes, levando a que estas busquem alternativas de prevenção e formas para solucionar o problema.
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As questões relacionadas com a saúde ganham uma importância renovada durante o tempo da gestação. Nesta fase da sua vida, com todas as alterações físicas e hormonais sofridas pela mulher, dá-se a manifestação de diversas situações, entre as quais se encontram os descofortos mais comuns na gestação.
A gestante irá questionar, nesta fase, diversos aspetos da sua vida, onde se inclui a nutrição, o exercício físico mas também eventuais doenças e constrangimentos físicos.
Assim, a gestante perguntará se é normal a dor de barriga na gravidez, quererá saber mais sobre doenças como a vaginose bacteriana ou a infeção urinária ou perguntará quais as melhores formas de fazer a higiene íntima na gravidez ou quais as dicas para gestantes com infeções urinárias.
Claro que, além destes (e, por vezes, gerado por algumas destas situações), também outros constrangimentos podem acometer a gestante. Um deles, algo desconfortável para as mulheres grávidas e no pós-parto, é a incontinência urinária.
A incontinência urinária na gravidez é justamente o tema sobre o qual, hoje, nos debruçamos. Queremos saber o que é, porque surge e, principalmente, como pode prevenir e solucionar este problema. Se esta é uma dúvida que tem, encontrou o artigo ideal para esclarecer as suas questões.

1. O que é a incontinência urinária?
A incontinência urinária trata-se de um problema que promove a libertação de urina, de forma involuntária, pela uretra. (1)
Embora seja uma situação muito relacionada com o envelhecimento, a verdade é que esta situação não se deve apenas à idade, podendo ocorrer a qualquer fase da vida e sendo bastante comum, no caso das mulheres, em fases como a gravidez e o pós-parto.
Algumas pessoas queixam-se também da perda urinária em situações específicas como durante a realização de exercício físico, quando espirram, quando se riem ou mesmo durante a prática sexual.
Tratando-se, quase, de um tema tabu, é muito comum que as pessoas que sofrem com o problema temam o estigma social e não o refiram. Ainda assim, trata-se de um problema muito comum, que afeta mais de 200 mil pessoas em todo o mundo.
Quais são os principais fatores de risco
A incontinência urinária em mais comum em:
– Mulheres (cerca de 85% dos pacientes com incontinência urinária são do sexo feminino);
– Pessoas com excesso de peso e obesidade
– Pessoas em fases de grande alteração a nível hormonal (gravidez e menopausa, por exemplo);
– Idosos.

2. A incontinência urinária na gravidez é normal?
Sim, a incontinência urinária na gravidez trata-se de um problema comum.
Além de as alterações hormonais contribuírem para o aumento da incidência do problema, as próprias mudanças físicas contribuem para que esta patologia se manifeste.
Ao longo da gestação, com o crescimento do feto, a pressão intra-abdominal da mulher aumenta. O aumento da pressão é, posteriormente, responsável pelo enfraquecimento do pavimento pélvico e promove a alteração da posição dos órgãos que por este são suportados, o que os leva a descer.
Esta alteração fisionómica é uma das grandes responsáveis pela incontinência urinária na gravidez, fazendo com que a bexiga perca a capacidade de armazenar a urina na totalidade e gerando as perdas urinárias de que acima falámos. (2)
3. A incontinência urinária na gravidez tem solução?
Estima-se que, embora uma grande percentagem das mulheres grávidas tenha o problema durante a gravidez ou no pós-parto, apenas cerca de 6% dos casos necessite de tratamento.
Nos restantes casos, a debilidade do tecido tende a restaurar-se de forma natural e as perdas de urina acabam por desaparecer através de processos naturais de reparação orgânica, algum tempo depois do parto. (3)
Ainda assim, é necessário considerar que existem vários tipos de incontinência (incluindo a criada por situações como a litíase ou a infeção urinária; a incontinência de esforço, que acontece por pressão muscular (mais comum na gravidez); e também a incontinência de extravasamento, causada, normalmente, devido a uma obstrução no canal urinário).
No caso da incontinência urinária na gravidez, o tratamento poderá passar simplesmente por aguardar algum tempo, esperando que o organismo recupere naturalmente. Ainda assim, em alguns casos, é feita uma reeducação comportamental, tratamentos de eletroestimulação ou, em casos mais severos, a introdução cirúrgica de uma rede suburetral.

Quais os sintomas paralelos a que deve estar atenta?
Apesar de, normalmente, a incontinência urinária na gravidez não implicar a existência de um problema mais severo, existem alguns sintomas aos quais a mulher grávida deve estar atenta.
Para garantir o diagnóstico de uma eventual infeção ou irritação, a gestante deverá contactar o médico se:
– Notar um aumento excessivo de micções diárias;
– Sentir dor ao urinar;
– Notar alterações na cor ou cheiro da urina;
– Ainda sentir a bexiga cheia depois de ter urinado;
– Sentir ardor no momento de urinar
– Sentir que o jato urinário é menos intenso.
3. Dicas para prevenir a incontinência urinária na gravidez
Embora não exista nenhuma fórmula 100% eficaz para evitar a incontinência urinária, a gestante poderá seguir algumas dicas para tentar acautelar a situação. Entre elas, recomenda-se que a gestante:
– Tenha atenção ao peso na gravidez, evitando ganhos de peso excessivo;
– Coma alimentos ricos em fibras para prevenir a obstipação gestacional;
– Faça exercícios pélvicos de fortalecimento; (4)
– Siga um programa de fisioterapia para fortalecer a musculatura do seu pavimento pélvico;
– Mantenha a prática de exercício físico, adequado à sua condição.
Sofreu de incontinência urinária na gravidez? Como solucionou este problema? Tem alguma recomendação para as outras mamãs do Bebé a Bordo que possam estar a passar pela mesma situação? Não deixe de partilhar.
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