Espinha bífida: conheça as causas e o tratamento desta doença congénita

A espinha bífida é uma das doenças congénitas mais temidas pelas futuras mamãs. Sabe em que consiste esta doença? Conhece as suas causas e a sua forma de tratamento? Então, venha saber mais sobre a espinha bífida com o Bebé a Bordo

O temor pelas malformações e eventuais doenças que possam prejudicar o feto ou o bebé depois do seu nascimento, são uma constante para as futuras mamãs. 

Considerando os perigos alimentares e mantendo-se atentas, tentando prevenir, a todo o custo, doenças como a toxoplasmose, o citomegalovírus ou a candidíase, estas mulheres compreendem claramente que a sua saúde é, durante a gestação, também essencial para garantir um desenvolvimento salutar para o seu bebé. 

Quando o bebé nasce, os medos e cuidados permanecem e não faltam mulheres que alertem as visitas para as perigos de beijar o bebé ou que relembrem que este não deve ser agitado devido à síndrome do bebe sacudido

Os próprios médicos orientam, na gestação, a mulher para uma alimentação que promova a saúde fetal, no sentido de evitar problemas gestacionais e de desenvolvimento futuro.

Na verdade, preocupados com eventuais doenças congénitas – entre as quais se inclui a espinha bífida – estes especialistas recomendam que a ingestão de determinados nutrientes, em especial o ácido fólico se inicie antes mesmo de se efetivar a gravidez. 

Hoje, é sobre esta doença congénita que nos debruçaremos, trazendo mais informação sobre este defeito do tubo neural do bebé. 
Descubra mais sobre esta doença e fique a saber quais as causas e os tratamentos para a espinha bífida do bebé. 

Espinha bífida

1. O que é a espinha bífida?

Tratando-se de uma anomalia congénita, a espinha bífida apresenta-se como um defeito do tubo neural e afeta, portanto, o sistema nervoso do bebé. 

Esta é uma condição perigosa, na qual existe um defeito ou subdesenvolvimento cerebral, das meninges e da medula. Trata-se de uma das causas de mortalidade infantil. (1

Entre as deformações do tubo neural, a espinha bífida é a patologia mais comum. Embora existam vários tipos de espinha bífida, na sua forma mais grave esta pode ser responsável por situações como a incontinência (fecal e urinária), a paralisia e até a morte. 

Qual é a incidência desta doença?

Embora não existam dados concretos sobre a incidência desta doença em Portugal, sabe-se que a espinha bífida apresenta, na Europa, uma prevalência de 5 em cada 10 mil nascimentos. Nos Estados Unidos da América o problema afeta 1 em cada mil nascimentos. (2

Que tipos de espinha bífida existem?

A espinha bífida pode manifestar-se de várias formas e é, por isso, categorizada em tipos. Os três tipos conhecidos de espinha bífida no bebé são: (3

– Espinha bífida oculta: esta deformação acontece na ligação do arco posterior da vértebra. Uma vez que não se faz acompanhar de alterações evidentes nas estruturas do canal vertebral, esta poderá ser mais difícil de identificar e até passar despercebida ao longo da vida de uma pessoa.

Usualmente, os problemas que desta derivam são interpretados como patologias esqueléticas ou neuromusculares; 

– Meningocele: trata-se de uma deformidade onde o arco posterior se liga de forma contínua à herniação das meninges, formando um saco com conteúdo líquido. Este tipo de espinha bífida no bebé traz consigo alterações neuromusculares de gravidade variável; 

– Mielomeningocele: trata-se de um problema que inclui a medula espinal e a herniação dos seus envoltórios, afetando diretamente as estruturas neurais e nervosas.

É a forma mais severa de espinha bífida, sendo responsável por severas disfunções neuromusculares distais. Esta está ainda relacionada com a mielodisplasia e a hidromielia. 

2. Quais são as causas da espinha bífida no bebé?

Não se conhecem as causas exatas do aparecimento desta patologia no bebé. Ainda assim, a comunidade clínica parece acreditar que fatores nutricionais, hereditários, genéticos e ambientais possam ser responsáveis pela sua manifestação. 

Os estudos realizados em torno desta questão têm associado os baixos índices de ácido fólico durante a gravidez com o aparecimento do problema no bebé. 

Uma vez que a mielomeningocele pode provocar o aparecimento da meningite e ser responsável por eventuais lesões cerebrais ou mesmo pela morte da criança, os médicos costumam prescrever à gestante suplementação de ácido fólico e recomendar uma alimentação rica nesta vitamina.

Outras consequências possíveis da doença são os problemas gástricos, intestinais e cutâneos, eventuais problemas de aprendizagem e propensão para desenvolver ansiedade e depressão. 

3. Como é o tratamento da espinha bífida no bebé?

A espinha bífida costuma desenvolver-se nos dois primeiros meses da gestação e ser diagnosticado ainda na fase pré-natal. Este diagnóstico só é possível nas variantes mais severas da doença, sendo que a espinha bífida oculta é impercetível. 

O exame que deteta a espinha bífida é realizado no segundo trimestre gestacional, medindo a quantidade de MSAFP (alfa fetoproteína) no soro materno. A realização da amniocentese

Quando o diagnóstico é feito após o nascimento do bebé, este recorre a exames como a tomografia, a radiografia ou a ressonância magnética. 

Após o seu diagnóstico, sendo analisada a gravidade e o tipo desta patologia, inicia-se o tratamento. Este tratamento visa a proteção da criança mas não irá, no entanto, curá-la, visto que a espinha bífida não tem, ainda, uma cura. 

Nas formas menos graves, como a espinha bífida oculta, o tratamento não é necessário. Ainda assim, noutras situações, existem casos nos quais a cirurgia se torna essencial para prevenir eventuais traumatismos e infeções. (4

Além da cirurgia existem processos, incluindo a fisioterapia, que visam melhorar a autonomia e a capacidade de locomoção de crianças com este problema. 

Como se pode prevenir a espinha bífida no bebé?

Acredita-se que a ingestão diária de 400 microgramas por parte das mulheres em idade fértil pode ajudar a prevenir a espinha bífida no bebé. 

Durante a gestação, a suplementação desta vitamina poderá também ajudar, sendo que mulheres que já tenham tido um filho com este problema deverão aumentar a dosagem de ingestão de folato. 

Já conhecia todos estes factos sobre a espinha bífida? Já experimentou ou conhece quem tenha vivido alguma situação similar? Conte a sua história às restantes mamãs do Bebé a Bordo

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