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Estudo diz que a gravidez pode ser “contagiosa”

Gravidez pode ser “contagiosa”

Gravidez pode ser “contagiosa”

Sabe aquela altura em que parece que as suas amigas começam a ser mães, uma a seguir à outra? Ou já se apercebeu que, em algumas fases, parece que, para onde quer que olhemos, todas as mulheres parecem estar grávidas?

Costumamos dizer, num tom de brincadeira que parece que a gravidez pode ser “contagiosa”.

Ultrapassando a brincadeira, no entanto, um estudo recente parece reforçar essa mesma ideia. Quer saber como pode a gravidez ser “contagiosa”?

Venha saber com o Bebé a Bordo.

O contacto com grávidas e bebés faz parte do dia-a-dia de todas as pessoas.

Pode ser aquela amiga, que ficou recentemente radiante com a notícia da gravidez; através do grupo inacabável de mulheres que por nós passam, de mãos apoiando o fundo das costas, exibindo o belíssimo barrigão ou simplesmente porque o nosso feed de notícias das redes sociais se preenche com fotografias dos bebés dos nossos conhecidos.

O que poderá não ter dado conta é que a gravidez tem um efeito de “epidemia boa”, como se uma gravidez gerasse uma centena de outras em nosso redor.

Claro! Numa primeira instância, não levamos esta sensação muito a sério, porque parece meramente coincidente.

Ainda assim, sem partir do pressuposto da coincidência, um estudo realizado por investigadores das universidades de Bocconi e Groningen e recentemente publicado na conceituada revista científica American Sociological Review chegou à conclusão de que a gravidez pode ser “contagiosa”.

Esta análise, que parte de uma análise ancorada em 1720 mulheres, relaciona o papel humano enquanto ser social e a influência externa – de redes sociais e dos grupos privados dos indivíduos – enquanto fator na decisão de ter um bebé.

Ficamos a saber, assim, que, contrariamente ao que seria de esperar, nutrição e fertilidade não são os únicos fatores a responder à oração da tentante.

Existem fatores socioculturais que influenciam grandemente a tendência de uma mulher para engravidar.

Por isso mesmo, hoje, debruçamo-nos sobre este estudo para apresentar as suas conclusões e percebermos melhor como é que a gravidez pode ser “contagiosa”. Venha connosco saber mais sobre esta questão.

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1. Um artigo polémico

Dizer que a gravidez pode ser “contagiosa” é, sem dúvida, algo polémico.

No entanto, é exatamente esta a ideia defendida por Nicoletta Balboa e Nicola Barban no seu artigo “Does Fertility Behavior Spread among Friends?”(na tradução, “Será que o comportamento fértil se propaga entre amigas?”).

Este artigo, que parte de teorias socioeconómicas procurou libertar-se das respostas pré-feitas e orientadas para a biologia para tentar compreender de que forma a fertilidade dos pares influencia a transição da mulher para mãe, levando-a, assim, a engravidar.

Distinguindo os dados contextuais e seletivos dos que claramente provinham de efeitos de interação, este estudo utilizou modelos relacionados com tempo-acontecimento, para tentar compreender se o contacto com amigos que recentemente tenham engravidado/sido pais influência o intento de engravidar/ter filhos.

Gravidez pode ser “contagiosa”

2. Afinal, a gravidez pode ser “contagiosa”?

A resposta obtida pela análise de 1720 mulheres grávidas, com uma amostra que incluiu mulheres de várias faixas etárias (todas acima dos 15 anos) e de diversos extratos sociais, concluiu que sim.

Na perspetiva do estudo, mediante os dados analisados, a mulher terá mais probabilidade de engravidar se conviver com uma amiga que esteja, também, grávida ou que tenha tido um filho há pouco tempo.

Com uma ancoragem claramente sociológica, este estudo baseia o seu questionamento no humano enquanto ser socialmente influenciado, considerando os efeitos do convívio direto e também das redes sociais para este efeito.

3. Gravidez “contagiosa”: quando e porquê?

Segundo as investigadoras, no entanto, a gravidez pode ser “contagiosa” mas os efeitos efetivos deste “contágio” não são permanentes.

Os resultados obtidos apontam para que o pico dos efeitos seja visto duas semanas depois de saber a notícia, começando depois a decrescer.

As investigadoras explicam ainda que, no momento de decidir engravidar, estão em análise, ainda que subconscientemente, vários aspetos, entre os quais se encontram, de forma indiscutível os comportamentos dos pares e amigos.

Uma explicação possível – ainda que hipotética – destas pesquisadoras prende-se com o facto de que, num mundo onde cada vez mais existem filhos únicos, dada a redução dos agregados familiares, os grupos de amigos acabam por agir como irmãos, o que leva a “gravidezes” simultâneas ou próximas, para que os bebés possam crescer lado a lado com os “primos”, o que ajuda tanto a nível educacional como económico.

A possibilidade de partilhar a experiência e a redução dos medos e do stress associados à maternidade são, ainda, outra potencial explicação lançada por este estudo para explicar os resultados que apontam que a gravidez pode ser “contagiosa”.

Já conhecia os resultados deste estudo? Acredita que a gravidez pode ser contagiosa? Engravidou depois de alguma amiga ter ficado grávida? Conte-nos tudo sobre a sua experiência pessoal.

Algumas fontes: theatlantic journals  babble  revistacrescer entremaesefilhos

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Escrito por Marina Ferraz

Marina Ferraz nasceu em Coimbra (Portugal) no ano 1989. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e Mestre na mesma área, pela Universidade de Coimbra.
Autora pela Sociedade Portuguesa de Autores desde 2008

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