O verão aproxima-se e, com ele, aquele desejo de “trabalhar para o bronze”.
Com todo o cuidado que temos durante a gravidez, no entanto, tentando, ao máximo, proteger-nos dos danos que o beijo do sol pode provocar na pele e sofrendo mais do que o costume com os males do calor, não se torna simples a conquista daquela corzinha que combina tão bem connosco.
Estar grávida não muda o desejo de apostar na beleza… e ainda bem que assim é! E na verdade, é importante que saiba que nada está fora do alcance, nem mesmo nos meses da gestação.
Como sabe, durante a gravidez, a pele sofre muitas alterações e aumenta a sua sensibilidade.
Os cosméticos utilizados precisam, por isso, de ser moderados e testados, para garantir que não serão responsáveis por reações alérgicas, irritações cutâneas ou manchas na pele.
Quase todos os médicos são da opinião que, durante esta fase, a pele necessita de ser protegida com cremes cujo fator de proteção seja elevado.
E as mulheres sabem bem… não parece nada compatível o uso de um proteções SPF elevadas e de um bronzeado bonito.
É por isso mesmo que, hoje, decidimos debruçar-nos sobre a questão e trabalhar, também, para o bronze.
O seu bronze! Acompanhe-nos para conhecer o mundo do creme autobronzeador na gravidez e descubra o que pode ou não fazer com a sua ajuda.
1. Do bronze natural ao creme autobrozeador
Para perceber a dimensão desta questão é preciso começar por compreender o próprio bronze.
Claro que todos gostamos do tonzinho dourado da pele, sob o beijo do sol. Mas o que é, na verdade, o bronzeado?
Podemos definir esta alteração na pigmentação da pele como a resposta da pele perante os raios ultravioleta, ou seja, como uma resposta protetora da nossa pele, contra os efeitos nocivos dos raios, que podem provocar as queimaduras, o fotoenvelhecimento e até mesmo cancro da pele.
Uma pele “normal” estará, já, exposta aos riscos provocados pela exposição solar.
As gestantes, tendo uma pele sensibilizada, estarão ainda mais suscetíveis aos danos que esta possa provocar.
Além de verem a pigmentação da pele acelerada pelas hormonas estrogénio e melanocítico, as gestantes correm o risco de ver surgir algumas manchas indesejáveis que nem sempre desvanecem depois do parto.
A exposição solar na gravidez é ainda arriscada, uma vez que se associa a exposição do corpo a temperaturas demasiado elevadas à malformação fetal.
Assim, no que respeita ao bronze natural, a gestante precisará de ter alguns cuidados extra (como o uso de cremes solares de alta proteção e manter-se na sombrinha) que não se coadunam com o desejo de se bronzear.
É aqui que os cremes autobronzeadores entram para salvar o dia.
2. Cremes autobronzeadores e opiniões especializadas
O uso de cremes autobronzeadores na gravidez está longe de ser uma temática consensual.
Para muitos especialistas, o uso do creme autobronzeador é a melhor opção para a gestante que deseja conquistar o tom de pele perfeito para o verão.
Estes especialistas consideram esta uma opção mais segura, recomendando texturas em creme em vez de eventuais sprays, para que o produto não seja inalado.
Da mesma forma, sabendo bem como a pele da grávida é sensível, recomendam que o produto seja experimentado numa região da pele antes de se fazer uma aplicação global do mesmo, o que ajudará a perceber qual a reação do produto e se não existe nenhuma irritação cutânea ou alergia associada ao mesmo.
Nos casos em que a pele reaja bem ao produto, os especialistas recomendam que seja, então, usado no corpo inteiro, tendo em atenção que este deve ser usado com moderação (a pele da gestante tende a manchar mais do que outros tipos de pele); não deve ser à base de Cantaxantina (produto que tem inúmeros efeitos secundários) e não deve ser usado antes de falar com o seu médico.
Além disto, num mercado cada vez mais vasto, é importante ter em atenção o uso de cada produto, usando o gel para rosto e pescoço nessas zonas e os produtos (creme ou spray) na restante área corporal.
Alguns dos argumentos contra o uso do creme autobronzeador são os parcos estudos realizados sobre uma das suas principais componentes, a dihydroxyacetone (DHA), que se sabe que penetra a pele, sem que lhe sejam, por agora, atribuídos fatores negativos.
Tratando-se de um produto de reação química e com absorção cutânea, muitos médicos desaconselham o uso dos cremes autobronzeadores pelo menos até ao final do primeiro trimestre.
Outro dos elementos deste produto que preocupa os médicos é a vitamina A, elemento necessário para a gestante mas que, em doses excessivas, pode afetar o desenvolvimento do feto.
Em todo o caso, quando utilizado nas quantidades indicadas, tal não deverá suceder.
3. Mudança cosmética e aconselhamento médico
À partida, o que até hoje se sabe sobre os cremes autobronzeadores não veda o seu uso às gestantes.
Ainda assim, além de ser importante a escolha de uma textura cremosa e de uma marca de confiança, é também importante que fale com o médico antes de avançar para a utilização do produto.
Com o aval deste, tenha ainda em atenção que, embora os produtos cosméticos tenham evoluído e os produtos sejam hoje cada vez mais seguros, é importante ler atentamente os rótulos e evitar tudo o que contenha químicos.
Quanto mais natural for o produto, mais segura estará, tanto a mamã, como o bebé!
Usou creme autobronzeador na gestação? Qual foi a opinião do seu médico?
Não deixe de nos contar como viveu esta experiência.




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