A ejaculação masculina durante a gravidez

Ejaculação masculina durante a gravidez, será que o esperma afeta o bebé?

As questões relacionadas com a sexualidade são, muitas vezes, as mais difíceis de colocar.

Numa sociedade que, apesar de todas as evoluções, continua a fazer do sexo um tabu, as gestantes sentem-se, muitas vezes, constrangidas no momento de apresentar as suas dúvidas.

Este constrangimento torna-se ainda maior devido à forma como os mitos perpetuaram a ideia de que sexualidade e gravidez poderiam não ser compatíveis.

Esta ideia, que apesar de desmitificada continua presente na mente de muitos, faz com que as dúvidas sexuais que permeiam o casal de futuros papás tenha alguns problemas em colocar as questões que os preocupam.

Uma das questões que muitas futuras mamãs têm, principalmente quando estão grávidas pela primeira vez, é se, na relação sexual com o companheiro, haverá algum constrangimento deste ejacular dentro do canal vaginal.

Hoje, mais uma vez, rompemos o tabu e decidimos explorar esta temática para saber ao certo se a ejaculação na gravidez tem alguma desvantagem para a mulher grávida ou para o seu bebé.

Acompanhe-nos para saber tudo sobre esta questão.

1. Sexualidade ativa (ejaculação masculina durante a gravidez)

Como já vimos anteriormente, sexualidade e gravidez não são termos antagónicos.

Uma mulher grávida poderá, salvo indicação médica em contrário, manter a sua vida sexual ativa durante o tempo de gestação.

Os constrangimentos físicos que eventualmente possam ser encontrados numa fase mais avançada da gravidez podem ser encarados como desafios e levar, inclusivamente, o casal a encontrar outras formas íntimas de se relacionar.

No fundo, a sexualidade é algo que, no centro de uma gravidez saudável, deve ser mantido na dinâmica entre a futura mamã e o seu parceiro.

2. Desmitificando a ejaculação durante a gravidez

Embora muitas mulheres se sintam confortáveis, durante a gestação, para manter relações sexuais com o seu parceiro, algumas têm medo que o companheiro atinja o orgasmo dentro do seu canal vaginal.

Este medo está ancorado em mitos antigos que sustentavam a ideia de que o sémen masculino poderia ser prejudicial para o desenvolvimento da criança.

Falava-se muito, inclusivamente, da possibilidade de se ter uma reação alérgica ao mesmo.

Na verdade, a ejaculação masculina dentro do corpo da mulher não terá, à partida, qualquer efeito nocivo para a mãe e para o bebé.

Exceptuando os casos nos quais o corpo feminino fizesse, já anteriormente, reações alérgicas ao sémen (o que é um fenómeno extraordinariamente incomum) ou os casos nos quais, por algum problema durante a gestação, o médico desaconselhe a relação sexual com penetração; é bastante seguro que o homem ejacule dentro do canal vaginal.

Quanto ao medo de ferir o bebé, a mamã poderá ficar totalmente descansada: o feto cresce no interior de uma bolsa repleta de líquidos, estando esta dentro da cavidade uterina, na parte interna do útero, na zona do abdómen.

Já a penetração, atinge apenas o canal vaginal, que se encontra separado do útero por um canal estreito, tornando-o inatingível durante o coito. Desta forma, a ejaculação na gravidez não chega, sequer, a atingir o bebé.

3. Os reais problemas associados à ejaculação na gravidez

Embora, como referimos, não exista nenhum constrangimento na realização de uma relação sexual normal, existem alguns fatores a ter em consideração no que respeita à ejaculação masculina dentro da vagina durante o período de gestação.

Para começar, é necessário considerar que nem todas as gestantes terão uma relação estável ou um parceiro de vida, havendo a possibilidade de que a relação sexual possa ocorrer com alguém que conhece há menos tempo ou com quem não tem tanta confiança.

Nestes casos, uma vez que o histórico do parceiro lhe é desconhecido, corre-se o risco de que doenças como a Sida, a Sífilis ou a Herpes Genital possam ser contraídas durante a relação sexual.

Além de se tratarem de doenças sexualmente transmissíveis graves, que teriam consequências a longo prazo mesmo noutra fase da vida; estas tornam-se ainda mais graves quando contraídas durante a gravidez, afetando a mamã e o feto.

Nestes casos, é recomendável que garanta o uso do preservativo durante todo o ato sexual.

Além disto, quando se trata de uma gravidez de risco, existindo a possibilidade de uma dilatação prematura, descolamento de placenta ou de outro problema gestacional, o médico poderá recomendar que o casal evite a penetração.

Em alguns casos, depois de uma relação sexual, a mulher sente algumas contrações.

Isto acontece devido à presença de um componente – a prostaglandina – no sémen masculino.

Por esta razão, quando existe algum risco de aborto ou trabalho de parto prematuro, a ejaculação interina é, também, desaconselhada.

Viveu a sua sexualidade de forma natural durante a gestação? Quais foram as suas maiores dúvidas?

Não deixe de colocar todas as suas questões.

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