Citologia na gravidez

Entre os exames da grávida encontra-se o Papanicolau. As gestantes querem saber se este exame é seguro, para que serve e se devem fazê-lo durante a sua gestação. Saiba tudo sobre a citologia na gravidez.

As gestantes conhecem bem a realidade vivida entre as paredes do médico.

Habituam-se, desde cedo, às consultas regulares e aos exames de acompanhamento na gestação, sabendo como estes são importantes para que tudo corra de acordo com o esperado e sem complicações.

Acompanhar o desenvolvimento do bebé e fazer o rastreio de potenciais situações é uma realidade para estas mulheres e a citologia (vulgarmente conhecida como Papanicolau) trata-se de um importante exame pelo qual a gestante geralmente passa.

A citologia na gravidez surge como uma oportunidade para que se faça o rastreio da neoplastia do colo uterino, principalmente nas mulheres que não se dirigem com regularidade ao médico para este tipo de análise.

Sendo Portugal um dos países europeus com índices mais elevados de casos de Cancro do Colo do Útero, a citologia na gravidez torna-se fundamental, para fazer o despiste da doença e ajudar na prevenção e controlo deste tipo de doença oncológica.

Sabendo a importância da citologia na gravidez dedicamos, hoje, este artigo a esta questão para retirarmos todas as dúvidas que acarreta. Convidamos para que venha connosco saber tudo sobre a citologia na gravidez.

1. Citologia na gravidez: porquê?

As células epiteliais que revestem o colo uterino renovam-se de forma cíclica e, por isso, a proteção do tecido é sempre estimulada pelo aparecimento das células procedentes da regeneração celular.

Se estas células sofrerem mutações resultantes da repetição dos ciclos regeneradores, pode dar-se o caso de se transformarem em células cancerígenas, havendo o risco de invasão dos tecidos e sucessiva metastização para outras regiões do corpo.

A citologia na gravidez – ou Papanicolau – trata-se no teste de identificação de lesões pré-cancerígenas, que rastreia os referidos carcinomas e garante que estes são encontrados numa fase inicial e, como tal, aumentam a eficácia dos tratamentos.


2. Em que consiste a citologia na gravidez?

Este exame é bastante fácil de realizar e, por norma, não é doloroso.

Trata-se de um exame pélvico, realizado numa das primeiras consultas gestacionais, através do qual o médico remove uma parte da camada do colo do útero, raspando-a e enviando-a para análise laboratorial, para verificar a existência (ou não) de anomalias.

Para a gestante, este exame é importante uma vez que permite saber se a mulher tem infeções como o HPV, cancro ou candidíase.

Por norma, a citologia na gravidez é realizada quando a mulher já não se sujeita a este tipo de exame há mais do que três anos ou quando o médico que acompanha a gravidez considera que é importante a realização do mesmo.

Embora a infeção por HPV não represente um risco para o feto, não estando associada a malformações, abortos espontâneos ou parto prematuro, a verdade é que, quando o bebé é infetado pelo vírus pode contrair papilomatose da laringe, uma condição grade que pode levar à morte por insuficiência respiratória.

Torna-se, por isso, muito importante a realização da citologia na gravidez

3. Problemas associados à citologia na gravidez

O procedimento da citologia na gestação é bastante seguro e não costuma acarretar problemas.

Ainda assim, existem casos de mamãs que sentiram cólicas, desconforto abdominal ou que tiveram pequenos sangramentos depois do exame.

Nestes casos, embora, à partida, não exista nada de errado consigo, é importante relatar os efeitos do mesmo ao médico que a acompanha, para que este possa garantir que tudo está bem consigo e com o seu bebé.

Realizou alguma citologia na gravidez? Quando foi realizado este exame? Conte-nos como foi a sua experiência pessoal.


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