Amendoins e gravidez, posso comer?
A nutrição é uma das maiores preocupações das gestantes.
Alimentos como os frutos secos, o mel, a tapioca ou a laranja são frequentemente questionados, havendo uma tentativa de adequar a alimentação às opções mais saudáveis e com efeitos mais positivos para a gravidez.
À medida que os mitos se desfazem e as propriedades se vão manifestando, as gestantes têm a oportunidade de estabelecer um regime alimentar mais saudável e uma dieta mais equilibrada.
O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma conhecida vagem cujas formas de consumo são muito diversas e que assume, na alimentação de uma grande parte das pessoas, um papel importante, devido ao sabor rico e apetecível e às propriedades fabulosas que demonstra na promoção da saúde.
Ainda assim, este é, também, um dos maiores alergénios conhecidos, havendo muitas pessoas que lhe são altamente intolerantes.
Desta forma, como é expectável, as gestantes costumam olhar o amendoim com alguma desconfiança, levantando as mais diversas questões sobre este alimento.
Será que a grávida pode comer amendoim? Poderá este consumo ser nocivo para a gestante? E para o bebé?
As perguntas são várias e ultrapassam os meandros do pensamento da futura mamã, havendo um interesse, por parte da própria comunidade científica, sobre esta matéria.
Hoje, juntamo-nos às futuras mamãs (e aos estudiosos) nesta questão, procurando conhecer todas as propriedades, constrangimentos e problemáticas que envolvem amendoins e gravidez para saber se a grávida pode comer amendoim.
Acompanhe-nos para saber tudo sobre esta temática.
1. Amendoins e gravidez
Durante muitos anos, o amendoim foi um alimento que os especialistas de saúde desaconselhavam às gestantes, apontando, justamente, o seu potencial para provocar reações alérgicas.
Ainda assim, ao longo dos anos, diversos estudos têm demonstrado que, a menos que a mamã sofra de alergia ao amendoim – situação na qual não deverá, de todo, consumi-lo – este é um alimento bastante seguro e saudável, podendo (e devendo) integrar a alimentação da gestante.
2. Benefícios do consumo de amendoim
O amendoim trata-se de um alimento calórico e, como tal, de grande valor energético.
Com cerca de 550 kcal por cada 100 gramas, este é um alimento saciante e que tem demonstrado propriedades ao nível da redução do colesterol LDL, uma vez que, embora seja um alimento rico em gorduras, estas se tratam de gorduras monoinsaturadas.
Na composição do amendoim podemos encontrar mais de 20 aminoácidos (100g de amendoim fornecem aprox. 28g de proteína), polifenóis, diversos antioxidantes, vitaminas e minerais.
Entre as vitaminas destacam-se a Vitamina E, os folatos e as vitaminas do complexo B, em particular a niacina (Vit. B3) e a vitamina B6.
Nos minerais, o amendoim é uma fonte interessante de magnésio, fósforo, potássio, zinco, cobre e manganésio.
Da sua composição fazem ainda parte vários antioxidantes, destacando-se o resveratrol pela sua ação na redução do risco de insuficiência cardíaca, na melhoria da circulação sanguínea e na redução do risco de AVC (acidente vascular cerebral).
Além disto, o amendoim é um alimento com inúmeras vitaminas e minerais, que ajuda a futura mamã a manter-se saudável e que promove o desenvolvimento do bebé ao nível do sistema nervoso.
A presença do ferro é, também, muito positiva para a prevenção de anemias gestacionais.
Este alimento é ainda uma excelente fonte de energia, sendo aprazível ao gosto e de fácil digestão.
3. O amendoim como alergénio
Como referimos, o maior risco do amendoim prende-se com as reações alérgicas que pode provocar na mamã.
É muito importante que a gestante não ingira este alimento se tiver (ou desconfiar que tem) este tipo de alergia.
Os sintomas provocados pela alergia ao amendoim manifestam-se de várias formas.
As mais suaves passam pela reação cutânea, náuseas e vómitos.
Ainda assim, as reações podem provocar também inchaço na região da garganta e dificuldades respiratórias, podendo mesmo agravar-se ao ponto do choque anafilático (altura na qual a pulsação aumenta bruscamente, havendo uma redução da pressão arterial e podendo ocorrer, até, o desmaio).
Este risco, no entanto, é apenas preocupante se tiver alergias.
Alguns estudos realizados sobre o consumo de amendoim na gestação concluíram que o consumo excessivo de amendoins durante a gestação pode ser responsável pelo aparecimento da alergia no bebé.
Ainda assim, os próprios pesquisadores afirmam que esta relação entre consumo na gestação e alergia na criança não é conclusiva, não desaconselhando, por isso, um consumo moderado de amendoins na gravidez.
4. Outros riscos associados ao amendoim
Além das alergias, alguns dos estudos realizados associaram, também, o consumo de frutos secos e de amendoins com o aumento da probabilidade de o bebé vir a sofrer de asma.
Mais uma vez, os resultados deste estudo não levaram os seus investigadores a desaconselhar o consumo de amendoins, afirmando que os estudos precisam ainda de ser aprofundados e garantindo que o consumo moderado não acarreta riscos.
Por fim, um risco muito real deste consumo prende-se com o índice calórico deste alimento.
Sendo um alimento bastante calórico, a moderação é, sem dúvida, palavra de ordem. A dose recomendada de amendoim deve, por isso, ser regrada, atendo-se a uma ingestão 20 gramas deste fruto seco por dia.
Assim, a conclusão que podemos retirar é que, embora preocupe as mamãs e esteja no centro das atenções dos pesquisadores clínicos, não existem dados que sustentem a ideia de que o consumo de amendoim seja perigoso na gestação, desde que seja feito sem excessos.
Exceptuando os casos nos quais as gestantes sofram de alergia a este fruto oleaginoso, o consumo moderado de amendoins é, na verdade recomendado, podendo a gestante comer amendoins.
Alguma vez tinha questionado a relação entre amendoins e gravidez? Acha que a grávida pode comer amendoim? Não deixe de nos contar a sua opinião e/ou experiência pessoal com as leitoras do bebé a bordo.
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Algumas fontes:




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