Ácido urico na gravidez: sabe como tratar a gota?

O ácido úrico na gravidez preocupa as gestantes. Além de poder levar a uma crise de gota, um problema doloroso, a elevação dos níveis de ácido úrico no organismo da grávida podem ser um sintoma de pré-eclâmpsia. Sabe a importância da regulação dos níveis de ácido úrico na gravidez?

Então, venha saber quais os riscos e a forma de prevenir o excesso do ácido úrico na gravidez com o Bebé a Bordo

Durante a gestação, o controlo dos níveis de glicose ou colesterol são muito importantes. Para evitar situações como a diabetes gestacional ou a hipertensão gestacional, as gestantes não só realizam exames frequentes, como tentam adequar a alimentação na gravidez

Parte deste processo, para a mulher grávida, passa por evitar os alimentos perigosos e pela adoção de escolhas mais saudáveis, onde se incluem os alimentos para diminuir o colesterol na gravidez

Os níveis de ácido úrico são também muito importantes e, por isso mesmo, durante a gravidez, estes também são bastante controlados. O ácido úrico, quando em excesso no organismo, pode gerar crises de gota ou enunciar problemas mais severos, que colocam em causa o bem-estar da mãe, a saúde do feto e até o decurso da própria gestação. 

Assim, embora não se trate de um dos problemas mais comuns na gestação, torna-se importante saber mais sobre o ácido úrico na gravidez e saber quais as formas de regular os seus índices.

Saber, por exemplo, quais os melhores alimentos a ingerir ou quais os alimentos que não deve consumir numa crise de gota poderá ser uma boa ajuda para prevenir a situação. 

Se quer saber mais sobre o ácido úrico na gravidez, este é o artigo certo para si. 

Ácido urico na gravidez: sabe como tratar a gota?

1. O que é o ácido úrico?

Todos temos ácido úrico no organismo. Esta substância trata-se do resultado da decomposição do ácido nucleico a nível celular e provém, também, do processo digestivo de alguns alimentos. 

O ácido úrico é, depois de formado, transportado na corrente sanguínea até aos rins, sendo o seu excesso eliminado através da urina. 

Quando a eliminação de ácido úrico não dá resposta ao seu excesso no nosso organismo, surgem cristais de ácido úrico. Estes tendem a acumular-se em regiões do nosso corpo – como as articulações – gerando dores fortes. (1

Ácido úrico e crise de gota

A situação descrita, da formação de cristais de ácido úrico – ou cristais de monourato de sódio – gera uma resposta inflamatória no organismo humano que resulta no aparecimento de uma doença conhecida como gota úrica ou simplesmente como gota. 

Esta doença pode ter manifestações ocasionais – a gota aguda – ou recorrentes – a gota crónica e é extremamente dolorosa, podendo levar ainda, nos casos mais severos à própria destruição das articulações. 

Além das dores provocadas e dos danos nas articulações, os níveis elevados de ácido úrico podem gerar manifestações nos rins – incluindo a insuficiência renal – e no metabolismo – promovendo a hipertensão e elevados índices de triglicéridos. (2

2. Ácido úrico na gravidez

O ácido úrico elevado e a gota não são dos problemas mais frequentes da gestação. Ainda assim, principalmente em mulheres com predisposição genética para o problema, a sua manifestação é possível. 

Na gestação, os níveis de ácido úrico costumam reduzir ao longo do primeiro trimestre de gestação, sofrendo uma elevação no terceiro trimestre. As elevações dos índices de ácido úrico na gravidez nos primeiros dois trimestres podem ser preocupantes. 

Quando o ácido úrico na gravidez apresenta índices elevados, ultrapassando os limites estabelecidos para esta fase da vida, o acompanhamento da futura mamã torna-se fundamental. (3

Esta situação poderá, principalmente em gestantes com problemas de tensão elevada ou de hipertensão gestacional, ser o elemento fulcral na identificação da pré-eclâmpsia na gravidez, uma situação que pode levar a severas complicações gestacionais e até ao aborto espontâneo. (4

Como tratar o ácido úrico na gravidez

Um dos problemas da elevação dos índices de ácido úrico na gravidez é o facto de estes serem, usualmente, tratados com medicação cuja segurança na gestação ainda não está suficientemente estudada e é, portanto, desaconselhada.

Assim, mais do que visitar a sua farmácia online, é importante conhecer as alternativas que pode, no quotidiano, aplicar para a prevenção do problema. 

Assim, a gestante deverá fazer uma aposta na prevenção de situações como a gota, apostando em hábitos de vida que evitem a elevação dos níveis de ácido úrico. (5

Entre os hábitos a adotar para prevenir esta situação, recomenda-se que a gestante: 

– Ingira muita água (entre 2 e 3 litros de água diariamente); 
– Adeque a sua alimentação evitando os alimentos que elevam os níveis de ácido úrico (incluindo carnes jovens, vísceras, enchidos, marisco e frutos secos); 
– Tente, tanto quanto possível, evitar o excesso de peso na gravidez
– Promova uma rotina saudável de exercício físico (onde poderá integrar caminhadas ou hidroginástica na gravidez); 
– Faça análises frequentes e siga as recomendações médicas. 

Sofreu de ácido úrico elevado durante a gravidez? Como fez para solucionar este problema? Conte a sua experiência pessoal às restantes mamãs do Bebé a Bordo

Poderá ser interessante também:

7 dicas para gestantes com infeções urinárias 

ARTIGOS REMOMENDADOS

One Response

Comente este artigo