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Estudos científicos propõem explicar superstições sobre a gravidez

Superstições sobre a gravidez

Superstições sobre a gravidez

São muitos os mitos sobre a gestação e, enquanto que alguns não passam de mera superstição, outros parecem ter, na verdade, algum suporte científico. Venha conhecer as explicações de três das superstições mais comuns sobre a gravidez com o Bebé a Bordo.

Uma mulher grávida ouve muitas teorias e expressões populares, nas quais moram os mais diversos mitos sobre a gestação.

Ideias como “tens de comer por dois”, “a tua barriga está empinada, logo é de rapaz” ou “não comas bananas se quiseres ser mãe de uma menina” perpetuam-se, nas vozes mais diversas.

Ao longo do tempo, a ciência tem desmitificado algumas destas ideias. Hoje sabe-se, por exemplo, a importância de uma nutrição equilibrada, onde a qualidade seja privilegiada acima da quantidade.

Ainda assim, nem todas as superstições disseminadas culturalmente sobre a gravidez parecem estar erradas.

Estatísticas que reforçavam alguns dos dizeres populares chamaram a atenção de cientistas e estudiosos que, ao longo dos anos, se têm dedicado ao seu estudo, procurando as explicações científicas por detrás da superstição.

Debruçando-nos sobre alguns destes estudos, fomos à procura das explicações lógicas por detrás de três das superstições mais comuns sobre a gravidez.

Acompanhe-nos para saber a verdade por detrás do mito.

1. “Se tens azia, vais ter um bebé cabeludo”

Faz parte da tradicionalidade dizê-lo: uma gestante que sofre com azia é, por norma, mãe de um bebé com muito cabelo.

E foi exatamente desta superstição que partiram os investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, em 2016.

Partindo da análise de sessenta e quatro mamãs. Entre estas, eram 28 as mulheres que sentiam severamente azia na gestação, das quais 23 tiveram, de facto bebés com bastante cabelo (dentro ou acima da média).

No mesmo grupo, existiam 12 mulheres que não sentiam azia e que foram mamãs de bebés com pouco cabelo.

Embora o ponto de partida destes autores fosse para que a correspondência entre a azia e a quantidade de cabelo do bebé não estivessem relacionadas, os resultados pareceram apontar para a confirmação da superstição.

Ainda assim, na busca por explicações, estes investigadores asseveram que não será a azia a provocar o aumento da quantidade de cabelo, existindo, em vez disso, um mecanismo biológico que provoque ambos os efeitos durante a gestação.

A suspeita é de que o sistema hormonal na gestação promova, em simultâneo, em sem correlação entre si, o relaxamento do esfíncter do esófago inferior e a formação e crescimento do cabelo do feto.

Momento h na gravidez, o parto

2. “Os meninos provocam partos mais longos e complicados”

Um estudo de 2003 interessou-se com o dizer popular que relacionava o sexo do bebé com o tempo de duração e a dificuldade dos partos, tendo, por isso mesmo, investigado esta questão.

Numa soma de oito mil partos normais (não induzidos nem prematuros), ocorridos entre o ano de 1997 e 2000, os autores do National Maternity Hospital,verificaram que o tempo de duração dos partos de bebés do sexo masculino era, de facto, estatisticamente superior.

Nesse período, o tempo médio de trabalho de parto de um rapaz era, em média, 6 horas superior ao de uma menina, verificando-se ainda menos ocorrências e complicações nos partos de bebés do sexo feminino.

Este estudo levantou o interesse também da unidade de investigação de Harvard, que relacionou esta ocorrência com o facto de as mulheres grávidas de rapazes terem a tendência para comer mais durante a gestação.

comer banana na gravidez

3. “Se quiseres ter uma menina, não comas bananas”

Por norma, esta afirmação gera o riso entre as gestantes, de tão inusitada que parece.

Ainda assim, libertando-se de preconceitos, um grupo de investigadores das universidades de Exeter, Pittsburgh e Edinburgh, debruçaram-se sobre a questão, tentando compreender se era verdadeiramente possível que existisse uma correlação entre o consumo de bananas e o sexo da criança.

Para fazerem o estudo, os pesquisadores ouviram 740 grávidas falar sobre os seus hábitos alimentares, tendo concluído que as gestantes que ingeriam mais calorias tendia a gerar rapazes, enquanto que as que ingeriam menos calorias tinham maioritariamente meninas.

O estudo realizado por estes investigadores, que seria publicado na revista Proceedings of the Royal Society no ano de 2008 surpreendeu o mundo ao revelar que, efetivamente, em termos estatísticos, havia uma relação entre mais alimento e o nascimento de bebés do sexo masculino.

No que diz respeito às bananas, o estudo concluiu que poderia haver uma relação entre a ingestão do potássio, nutriente abundante nas bananas, e o nascimento de meninos.

Não existindo mais estudos sobre a temática, no entanto, esta investigação carece ainda de reforço científico.

O interesse dos investigadores sobre três das superstições mais comuns sobre a gravidez mostra bem que, por detrás de um dizer popular, costuma haver uma razão lógica.

Da mesma forma que estas três superstições ficam, assim, esclarecidas, outras são simples mitos e é, por isso, importante questionar o médico antes de se deixar levar pela superstição ancestral.

No seu caso, qual foi a expressão supersticiosa que lhe disseram na gravidez? Acreditou nela? Conte-nos como foi a sua experiência pessoal.

Algumas fontes: visao.sapo  ncbi.nlm.nih news.harvard.edu bmj novemeses segredosdomundo

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Escrito por Marina Ferraz

Marina Ferraz nasceu em Coimbra (Portugal) no ano 1989. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e Mestre na mesma área, pela Universidade de Coimbra.
Autora pela Sociedade Portuguesa de Autores desde 2008

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