Repelentes caseiros funcionam? 

O medo das picadas de mosquitos nas crianças leva-nos à procura de alternativas e, por isso, saber se os repelentes caseiros funcionam é uma pesquisa comum entre as mamãs. Sabe se os repelentes caseiros funcionam? Serão estes a melhor opção para o seu filho?

Descubra com o Bebé a Bordo. 

Os mosquitos e as suas picadas preocupam as futuras mamãs e as mamãs. Perante casos divulgados de malária na gravidez ou surtos de dengue e zika, torna-se inevitável pensar os riscos associados a uma proteção insuficiente face a este tipo de picada. 

Se os repelentes e gravidez são já uma questão muito comum, sendo necessário perceber se são seguros, também as respostas sobre repelentes de insetos em crianças e conhecer as dicas para a aplicação de repelentes se torna pertinente. 

Mas, para todos os que acham que o verão e os repelentes são uma combinação ideal, principalmente os que gostam de soluções naturais e caseiras, torna-se importante saber se existem alternativas viáveis para os produtos comercializados nas lojas 

Assim, além de olharem os principais repelentes do mercado, usualmente à base de DEET, EBAAP ou Picardina, muitas mamãs perguntam-se sobre os repelentes caseiros e a sua eficácia. (1

Conhece algum repelente caseiro? Sabe se os repelentes caseiros funcionam? Hoje, é sobre esta questão que nos debruçaremos, para descobrirmos mais sobre este tipo de repelente e ficarmos a saber se os repelentes caseiros funcionam.

Acompanhe o artigo para saber mais sobre esta matéria. 

Repelentes caseiros funcionam?

1. Repelentes: que tipo de repelentes existem?

No mercado existem cada vez mais tipos de repelentes, sendo a sua eficácia e tempo de atuação variável. As principais variações deste produto que encontrará à venda são: 

Repelente em spray
Repelente roll-on
Repelente elétrico (em espiral ou serpentina); 
Pulseira repelente
– Autocolantes de citronella. 

A eficácia destes produtosvaria consoante a concentração do produto e também perante alguns traços pessoais, como a temperatura corporal da pessoa ou a sua sudação. Uma vez que nem todos os produtos são resistentes a água, o tempo de duração e atuação do produto escolhido é, também, afetado pelo suor e eventuais banhos de mar ou piscina. 

Além deste tipo de produto, que pode ser encontrado em farmácia online, loja bebés, supermercados, algumas pessoas acreditam ainda no uso de algumas alternativas caseiras. 

2. Que tipo de repelentes caseiros são conhecidos?

Muitas pessoas têm alguma resistência aos produtos comercializados, devido à presença dos químicos. Esta ideia é ainda reforçada por algumas entidades oficiais – como a brasileira Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – que alerta para a potencialidade de repelentes com DEET poderem causar problemas de saúde, irritações cutâneas ou alergias. (2

Assim, especialmente quando falamos nas crianças mais pequenas e nas gestantes, estes produtos tendem a levantar alguns medos e, por isso mesmo, existe quem se volte para os produtos naturais, passíveis de serem feitos em casa. 

Os repelentes caseiros baseiam-se em produtos como o cravo-da-índia, a alfazema, a lavanda, a hortelã, a citronella, o vinagre de maçã ou a citronella e são, usualmente, para utilizar na própria casa ou para aplicar na pele. (3

Exemplos de repelentes caseiros e suas receitas

1. Repelente de cravo-da-índia

Usado para afastar os mosquitos, incluindo os transmissores do vírus zika e do dengue, este repelente destaca-se pelo uso do cravo-da-índia e pela presença, na sua composição, do eugenol. 

Para este repelente precisará de: 

– Cravo-da-índia: 10 gramas; 
– Álcool de cereais: 500 ml; 
– Óleo corporal vegetal: 100 ml. 

Preparação: Misture o cravo-da-índia e o álcool num recipiente escuro e deixe a mistura repousar durante 96 horas. Mexa a mistura a cada 12 horas. Cinco dias depois, deverá coar a mistura removendo os cravos-da-índia e adicionar o óleo corporal. Este produto deve ser vaporizado sobre a pele. 

2. Repelente de óleo de lavanda

A lavanda também tem propriedades repelentes, sendo ainda um forte aliado contra o prurido e a comichão provocada pelas picadas. Esta é uma receita de repelente indicada para crianças e gestantes. 

Para este repelente precisará de: 

– Óleo essencial de lavanda: 1 colher de chá; 
– Creme hidratante (infantil, se for o caso): 150 ml. 

Preparação: Faça a mistura entre o óleo e o creme, até que fique homogéneo. Coloque uma fina camada sobre a pele. A duração de atuação não será superior a 3 horas. 

3. Repelente de vinagre de maçã e ervas

O vinagre de maçã, pelo seu aroma ácido, quando combinado com ervas cujas propriedades são repelentes (como o tomilho, hortelã ou a alfazema) pode criar um repelente caseiro. Acredita-se que este repelente funcione com moscas e mosquitos; sendo seguro na gestação e para crianças. 

Para este repelente precisará de: 

– Vinagre de maçã: 750 ml; 
– Tomilho seco: 2 colheres de sopa; 
– Sálvia seca: 2 colheres de sopa; 
– Alfazema seca: 2 colheres de sopa; 
– Alecrim seco: 2 colheres de sopa. 

Preparação: Misture o vinagre e as folhas secas num recipiente que feche hermeticamente. Deixe a mistura repousar durante duas semanas, agitando-a diariamente. Após este período, a mistura poderá ser vaporizada na pele, não tendo uma duração de efeito superior a 4 horas. Deve ser reservada no frigorífico. 

3. Repelentes caseiros funcionam?

Os especialistas não negam as propriedades repelentes dos ingredientes utilizados na criação de repelentes caseiros. Ainda assim, no que diz respeito a esta temática, e considerando os riscos associados a áreas onde proliferam mosquitos como o Aedes aegypti ou o Anopheles, estes não recomendam, também, a sua utilização. (4

Os riscos associados aos produtos feitos em casa – mesmo quando estes repelentes caseiros funcionam contra as melgas ou os mosquitos mais comuns – prendem-se com a incerteza quanto à sua eficácia a afastar as espécies causadoras de doenças como a malária ou o dengue. 

Em regiões epidémicas – incluindo países tropicais, como o Brasil, os repelentes caseiros são desaconselhados – justamente pela falta de comprovação científica quanto à eficácia e à duração do efeito deste tipo de repelente. 

Nas fases mais sensíveis – como a infância ou a gestação – os especialistas recomendam o uso de redes mosquiteiras e o uso dos repelentes industriais liberados, com as devidas precauções de segurança. 

Costuma fazer repelentes caseiros? Acredita que os repelentes caseiros funcionam? Partilhe a sua fórmula com as restantes mamãs do Bebé a Bordo e conte-nos a sua experiência quanto ao seu uso. 

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