Caril na gravidez: será seguro?

O caril na gravidez levanta muitas questões, havendo diversas vozes que asseveram que o seu consumo pode acarretar riscos para a gestação. Sabe se é seguro comer caril na gravidez? Conhece as razões para as dúvidas sobre esta questão?

Então, está na hora de saber mais sobre o caril na gravidez com o Bebé a Bordo. 

As questões alimentares durante a gestação parecem não ter fim. Muitas mulheres querem saber como deve ser a sua alimentação na gravidez trimestre a trimestre e temem a ingestão dos alimentos perigosos que causam toxoplasmose ou outras doenças que possam causar problemas congénitos no bebé. 

As especiarias têm um lugar privilegiado nas questões colocadas pela mulher grávida. Esta questiona, muitas vezes, se será segura a ingestão de canela ou de chá de canela ou se a grávida pode comer pimenta ou faz mal ao bebé

A par com as questões, o senso comum e as teorias populares costumam colocar, entre os alimentos a evitar, as comidas mais picantes, o que gera preocupações quanto aos tipos de caril e as suas propriedades e faz com que as gestantes questionem a segurança deste prato. 

Ainda que não existam muitos estudos que relacionem o consumo de caril e a gestação, decidimos, hoje, olhar para esta temática para tentarmos compreender se é seguro consumir caril na gravidez. 

Se também tem esta dúvida e quer esclarecê-la, acabou de encontrar o artigo ideal para ficar a saber mais sobre o caril na gravidez. Venha saber se este condimento é seguro durante o tempo da gestação. 

Caril na gravidez

1. O que é o caril e que especiarias inclui?

Contrariamente à definição muitas vezes feita, o caril não é uma especiaria. Este pode ser encontrado, nas grandes superfícies, lado a lado com especiarias mas, na realidade, trata-se de um preparado que reúne, em si, especiarias diversas. 

Uma vez que o uso desta especiaria se globalizou e passou a integrar, inclusivamente, a culinária regional e típica de vários países do mundo, a sua forma de preparação e as especiarias envolvidas na sua mistura nem sempre são as mesmas nem em quantidades equivalentes.

Vale a pena recordar que o caril – mais relacionado com a tradição culinária indiana – pode também provir da Malásia, de países africanos ou até da China. (1

Os vários tipos de caril contam com diferentes índices de intensidade picante e com sabores variados e diversos. Existem, ainda assim, várias especiarias comuns na preparação do caril, onde se inclui o açarão, os coentros, a assafoetida, o gengibre, os cominhos e a canela. 

Com algumas restrições na sua alimentação, a mistura do caril poderá levantar algum questionamento entre as gestantes, pelo que a segurança do seu consumo nesta fase da vida é frequentemente posta em causa. 

O caril na gravidez é seguro?

Embora muito se diga relativamente ao consumo de caril na gravidez – incluindo que o bebé pode sentir o sabor do caril ou de algumas das suas especiarias e que este pode induzir o parto – a verdade é que as provas científicas que sustentariam estas afirmações não existem e que os poucos estudos realizados não bastam para que se tenha uma resposta final quanto à segurança do caril na gravidez. (2

Ainda assim, conhecermos alguns dos componentes do caril e a sua ação no organismo pode ajudar a dar uma resposta à questão que hoje colocamos.

Passamos a explanar: 

– Sabemos que o caril contém capsaicina na sua composição, um elemento comum em comidas picantes. Antioxidante e com uma ação que promove a melhoria do sistema imunitário, este elemento poderia ser positivo para a gestante mas, infelizmente, este é também responsável pelo efeito termogénico. Ao aumentar a temperatura corporal, o caril poderá ter efeitos nocivos no desenvolvimento do feto, visto que este necessita de uma temperatura regular e estável para se desenvolver corretamente; (3

– Além disto, a presença da pimenta e da malagueta no caril podem, também, ter efeitos nocivos para o bem-estar da gestante. As comidas mais picantes poderão acentuar alguns dos desconfortos mais comuns na gestação, incluindo os enjoos matinais e a azia na gravidez. (4

Evidentemente, perante estas duas situações, a gestante poderá preferir evitar o consumo de caril. Mais estudos são necessários, no entanto, para que se saiba em concreto os perigos e benefícios do consumo de caril na gravidez. 

3. Sugestões para comer caril na gravidez

Se for fã de comida indiana, poderá não ter de cortar totalmente o seu consumo. Tal como ficou claro, acima, um dos maiores problemas do caril na gravidez prende-se com o seu teor picante. 

Vale a pena olhar os vários tipos de caril e perceber qual a sua composição. Usualmente, misturas com menos quantidade de pimenta e malagueta são menos picantes e contêm uma menor quantidade de capsaicina na sua composição, o que fará, automaticamente, com que seja uma opção mais segura. 

Além disso, se costuma frequentar este tipo de restaurante, sabe que, a par com as comidas mais picantes, existem algumas menos condimentadas e com um travo mais suave. Durante o tempo da gestação, estas comidas poderão ser uma melhor opção para si e para o seu bem-estar. 

Comeu caril na gravidez? Notou que este aumentasse o seu desconforto? Conte às restantes mamãs do Bebé a Bordo a sua opinião sobre esta questão. 

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