O que é a gravidez ectópica?

Gravidez ectópica, tudo o que precisa de saber sobre este tipo de gravidez

Provavelmente já se terá cruzado com mulheres que sofreram gravidezes ectópicas.

Este é um dos grandes pesadelos de quem deseja ser mãe e, quando acontece, caso não seja tratado a tempo, poderá ter consequências gravíssimas para a mulher, podendo, inclusivamente, ser fatal.

Infelizmente, como muitas outras situações perigosas e indesejadas, esta é uma condição da qual não se fala o suficiente, por medo ou tabu.

Como o nome indica, este tipo de gravidez é éctópico, isto é, acontece “deslocada do lugar” ou “fora do seu posicionamento correto”.

No caso deste tipo gravidez, na grande maioria dos casos, em vez da gestação normal, onde o embrião se fixa no útero, assiste-se à implantação numa das trompas de Falópio.

Por esta razão, a condição referida é também conhecida como gravidez tubária.
Neste artigo procuraremos romper o tabu e dizer tudo o que precisa de saber sobre este tipo de gravidez.

Afinal, a forma mais simples de evitar complicações será sempre ter toda a informação possível sobre a questão.

O que é a gravidez ectópica?

Como já referimos, este tipo de gravidez – também conhecida como tubária – ocorre fora do útero e deve-se à fixação do embrião no local errado.

Cientificamente falando, o que acontece é que, após a sua fertilização, o zigoto (que costuma percorrer a trompa e fixar-se no útero num período de cinco dias), encontra um bloqueio – geralmente uma lesão – que o impede de seguir até ao útero e acaba por se fixar na própria parede da tuba.

Por norma, como resultado desta fixação incorreta nas tubas uterinas, o corpo da mulher ressente-se e começa a sentir dor, sendo que, com o avanço da gravidez, é comum que se dê sangramento uterino.

Este tipo de gravidez torna impossível a sobrevivência do embrião implantado, uma vez que não existe forma de o mover para o local onde deveria ter-se fixado – o útero.

Assim, infelizmente, quando ocorre este tipo de gravidez, a única forma de resolver o problema passa pela remoção do mesmo.

Esta é uma situação passível de afetar qualquer mulher.

Ainda assim, as probabilidades mostram que ela é mais frequente em mulheres que sofreram previamente de doenças inflamatórias pélvicas, que fumam, que sofrem de endometriose tubária, que tenham sido submetidas a algum tipo de intervenção cirúrgica na zona abdominal, que tenham conseguido engravidar através de tratamentos in vitro ou que tenham utilizado o método contracetivo DIU.

O risco aumenta, também, para mulheres que, anteriormente, tenham já experienciado este tipo de gravidez.

Quais são os sintomas da gravidez ectópica?

A identificação da gravidez tubária acontece, por norma, entre a quarta e a décima semana de gestação.

Isto acontece uma vez que é por esta altura que os sintomas da gravidez ectópica – normalmente subtis mas visíveis desde a segunda semana de gestação – costumam tornar-se mais evidentes.

Enquanto nas primeiras semanas os sintomas são difíceis de reconhecer, limitando-se a cólicas e pequenos sangramentos que depressa se associam à chegada da menstruação ou a um princípio de aborto, com a evolução da gravidez estes vão, gradualmente, sendo mais fácil de identificar.

Entre os sintomas da gravidez ectópica mais frequentes encontram-se: um invulgar sangramento vaginal, bastante distinto da menstruação pela sua cor escura, forte intensidade e consistência mais fluída; períodos de dor intensa e constante no abdómen; rutura da trompa (que gera uma dor súbita, suor, tonturas e desmaios, diarreias ou, em casos mais graves, hemorragias internas).

Qual o risco da gravidez ectópica?

Quando este tipo de gestação é diagnosticado, a gravidez é interrompida de imediato, para que o cirurgião possa garantir a recuperação da saúde da mulher e tente manter a tuba intacta.

A remoção do embrião pode ser feita de duas formas: através de um processo chamado de laparoscopia, mais seguro e menos invasivo; ou de uma cirurgia abdominal, que se tornará absolutamente necessária no caso de a tuba ter rompido.

Por norma, quando a lesão na trompa de Falópio é muito grande o risco da gravidez ectópica ser fatal aumenta e não existe outra possibilidade se não a remoção da mesma, o que afeta a probabilidade de a mulher poder vir a ser mãe.

Esta situação torna-se menos provável se o problema for diagnosticado numa fase mais recente da gravidez.

Embora existam, portanto, riscos no que respeita à fertilidade da mulher, podemos considerar que o maior risco da gravidez ectópica é, sem dúvida, a perda da vida da mãe.

Embora não seja algo em que se goste de pensar, a verdade é que esta informação poderá ser valiosa para que esteja atenta aos primeiros sintomas e procure de um especialista assim que os identificar.

Lembre-se de que, quanto mais cedo identificar a situação, maiores serão as suas probabilidades de ver a sua fertilidade intacta, para poder tentar novamente a concretização do seu sonho de ser mãe.

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Já viveu ou conhece alguém que tenha vivido uma gravidez ectópica? Não deixe de nos contar a sua história. Ela será, certamente, a melhor força para quem, neste momento, está a passar pela mesma situação.

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