Grávida pode fazer dieta para emagrecer?

Grávida pode fazer dieta

O peso é, sem dúvida, uma das questões que preocupa as futuras mamãs. Durante a gestação, o normal aumento de peso e de volume, leva muitas mulheres a sentirem que devem emagrecer. Ainda assim, nesta fase, fazer dieta poderá não ser tão simples como se pensa. Sabe se a grávida pode fazer dieta para emagrecer?

Venha saber com o Bebé a Bordo.

Para muitas mulheres, o aspeto físico é algo verdadeiramente importante e o peso é um dos elementos que buscam controlar.

Se, noutras fases da sua vida, pode ser pertinente (e até desejável para a saúde), entrar no regime de uma das 1001 dietas saudáveis disponíveis, durante a gestação, esta poderá não ser a melhor opção.

Claro que, como em tudo o que diz respeito à gestação, a resposta não é linear.

Existem, de facto, mulheres que necessitam de ter um cuidado particular com a gestação e até algumas às quais os médicos recomendam uma alimentação mais regrada para evitar ganhos excessivos de peso, apresentando, por exemplo, um cardápio para a grávida obesa ou falando dos benefícios de uma dieta mediterrânica na gravidez.

Ainda assim, este acompanhamento nutricional não significa, por si só, que a grávida pode fazer dieta.

Sendo a nutrição um dos pontos essenciais desta fase da vida da mulher, é muito importante que as gestantes optem por uma alimentação mais saudável e sem restrições excessivas.

Sabendo como é difícil cair em erros, quando o desejo de perder peso surge durante a gravidez, dedicámos este artigo à temática em questão e fomos saber se a grávida pode fazer dieta para emagrecer.

Venha connosco descobrir a resposta.

1. A grávida pode fazer dieta para emagrecer?

Antes de mais, é necessário ter o seguinte em consideração: sem o acompanhamento de um médico e o seu conselho ou a sua indicação clara de que pode tentar fazer uma dieta para perda de peso durante a gestação, a mulher não deverá, de forma alguma, fazê-la.

A nutrição, na gravidez, não só é essencial para garantir a saúde da gestante como impacta diretamente no desenvolvimento fetal e, assim, uma alimentação restritiva, parca ou incorreta pode ser responsável por um sem fim de situações indesejadas.

O ganho de peso na gestação não só é natural como é, também, desejável.

Embora, nos primeiros meses, devido às náuseas, algumas mulheres percam peso; com o avançar da gestação a mamã terá de considerar que existem fatores diversos a contribuir para que o seu peso aumente: o peso uterino, o peso da placenta; a retenção de líquidos; o aumento da quantidade de sangue no corpo e o peso do próprio bebé são apenas alguns dos fatores que para tal contribuem.

As dietas convencionais tendem a restringir drasticamente a quantidade de hidratos de carbono ingerida, o que pode ter consequências nocivas na gestação.

Além disso, a privação alimentar pode também levar à debilidade do organismo, já que retira, em parte, da rotina alimentar da grávida nutrientes tão importantes como as vitaminas, o ferro ou o ácido fólico.

Daqui, podem resultar situações diversas que vão das anemias na mamã até às malformações no feto ou mesmo ao aborto.

2. Da dieta ao equilíbrio

O facto de não poder entrar nas dietas restritivas às quais, noutra altura, recorreria, não significa que a gestante não possa ter cuidados diários que promovam a manutenção de um peso saudável.

Estes hábitos irão, depois do parto, ser também essenciais para a recuperação da forma física.

Falamos, aqui, por exemplo, da prática de atividades físicas como a caminhada, a hidroginástica ou o ioga, que garantem que, mesmo grávida, a mulher se mantém ativa e em movimento.

Além disto, uma dieta rica e equilibrada, onde não constem excessos nem os chamados “alimentos maus”, como os alimentos processados ou com demasiados açúcares e gorduras sem que tenham um papel nutritivo essencial, poderá ajudar a garantir um corpo mais saudável e que retome, mais tarde, a forma desejada com maior facilidade.

3. Dieta na gravidez e a grávida com excesso de peso

Embora não se recomendem dietas restritivas na gestação, é necessário considerar que os médicos se mantêm atentos ao IMC da gestante e que, principalmente nos últimos 3 meses de gestação, mapeiam cautelosamente as variações, temendo que um peso em excesso possa levar a situações como a hipertensão, a diabetes gestacional ou a pré-eclâmpsia.

Além disso, uma mulher com excesso de peso (ou mesmo obesidade) tem maiores probabilidades de ter um aborto ou outras complicações gestacionais.

Perante esta situação, os médicos continuam a não recomendar dietas restritivas, temendo os efeitos que esta teria no desenvolvimento do bebé.

A recomendação, para a grávida obesa é, então, no sentido da promoção de uma alimentação saudável mas nutritiva e completa.

Sabe se a grávida pode fazer dieta para emagrecer? Colocou esta questão ao seu médico? Conte-nos como foi a sua experiência pessoal e entre a bordo desta aventura de partilha de ideias.

Algumas fontes: brasil.babycenter  healthline  bebemamae  pt.wikihow

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