Bicho geográfico na praia: como prevenir esta infeçao no seu filho

O bicho geográfico na praia é uma das preocupações das mamãs durante o período veraneante. Sabe o que é este bicho e quais os problemas que provoca. Sabe como pode prevenir este tipo de infeção no seu filho? Então, venha descobrir com o Bebé a Bordo.

Quando o sol começa a despontar e a trazer consigo temperaturas mais quentes, a praia começa a surgir como uma excelente opção para preencher os dias livres.

Não falta quem aproveite folgas, finais de semana ou mesmo as horas livres de um dia de trabalho para se estender sobre as areias e aproveitar o calor do Verão.

Nas recém-mamãs, no entanto, a praia levanta mais questões. Usualmente, as mães de bebés ou crianças mais pequeninas questionam-se sobre vários aspetos relacionados com o período estival.

Para começar, estas mulheres querem saber a partir de que idade levar o bebé à praia e, ao levarem, sabendo os perigos que se escondem nestes locais paradisíacos, querem saber como evitar que a exposição excessiva ao sol da criança possa originar melanoma em adulto ou quais os cuidados a ter com a areia da praia.

Um outro perigo, escondido nestas areias, é o de uma infeção provocada pelo bicho geográfico. Este problema, mais comum do que seria de esperar, pode com facilidade afetar qualquer pessoa que frequente praias, sendo mais comum em crianças apenas pela tendência de estas mexerem mais na areia.

Se quer saber, em concreto, em que consistem as infeções provocadas por este bicho e como pode preveni-las, encontrou o artigo certo para si.

Bicho geográfico na praia

1. O que é o bicho geográfico?

O bicho geográfico é o nome popular e mais conhecido da Larva Migrans Cutânea (ou LMC). Este é um verme capaz de causar ancilostomose, uma infeção de manifestação cutânea.

Ancylostoma braziliense é a causa mais comum do problema, tendendo a surgir a partir das fezes contaminadas de cães ou gatos.

Originalmente sob a forma de ovos, nas fezes, estes cabam por eclodir quando dispostos sobre solos quentes, com as caraterísticas da areia, nascendo as larvas infectantes que conhecemos como bicho geográfico.

Nas praias, o contacto inadvertido com as fezes destes animais torna-se bastante simples, sendo esta a razão pela qual a infeção é tão comum durante os meses de Verão.

Mediante o contacto, a larva acaba por penetrar a pele desprotegida e por criar lesões na pele da pessoa infetada. (1)

O bicho geográfico só existe nas praias?

O problema do bicho geográfico não é exclusivo às praias, embora seja mais comum em praias poluídas ou onde se costumem passear animais.

Outros locais onde a sua presença é comum, no entanto, são as caixas de areia dos parques infantis e os solos húmidos contaminados. (2)

O bicho geográfico só afeta crianças?

Não! O bicho geográfico pode afetar qualquer pessoa. Ainda assim, este é um problema muito mais recorrente em crianças, já que estas passam mais tempo a brincar na areia e têm, por isso, maior probabilidade de contacto com o parasita.

2. Como se manifesta a infeção provocada pelo bicho geográfico?

A infeção por bicho geográfico, como já referimos, acontece quando existe o contacto da pele com a região do solo afetada ou com as fezes contaminadas dos animais.

O parasita, quando em contacto com a pele, penetra-a, gerando uma pequena lesão que pode facilmente ser confundida com uma picada de mosquito.

Ao desenvolver-se na camada subcutânea, a larva começará a deixar marcas do seu percurso, criando saliências, em tudo semelhantes às estradas dos mapas. Esta é a razão pela qual a Larva Migrans Cutânea ganharia o nome de bicho geográfico.

As saliências na pele costumam aparecer no prazo de uma semana, sendo que se nota a sua evolução diária. Estas “vias” provocadas pelas larvas são usualmente avermelhadas, podem provocar o aparecimento de bolhas e geram bastante comichão e prurido.

Por serem as regiões de maior contacto com a areia ou solo infetado, usualmente esta infeção acontece mais nos pés e nas pernas, embora também possa atingir as mãos, a barriga ou os glúteos. Usualmente, na região dos glúteos, torna-se mais difícil o diagnóstico deste problema.

Como se trata a infeção por bicho geográfico?

Esta infeção costuma desaparecer de forma espontânea em algumas semanas. Ainda assim, como existe um grande desconforto associado à mesa e um risco de infeção mais severa, o tratamento é recomendado.

Usualmente, este tratamento é feito através da aplicação de medicação tópica, embora medicação sistémica possa também tornar-se necessária (3)

Os medicamentos tópicos mais comuns são à base da substância ativa tiabendazol; sendo que o albendazol e a ivermectina são os compostos comummente mais recomendados para toma por via oral.

Independentemente do tratamento, este nunca deve ser auto-prescrito, sendo importante a avaliação médica prévia.

Em algumas situações, podem ocorrer complicações resultantes da presença do parasita, sendo que as mais comuns derivam de infeções provocadas pelo coçar da região lesionada (como a erisipela ou as celulites infecciosas). Ainda assim, podem existir também complicações de ordem respiratória, resultantes de reações pumonares autolimitadas.

3. Como pode prevenir esta infeção no seu filho quando leva a criança à praia?

A prevenção do bicho geográfico não é simples, existindo, no entanto, algumas recomendações de segurança para os pais: (4)

– Dentro dos possíveis, procure escolher praias menos poluídas;
– Procure manter o seu filho calçado quando caminhar na parte mais seca praia;
– Evite o contacto direto da criança com a areia, tentando que esta se sente na toalha ou usando uma pequena piscina;
– Lave bem as regiões do corpo da criança que contactaram com a areia.

Estas formas de prevenção não evitarão completamente a contaminação mas podem reduzir a sua probabilidade.

Por uma questão de civismo, para evitar totalmente a situação, os donos de cães e gatos deveriam sempre fazer a recolha dos dejetos dos seus animais de estimação, sendo esta a melhor forma de evitar as areias contaminadas.

O seu filho alguma vez foi infetado pelo bicho geográfico? Como faz para prevenir esta situação? Partilhe a sua experiência com as restantes leitoras do Bebé a Bordo.

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  1. Clenilma

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