Obrigações excessivas na infância: os riscos para a criança

As obrigações excessivas na infância podem ser responsáveis pelo atraso no desenvolvimento da criança e prejudicá-la a médio e longo prazo. Sabe quais as razões para que assim seja? Venha conhecer os perigos das obrigações excessivas na infância com o Bebé a Bordo.

Os pais sempre tiveram o objetivo de criar filhos bem adaptados e saudáveis. Ainda assim, historicamente, também não é raro que se observe a busca pelas melhores fórmulas para criar filhos bem sucedidos.

Esta procura pelo sucesso futuro da criança é responsável pelas escolhas de muitos pais, que, desde cedo, criam obrigações para as suas crianças, que visam prepará-las para os desafios do mundo e promover o sucesso futuro.

A criação de múltiplas obrigações durante a infância foi, em tempos, não só prática comum mas também considerado positivo para o desenvolvimento.

Novos estudos, no entanto, têm vindo a comprovar que as obrigações excessivas na infância podem, na verdade, ser prejudiciais para os mais pequenos, criando problemas psicológicos e mesmo físicos que os acompanham ao longo de toda a vida.

Esta realidade leva, também, a que se torne emergente a técnica educacional do slow parenting (ou parentalidade lenta”). Venha saber como as obrigações excessivas na infância podem prejudicar o seu filho.

Obrigações excessivas na infância: os riscos para a criança

1. Que elementos levam à criação de obrigações excessivas na infância?

O grande desejo dos pais sobre o sucesso futuro dos filhos é um dos principais causadores da excessiva carga das crianças nos nossos dias.

A criação de obrigações – como, por exemplo, aulas de artes ou desportos – impede as crianças de terem o “seu” tempo, afastando-as das regulares brincadeiras, tão importantes para garantir o seu correto desenvolvimento.

Outro importante fator é o afastamento das crianças das atividades ao ar livre, sendo que o mundo digital é, em parte, responsável por esta.

Os estímulos provenientes do contacto precoce com as novas tecnologias podem também ser responsáveis pela sobrecarga dos mais novos, gerando sérios problemas de desenvolvimento.

No século XX, o autor Neil Postman apontava já a tecnologia como uma potencial promotora do encurtamento infantil. (1)

2. Quais os riscos das obrigações excessivas na infância?

Existem vários riscos associados às obrigações excessivas na infância. Entre os principais, os estudos realizados referem os seguintes: (2)

– Ausência de tempo para “ser criança” e, como tal, impedimento de aprender com os estímulos decorrentes das brincadeiras indicadas na infância;
– Crianças menos produtivas e com menor capacidade de foco e concentração;
– Puberdade e alterações hormonais precoces;
– Potencial de maiores problemas futuros de stress e ansiedade;
– Maior tendência para desenvolver quadros depressivos na idade adulta;
– Menores índices de felicidade durante a infância e na idade adulta.

3. Como contrariar esta tendência?

Os especialistas recomendam grandemente que, antes de tudo o mais, se tente evitar dar aparelhos tecnológicos para as mãos de crianças com menos do que 2 anos. (3)

Além disto, emerge hoje também uma técnica de “Slow Parenting”, sendo este um estilo parental que visa permitir que a criança viva a sua infância, explorando o mundo ao seu próprio tempo e com respeito pelos ritmos infantis. Este implica um corte com as tarefas excessivas, baseando-se na criação de um menor número de atividades.

Conte a sua opinião sobre as obrigações excessivas na infância aos restantes leitores do Bebé a Bordo.

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