Estudo revela que comer pouco na gravidez pode levar a obesidade infantil

A obesidade infantil é um dos problemas do século XXI e vários estudos se têm debruçado sobre as suas causas. Novos estudos relacionaram o aumento de peso na gestação com esta problemática. Sabia que comer pouco na gravidez também pode levar à obesidade infantil?

Venha descobrir mais sobre este estudo com o Bebé a Bordo.

O excesso de peso numa mulher é uma conhecida problemática. Sabe-se e assume-se um determinado consenso quanto ao impacto que a obesidade pode ter na ovulação, na conceção e na própria saúde da mamã e do feto.

Estas mulheres, por norma, tentam seguir o cardápio da grávida obesa, tentando minorar os riscos de uma gravidez em situação de sobrepeso.

A obesidade, no entanto, não é apenas uma preocupação quando se fala das mulheres grávidas.

As crianças com sobrepeso são uma das maiores preocupações do nosso século e têm motivado estudos diversos, onde se questionam as razões que promovem o aumento significativo de bebés e crianças obesas.

Embora fosse expectável que as variantes genéticas e o aumento de peso excessivo na gravidez pudessem motivar um peso excessivo na criança, a verdade é que não foi apenas esta evidência que se destacou nos estudos onde se relacionou o aumento de peso durante a gestação e a obesidade infantil.

Um estudo em particular obteve dados que sugerem que comer pouco na gravidez pode também motivar a obesidade infantil.

Se lhe interessa conhecer mais sobre os resultados deste estudo e quer conhecer o impacto que a alimentação regrada e equilibrada pode ter no peso futuro do seu filho, este artigo foi feito a pensar em si.

1. O peso na gravidez e a obesidade infantil

A alimentação das mulheres durante a gestação tem, desde há muito tempo, preocupado os especialistas da área e não faltam estudos onde se considera o impacto do aumento de peso na gravidez e as eventuais consequências que este pode ter para a saúde da mulher, para o desenvolvimento do feto e para o bem-estar futuro da própria criança.


Sabe-se que a nutrição da mãe é um fator de máxima importância no desenvolvimento do bebé, sendo que a forma da mãe implica com o tamanho da placenta e determina, em grande medida, a nutrição do feto.

Ainda assim, por norma, estes estudos tendem a focar o aumento excessivo de peso, desconsiderando outro tipo de situações.

Um estudo recente, realizado pela Kaiser Permanente Division of Research e posteriormente publicado na revista científica American Journal of Obstetrics Gynecology, alargou este espetro e chegou a conclusões surpreendentes.

2. O estudo e os seus vetores

Com uma amostra de 4145 mulheres, provenientes de diferentes meios e de diversas raças e etnias, este estudo partiu para a realização de um inquérito de saúde às mães e para a análise de registos médicos de crianças na faixa etária entre os 2 anos e os 5 anos.

Entre as conclusões deste estudo contaram-se os casos nos quais as mulheres ganharam demasiado peso na gestação mas também aqueles nos quais comer pouco na gravidez resultou num ganho de peso insuficiente.

Assim, o estudo concluiu que, entre as mulheres que ganharam peso a mais, 20,4% das crianças vieram a apresentar cenários de obesidade ou excesso de peso. Já entre aquelas que ganharam menos peso do que o recomendado, 19,5% das crianças viriam, também, a sofrer de obesidade.

Estes dados foram comparados com os casos nos quais as mães ganhavam o peso recomendado durante o período gestacional. Entre estas, apenas 14,5% das crianças sofria do mesmo problema.

3. Comer pouco na gravidez e a obesidade infantil

Os dados deste estudo revelara, portanto, que não são apenas o excesso de peso materno, o aumento em demasia de peso durante a gravidez e o impacto genético que influenciam o sobrepeso da criança.

Na verdade, comer pouco na gravidez pode levar a um aumento de peso inferior ao recomendado na gestação e aumenta grandemente as chances de que a criança venha a sofrer, mais tarde, de obesidade ou de excesso de peso.

Em termos percentuais, considerando os diversos índices acima descritos, o estudo estimou que a probabilidade de uma criança cuja mãe tenda a comer pouco na gravidez e não ganhe o peso recomendado aumente para os 63%.


Assim, contrariamente ao que seria ditado pelo senso comum, comer pouco na gravidez pode também promover a obesidade infantil.

Sabia que ganhar menos peso do que o recomendado durante a gravidez podia influenciar o peso futuro da criança? Conhece alguém que tenha um filho com este problema após comer pouco na gravidez? Conte a sua opinião sobre esta temática às restantes leitoras do Bebé a Bordo.

Algumas fontes: sciencedaily terra avstim veja.abril divisionofresearch stopcancerportugal

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