Saber se o wi-fi prejudica a saúde das crianças tem sido uma preocupação dos pais, dos investigadores e dos especialistas da área da saúde. A discussão em torno da questão é intensa e as opiniões divergem. Ainda assim, vale a pena olhar a temática e compreender qual o risco representado por esta tecnologia.
Venha com o Bebé a Bordo saber se o wi-fi prejudica a saúde das crianças.
Vivemos em pleno século XXI, numa era pautada pela tecnologia, pelo digital e pelas ideologias por estes promovidas.
A forma como olhamos para o mundo é, hoje, muito diferente, devido à profusão deste tipo de equipamento. A nossa imagem, a nossa alimentação, as nossas crenças e a nossa rotina fazem-se, hoje, em torno de sinais de wi-fi, de redes sociais, de aplicações para dispositivos móveis, computadores, tablets e televisões.
Se alguns destes mecanismos são mesmo à nossa medida e pensados para ajudar, como é o caso das aplicações móveis para creches acompanhar os filhos ou das apps para mães; a verdade é que os efeitos nocivos das alterações que o digital tem promovido a nível pessoal, familiar e social não podem, também, ser ignoradas.
A relação entre as crianças os telemóveis e os tablets deixa-nos, muitas vezes, de pé atrás. E problemas de saúde, como a infertilidade masculina, afetada por ter o telemóvel no bolso começam a ser difundidos pelos vários meios de comunicação.
Recentemente, estudos têm vindo a debruçar-se sobre as questões digitais, tentando perceber os efeitos que os campos eletromagnéticos que nos rodeiam a tempo inteiro têm no desenvolvimento das crianças e na saúde dos mais pequenos e dos graúdos.
O impacto do wi-fi na saúde humana é uma das questões que se coloca e sobre a qual a discussão permanece intensa. Por esta razão, mesmo sabendo que mais estudos serão necessários para que tenha uma resposta efetiva sobre os malefícios do wi-fi na saúde das crianças, decidimos olhar para a literatura existente para tentar compreender, com base nas teorias dos especialistas, se o wi-fi prejudica a saúde das crianças.
Se quer saber quais as teorias existentes sobre o wi-fi e os seus perigos, encontrou o artigo certo para si.

1. Wi-fi: uma presença invisível e contínua
Hoje em dia, vivemos inevitavelmente rodeados de tecnologia. Cada gadget do qual nos fazemos rodear (computadores, tablets, telemóveis, etc) ajudam a criar, em nosso redor, uma verdadeira rede invisível, de campos eletromagnéticos, cujos efeitos efetivos para a saúde estão ainda para ser conhecidos.
Não é apenas o sinal de Internet que temos em casa. Centros comerciais, escolas, cafés, hospitais e até algumas ruas estão já equipadas com equipamentos para fornecer sinal contínuo aos seus utilizadores. E, com a proliferação do sinal de Internet, tem crescido as questões sobre os campos eletromagnéticos e a forma como eles podem, de forma invisível e subtil, estar a contribuir para a degradação da nossa saúde. (1)
2. As vozes dos especialistas sobre o wi-fi
Especialistas da área da saúde e da área da eletrónica têm acompanhado, com muitas questões, o desenvolvimento tecnológico e a decorrente presença in continuum dos campos eletromagnéticos em nosso redor.
Esta preocupação, que não é recente, começou nos anos 90.
Algumas evidências apontam para o facto de que a presença mais intensa destes campos está menos relacionada com a nossa saúde como a intensidade da radiação em si.
Partilhando esta ideia, a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) estipulou valores máximos para a intensidade de radiação. (2)
O valor estipulado pela OMS ronda os 28 w por metro e, por esta razão, muitos especialistas consideram que poderá ser excessivo olhar para o wi-fi como um potencial perigo para as crianças, já que a emissão deste aparelho não ultrapassa os 0,1 w.
A opinião, no entanto, está longe de ser consensual. Estudos têm apontado para a possibilidade de que a exposição ao wi-fi pode, de alguma forma (ainda não suficientemente compreendida) afetar o ADN celular, contribuindo para que se dêem alterações no mesmo; havendo ainda pesquisa em torno da potencialidade de este criar um sobreaquecimento nas células do nosso cérebro, promovendo alterações ao nível do sistema nervoso.
Embora mais estudos e pesquisas sejam necessárias para que se possa atribuir ao wi-fi a culpa de eventuais problemas de saúde, a verdade é que a discussão aponta para a potencialidade de que exista uma relação entre este tipo de tecnologia e a saúde humana.
Perante isto, como reage o mundo face ao wi-fi?
As opiniões são divergentes mas, apesar disso, alguns países estão a adotar uma cultura de prevenção, tentando acautelar a possibilidade de que o wi-fi possa, de facto, ser nocivo para a saúde.
Acreditando que o wi-fi prejudica a saúde das crianças, França foi pioneira na proibição deste tipo de internet nos jardins-de-infância e nas creches. A lei, embora recente, visa proteger o desenvolvimento cerebral das crianças até aos 3 anos. (3)
Além de França, países como a Suíça, Itália, Áustria, Hungria, Polónia, Bulgária, Rússia, Israel e China têm, também, agido sobre esta questão no sentido de limitar o acesso de wi-fi para reduzir este tipo de radiação. (4)
3. De que formas pode, potencialmente, o wi-fi prejudicar o seu filho?
Como já referimos, nenhum estudo realizado até agora comprova de forma efetiva e inquestionável que o wi-fi possa ter um papel negativo no desenvolvimento e saúde das crianças.
Ainda assim, as suspeitas em torno deste “ser tecnológico invisível” tem vindo a levantar diversas hipóteses, que se concretizam em estudos diversos e discussões prolíferas.
Alguns dos medos em torno das formas como o wi-fi pode prejudicar a saúde das crianças dizem respeito a: (5)
– Promoção de ciclos de sono mais irregulares e propensão para a insónia;
– Eventuais problemas de desenvolvimento por exposição contínua à radiação sobre tecidos em desenvolvimento;
– Alteração e potenciais danos celulares a nível cerebral.
Além disso, as pesquisas têm vindo, também, a preocupar-se com os efeitos a longo prazo deste tipo de radiação e pesquisado a relação entre o wi-fi e os problemas cancerígenos, cardíacos, neurológicos e de fertilidade.
Acredita que o wi-fi prejudica o seu filho? Concorda com a remoção do wi-fi dos espaços frequentados por crianças? Partilhe a sua opinião com os outros leitores do Bebé a Bordo.
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