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As crianças e a Era Digital

crianças e a Era Digital

As crianças e a Era Digital

Pai e criança a ver um tablet

Quando eles já vêm com o chip

É o ritmo do nosso mundo que o dita: hoje em dia será inevitável o contacto das crianças com os telemóveis e os tablets.

Além de serem ferramentas cujo brilho, luz e som atrai a sua atenção, estes meios tecnológicos estão tão integrados no nosso quotidiano que se torna difícil evitar que os mais jovens nutram, por estes, curiosidade e interesse.

Além disso, no mesmo ritmo frenético, é natural que os pais aproveitem este interesse para conseguirem manter os mais pequenos distraídos durante a realização de tarefas domésticas ou para os sossegar durante uma viagem.

Hoje em dia, por mais que não o desejemos, os bebés “nascem” com o telemóvel e o tablet na mão e, ainda em tenra idade, parecem saber de cor cada uma das funcionalidades dos mesmos.

Neste artigo iremos explorar a problemática destas crianças que nascem “já com o chip”, para que saiba o que deve permitir e o que deve limitar para garantir o correto crescimento do seu filho.

https://www.facebook.com/bebeabordo.pt/videos/206632183137761/

1. Brincar no tablet e no telemóvel – As principais preocupações

Os especialistas em psicologia e saúde infantil têm vindo a demonstrar preocupação relativamente ao tempo que as crianças, hoje em dia, passam em frente aos ecrãs.

Crianças e telemóveis parecem, nos nossos dias, inseparáveis.

Esta proximidade da criança com a tecnologia pode, segundo os especialistas, afetar o desenvolvimento cognitivo dos mais pequenos, uma vez que o período passado a brincar no tablet e no telemóvel impacta diretamente na sua capacidade de concentração, criando défices de atenção e aprendizagem, estimulando a impulsividade e alterando, também, a dinâmica normal do apetite e do sono.

Outra das preocupações diz respeito à forma como as crianças, embrenhadas no mundo tecnológico tendem a “esquecer” o mundo lá fora, tornando-se mais sedentárias.

Além de ser negativo ao nível mental, nomeadamente pela promoção do isolamento, este sedentarismo tem consequências físicas inegáveis, sendo responsável pelo aumento da obesidade e, consequentemente, de problemas vasculares, problemas cardíacos e diabetes.

Quando em demasia, o isolamento pode acabar por gerar, também, depressão e ansiedade, bem como distúrbios mentais, bipolaridade e psicose.

A relação entre crianças e telemóveis e/ou tablets pode ainda fazer com que estas assumam comportamentos agressivos ou abusivos, fruto dos exemplos encontrados online.

A falta de controlo, nomeadamente no que respeita às birras, está igualmente associada ao uso excessivo destes instrumentos por parte das crianças.

Por fim, os especialistas reforçam a possibilidade da criação precoce de vícios e os riscos resultantes da sobre-exposição das crianças a estes meios tecnológicos, sendo que, entre outros riscos, se encontra a maior possibilidade de contração de cancro devido à radiação emitida por estes.

2. Sem proibição mas com limites

Apesar das preocupações dos especialistas, privar completamente o seu filho do contacto com a tecnologia também não é solução!

É necessário, nos dias de hoje, que a criança contacte com a realidade digital.

Esta será fundamental ao longo da sua vida profissional, académica e pessoal.

Assim sendo, o importante será que mantenha limites muito definidos no que diz respeito ao tempo que os seus bebés passam com estas tecnologias.

A gestão de quanto tempo se perde nos jogos e atividades digitais pode variar consoante a rotina do pai e da mãe, mas estes devem garantir que a criança não passa mais do que meia hora seguida em frente ao ecrã.

Além disto, será importante uma presença adulta junto da criança, para garantir que esta não acede a conteúdos indesejados (como violência ou pornografia) por iniciativa própria ou por acidente.

Outro cuidado que os papás precisarão de ter, é no sentido de garantir que a criança não se aproxima demasiado do ecrã, uma vez que isto será prejudicial, também, a nível visual.

Estipular limites para o seu filho será da máxima importância… mas lembre-se: as crianças procuram sempre imitar os comportamentos dos adultos significativos.

Portanto, se não quer que ele se agarre demasiado ao telemóvel e ao tablet, será muito importante que também não o faça.

3.A importância das escolhas

Além de gerir atentamente quanto tempo a criança perde a brincar com o tablet, deve também garantir que escolhe os melhores conteúdos para esta.

Faça a sua própria pesquisa e opte por jogos didáticos, mais educativos e interativos, sempre com o cuidado de que sejam divertidos.

Alguns jogos poderão ensinar o seu filho a raciocinar, pensar e até escrever de uma forma muito competente, sem que este se aperceba de que está a ganhar conhecimentos.

O uso da tecnologia, quando bem gerido, é algo que pode utilizar para estimular o seu bebé e para o ajudar a promover o interesse em temáticas verdadeiramente importantes.

Aproveite estes meios e garanta que o seu filho entra de forma saudável nesta Era Digital.

Já viveu esta situação? Quanto tempo permitia que o seu filho manuseasse telemóveis e tablets?

Conte-nos tudo sobre a sua experiência!

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Escrito por Bebé a Bordo

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