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Sarampo, a doença que estava extinta em Portugal

menina com sarampo

Há relativamente pouco tempo – mais especificamente, no final de 2016 – a notícia soou e era boa: a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha entregue a Portugal o certificado em como o país teria erradicado o sarampo.

A ausência de um número significativo de casos, aliada ao facto de estes virem sempre do estrangeiro, fazia crer que a doença estivesse, de facto, extinta em Portugal.

Recentemente, no entanto, o sarampo fez uma vítima mortal no país, levando uma jovem de 17 anos e trazendo novamente a doença para as bocas do mundo e as manchetes dos jornais.

Com o nome sarampo, outras questões se levantaram, sobre a origem, as formas de contágio, a sintomática e as vacinas do plano nacional de saúde.

Neste artigo iremos debruçar-nos sobre estas questões, para que conheçamos melhor este inimigo que vem, agora, preocupar o país.

Acompanhe-nos nesta viagem para saber tudo o que precisa sobre o sarampo.

1. O que é o sarampo e como se manifesta?

O sarampo trata-se de uma doença aguda, viral e altamente infecciosa . Esta manifesta-se através de diversos sintomas.

No começo, a doença revela-se através de febres altas, tosse persistente, irritação ocular e corrimento nasal.

Numa segunda fase, o sarampo promove o aparecimento de manchas avermelhadas. Estas tendem a começar na região do rosto, avançando progressivamente na direção dos pés.

Em situações mais agudas, a doença pode causar infeções nos ouvidos, convulsões, pneumonia, lesão cerebral ou mesmo a morte do infetado.

Diarreias, infeções cerebrais e problemas respiratórios são outras das manifestações do sarampo.

2. Quais os grupos mais afetados?

Embora o sarampo não “escolha as vítimas”, podendo atacar qualquer pessoa, estatisticamente falando os grupos mais afetados por esta doença são os recém-nascidos, as gestantes, os portadores de doenças autoimunes ou de imunodeficiências e pessoas com desnutrição severa.

3. Quais as formas de contágio?

O sarampo é uma doença altamente contagiosa.

A forma de contacto acontece no contacto direto entre o transmissor e o recetor, por via aérea, através da tosse, de espirros, respiração ou fala.

Embora seja incomum, a propagação pode também ocorrer através da perpetuação do vírus no ar, principalmente em espaços confinados como escolas ou hospitais.

Por norma, o período de incubação do vírus leva entre 7 e 21 dias, sendo que o contágio pode dar-se nos 4 dias que antecedem o aparecimento das erupções na pele.

4. Formas de prevenção

Falar de prevenção obriga-nos a entrar na polémica do momento: a vacinação.

No caso dos bebés em fase de amamentação, é verdade que, caso as mães tenham sofrido de sarampo ou tomado a vacina, estes estarão protegidos pelos anticorpos transmitidos durante a gestação, pela placenta.

Esta imunidade, no entanto, é temporária e não os protegerá além do primeiro ano de vida.

Foi por esta razão que o Plano Nacional de Saúde disponibilizou, de forma gratuita, a vacina tríplice VASPR.

Esta vacina tem uma ação contra o sarampo, a parotidite (ou papeira) e a rubéola.

Atualmente, a recomendação é para que o bebé leve a primeira dose desta vacina aos 15 meses e a segunda entre os 5 e os 6 anos.

5. Da prevenção à polémica

Embora a vacina para o sarampo seja gratuita, existem pais que optam pela não vacinação. Ao contrário das crianças vacinadas, estas ficam à mercê dos vírus e bactérias, podendo ser contagiadas.

No panorama atual, a raridade do contágio com sarampo acontece porque as crianças que não são vacinadas gozam de uma imunidade conjunta, criada pelas crianças que foram.

Embora seja, de facto, uma decisão que cada família tem de tomar, a Direção Geral de Saúde recomenda fortemente que os pais sigam o plano nacional de vacinação.

O seu filho foi vacinado contra o sarampo? Qual a sua posição sobre a questão das vacinas? Partilhe connosco a sua opinião sobre esta temática.

PS. O site Bebé a Bordo aproveita para deixar uma nota de condolência aos familiares da adolescente que recentemente perdeu a vida devido ao sarampo.

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Escrito por Bebé a Bordo

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