Glaucoma congénito, tudo o que precisa de saber

O glaucoma congénito afeta vários bebés ao redor do mundo e é um problema severo de visão que pode trazer consequências perigosas para o bebé. Sabe quais as causas do glaucoma congénito? Conhece as suas formas de tratamento e os seus sintomas?

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Nenhuma pessoa, independentemente da idade, está livre de contrair ou desenvolver doenças. Ainda assim, quando os nossos filhos nascem, olhando para a sua fragilidade, as preocupações quanto a este tipo de questões parecem ainda maiores.

No que diz respeito aos olhinhos do bebé, a preocupação é muito válida. Isto porque, embora todos os bebés nasçam com uma visão insuficiente, que melhora à medida do seu desenvolvimento, podem também ocorrer alguns dos problemas de visão mais comuns em bebés… e estes nem sempre são fáceis de identificar.

Problemas como o estrabismo, o astigmatismo, a hipermetropia ou o daltonismo são bastante comuns em bebés. Mais raro mas ainda com uma percentagem significativa de casos a nível mundial, encontramos casos mais severos, como o glaucoma congénito.

Hoje, a nossa atenção foca-se nesta doença de visão, que é responsável por 20% dos casos de cegueira infantil ao redor do globo.

Se quer saber mais sobre o glaucoma congénito, os seus sintomas, o seu diagnóstico e a forma de tratamento, não deixe de acompanhar o artigo que se segue.

1. O que é o glaucoma congénito?

O glaucoma congénito é uma doença hereditária de visão, com a qual o bebé já nasce e que se carateriza por uma excessiva pressão intraocular.

O aparecimento deste problema está relacionado com uma deficiência de desenvolvimento das estruturas oculares durante a gestação e pode afetar os dois olhos do bebé ou apenas um.

A atenção aos principais sintomas deste problema no bebé pode levar à sua identificação e fazer com que o glaucoma congénito não resulte em consequências irreversíveis. Quando tal não acontece, no entanto, esta doença pode ser perigosa e resultar em danos permanentes, incluindo a cegueira.

Quão comum é o glaucoma congénito no bebé?

Em termos numéricos, estima-se que uma em cada 10 mil crianças nasça com glaucoma congénito. O glaucoma afeta anualmente mais de 2,4 milhões de pessoas, estimando-se que existam cerca de 60 milhões de casos no mundo.

Embora tenha tratamento, quando a sua identificação é feita precocemente, o glaucoma congénito é responsável por 20% dos casos de cegueira infantil.

Quais as causas que levam ao bebé com glaucoma congénito?

A causa mais comum do glaucoma congénito é a hereditariedade. Um bebé com histórico familiar do problema terá muito mais probabilidade de sofrer, também, com esta doença.

Além disso, o problema pode surgir a par com outro tipo de síndrome e de transtorno sistémico. Exemplo de um problema que acompanha frequentemente o glaucoma congénito é a síndrome de Sturge-Weber.

O glaucoma congénito prende-se ainda com problemas de desenvolvimento fetal que resulta de uma travagem do desenvolvimento ocular pelo sétimo mês de gestação, levando a um ângulo que não fica totalmente diferenciado.

2. Quais os sintomas do glaucoma congénito no bebé?

Como outros problemas de visão no bebé, o glaucoma congénito nem sempre é fácil de identificar. Usualmente, o glaucoma congénito apresenta sintomas como:

– Inchaço e aspeto turvo da córnea;
– Hipersensibilidade à luz;
– Aumento do tamanho dos olhos;
– Lacrimejamento;
– Assimetria no tamanho dos olhos.

Embora estes sintomas estejam usualmente presentes, no entanto, eles nem sempre são notórios. Por exemplo, a assimetria no tamanho nos olhos pode ser ligeira e quase imperceptível. Assim, importa que os pais estejam atentos a todos os sintomas

3. Como é feito o diagnóstico do glaucoma congénito no bebé?

Quando suspeita que o seu filho possa ter um glaucoma congénito, deve levá-lo de imediato a um especialista. Este tipo de problema costuma, por norma, ser possível de identificar entre os 3 meses e os 6 meses do bebé, sendo que, neste caso, existe uma probabilidade de 80% de que a criança responda positivamente ao tratamento. Ainda assim, não é também raro que o problema seja identificado apenas quando a criança já tem 2 ou 3 anos, o que pode representar um desafio para o tratamento.

O diagnóstico deste problema de visão é feito mediante exames de refração e um exame de biomicroscopia. Quando os sintomas sugerem que existe um glaucoma congénito, é comum que exista a necessidade de sedar a criança para que a pressão intraocular seja analisada e se verifiquem, igualmente, outros fatores que possam estar a gerar ou a agravar este problema.

Como é o tratamento do bebé com glaucoma congénito?

O tratamento do glaucoma congénito será sempre mais eficaz se o problema for precocemente diagnosticado. A identificação do problema antes que o nervo ótico seja afetado por lesões irreversíveis irá favorecer o prognóstico.

Ao identificar sinais do glaucoma congénito, como alterações no campo visual, o aumento da pressão no interior do olho ou eventuais anomalias óticas nervosas, o especialista de saúde poderá definir o melhor curso de tratamento.

Por norma, o tratamento do glaucoma é feito através da aplicação de colírios que minoram a pressão intraocular. Ainda assim, tratamentos cirúrgicos ou com laser são também regulares neste tipo de situação.

Já conhecia as caraterísticas do glaucoma congénito? Conhece alguém que tenha tido um bebé com glaucoma congénito? Passou por esta situação? Conte a sua história aos restantes leitores do Bebé a Bordo.

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Algumas fontes: webmd eyewiki.aao saudecuf glaucoma-association famivita

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