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Porta bebé é perigoso para o bebé, o que dizem os estudos?

Porta bebé é perigoso

Porta bebé é perigoso para o bebé

Entre os aspetos pouco consensuais do cuidado com os nossos filhos, encontra-se o uso do porta bebé. Sabe se o uso do porta bebé é perigoso? Sabe o que dizem os estudos sobre esta questão? Então, venha descobrir com o Bebé a Bordo.

O desenvolvimento do bebé é extremamente importante para os pais e, no que diz respeito ao desenvolvimento emocional, a proximidade e contacto com os pais tem um papel extraordinariamente importante.

Talvez por se conhecer esta ideia e por ela estar a propagar-se cada vez mais entre as mamãs, um dos objetos que tem ganho a atenção destas é o porta bebé (também conhecido como babywearing).

O porta bebé apresenta-se, no fundo, como um meio de transportar a criança, de forma mais acolhedora, mantendo o bebé em constante contacto com os pais.

As vozes da academia, da saúde e mesmo as próprias mamãs, no entanto, parecem preocupados com o uso desta forma de transporte, considerando que, embora se trate de uma forma muito afetiva de transportar a criança, esta possa trazer eventuais consequências nocivas para o bebé.

Hoje, foi sobre o porta bebé que nos debruçámos, para tentarmos compreender que tipos de porta bebé existem, quais os seus benefícios e desvantagens e também quais os estudos realizados sobre esta matéria.

Se quer saber tudo sobre o porta bebé, acompanhe o Bebé a Bordo na jornada, lendo o resto do artigo.

Porta bebé é perigoso

1. Que tipos de porta bebé existem? 

Antes de olharmos para as vantagens e os perigos do uso do porta bebé é importante perceber que, atualmente, no mercado, existem várias variantes deste produto.

A maior parte dos produtos apresentados surgem sob a forma de saco porta bebé ou de mochila porta bebé.

Ainda assim, de uma forma mais pormenorizada, podemos encontrar vários tipos distintos deste produto.

Os dois primeiros são os panos utilizados, que relembram a estética dos métodos ancestrais, permitindo o suporte do bebé junto ao peito da mãe ou do pai.

Dentro desta gama encontramos, pois, os panos elásticos, que costumam servir para crianças até aos 8 quilos, permitindo uma boa estabilidade; e os panos de tecido, mais versáteis e duradouros e que permitem colocar o bebé junto ao peito ou à anca dos pais.

Ainda num formato que relembra um saco porta bebé, encontramos o sling.

Geralmente, as mamãs optam pela variante com argolas, que é mais curta do que os panos acima mencionados e se torna mais fresco e mais leve, sendo uma boa opção para os bebés mais pequeninos.

Entre os sacos porta bebé e as mochilas porta bebé surge uma variante (por alguns conhecida como Mei tai) que se apresenta como uma alternativa intermédia, ideal para crianças que já conseguem suportar a cabecinha.

Esta alternativa dá apoio às costas do bebé, apoiando-os entre o rabinho (ou bumbum) e garantindo que nenhuma pressão é feita na coluna da criança. Aqui, os papás poderão já optar por trazer o bebé à frente ou nas costas.

Por fim, entramos no mundo da mochila porta bebé.

Esta é apenas indicada para o bebé que já consegue sentar-se, sendo possível colocar o bebé junto ao peito, à anca ou nas costas da pessoa que o transporta.

O ponto de apoio garante a estabilidade da coluna da criança. Existem variantes deste produto feitas à medida e capazes de suportar os diversos pesos da criança.

2. Quais os perigos e benefícios dos porta bebé? 

Vários benefícios têm sido apontados ao uso do saco e da mochila porta bebé.

O facto de ajudarem a estabelecer um maior vínculo emocional entre os pais e o bebé, de manterem o bebé calmo e satisfeito ou de permitir que o bebé possa ser adormecido em contacto com o pai ou a mãe são alguns dos aspetos benéficos apontados a este produto.

Além disso, algumas mamãs consideram que os bebés dormem mais tranquilos quando são transportados nestes porta bebés, notando ainda um maior desenvolvimento, não só emocional, mas também cognitivo e ao nível da fala, uma vez que existe uma interação mais direta com o portador, sendo possível estimular mais a criança.

Ao ser transportada num saco porta bebé, a criança terá ainda uma maior oportunidade de observar o mundo em seu redor, o que constitui, também, um estímulo interessante para a criança.

Ainda assim, existem vozes discordantes quanto ao uso deste tipo de produto.

Os principais medos associados ao saco e à mochila porta bebé estão associados a alguns casos reportados de asfixia, havendo ainda o medo de que o “balanço” promovido ao andar possa fazer com que a criança sofra de síndrome de bebé sacudido.

Desta forma importa saber o que dizem os estudos sobre a matéria.

3. O que dizem os estudos?

Neste momento, são já vários os estudos encontrados sobre o uso do porta bebé. Várias variantes de análise se tiveram em consideração.

Um estudo de 1986, pioneiro a olhar esta questão, tomou atenção ao choro do bebé, concluindo que os bebés transportados em porta bebés choravam menos, uma vez que estavam menos expostas ao stress e que acabavam por tornar-se naturalmente mais pacificas.

Em 2010, um estudo avaliou a relação entre o uso deste tipo de produto e o desenvolvimento da criança, concluindo que as crianças que eram assim transportadas apresentavam maior ganho de peso, maior crescimento e um maior crescimento da circunferência occipital.

No que diz respeito à amamentação, por exemplo, um estudo de 2012 concluiu que os bebés que eram transportados mais tempo nestes porta bebés e, como tal, tinham mais colo, tendiam a mamar mais vezes e a alimentar-se melhor do que os bebés que não eram assim transportados.

Em parte levados pelo medo gerado em torno dos perigos do porta bebé, um outro estudo de 2010 viria a analisar a relação entre o uso destes produtos e a mortalidade infantil, concluindo que havia uma redução significativa no uso neonatal deste tipo de produto, sendo que os bebés assim transportados tinham uma menor probabilidade de morrer de infeções.

Vários estudos foram ainda conduzidos sobre o desenvolvimento físico, alguns dos quais atestando que não haveria perigo de deformação na espinha do bebé usando este tipo de produto e garantindo que a criança teria um desenvolvimento mais célere.

O desenvolvimento emocional foi também considerado maior nos bebés transportados junto ao peito dos pais.

Quase todos os estudos apontam a necessidade da escolha de um porta bebé adequado às necessidades da criança e do seu uso correto. Ainda assim, globalmente, os resultados demonstram que o uso deste tipo de produto é bastante positivo para a criança.

Se tiver alguma dúvida, ainda assim, recomendamos que contacte o especialista que segue o seu filho e que siga o seu conselho e orientação quanto ao uso ou escolha do seu porta bebé.

Alguma vez utilizou um saco porta bebé? E uma mochila porta bebé? Qual é a sua opinião pessoal quanto a este tipo de produto? Conte-nos a sua experiência pessoal.

Algumas fontes: babywearing portaldacrianca  cbws berco thule  vidaativa uptokids

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Escrito por Marina Ferraz

Marina Ferraz nasceu em Coimbra (Portugal) no ano 1989. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e Mestre na mesma área, pela Universidade de Coimbra.
Autora pela Sociedade Portuguesa de Autores desde 2008

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