Será que o seu filho é uma criança com baixa auto-estima? A preocupação com a identificação solução deste problema é, cada vez mais, parte do quotidiano de mães e pais, um pouco por todo o mundo. Saiba mais sobre crianças com baixa auto-estima.
A baixa auto-estima de uma criança poderá não ser um problema tão óbvio como aparentemente parece.
Hoje em dia, a vida tornou-se um mar de agitação, onde o tempo escasseia com facilidade e problemas de stress assomam pais e crianças.
Na escolinha, novas realidades como o bullying físico, psicológico ou via redes sociais ganham, também, força, promovendo novos contornos na realidade dos mais pequenos.
Assim, no convívio com o seu filho, pode acontecer que os sinais de alarme sobre a sua baixa auto-estima não sejam evidentes.
Preocupados com estas questões, os pais querem garantir que não deixam que este problema lhes passe ao lado e, por isso, questionam-se, muitas vezes: será que o meu filho é uma criança com baixa auto-estima?
Como poderei ajudar uma criança com baixa-auto-estima a melhorar a visão que tem sobre si mesma?
Claro que a atenção aos comportamentos e os momentos de partilha de intimidade em conversas são importantíssimos.
Ainda assim, para garantir que se apercebe do problema do seu filho e que o gere da melhor forma, é importante que compreenda tudo o que leva a criança a sentir-se dessa forma.
Acompanhe-nos para saber mais sobre o perfil de uma criança com baixa auto-estima.
1. Criança com baixa auto-estima: um perfil
O primeiro passo para notar que o seu filho tem o perfil de uma criança com baixa auto-estima é manter-se atento aos primeiros sinais.
Por norma, ao longo do seu crescimento e desenvolvimento, as crianças vão construindo a sua personalidade, o que se manifesta em alterações comportamentais.
Embora isto seja natural, existem comportamentos que são verdadeiros alertas para a baixa auto-estima da criança.
Por norma, a criança com baixa auto-estima tende a evitar atividades de grupo, sejam estas desportivas, intelectuais ou meramente sociais.
Esta recusa na interação prende-se, em parte, com o medo de falhar e advém de um sentimento de inferioridade.
Da mesma forma, este tipo de criança tende a ter comportamentos negativos e a mentir sobre os mesmos, tentando culpar terceiros.
Se esta tentativa se mostra frustrada é ainda comum que se gere um de dois comportamentos: ou a criança embarga em atitudes agressivas e violentas ou se inferioriza, assumindo uma postura tímida.
É comum que uma criança com baixa auto-estima seja bastante influenciável, dando maior importância às opiniões dos outros e baseando nestas as suas decisões.

2. Sinais de alerta e momento de ação
Quando este tipo de sinal se manifesta, os pais deverão assumir que estão perante uma criança com baixa auto-estima.
Isto significa, no fundo, que a criança não é capaz de auto-reconhecer a sua importância, sendo incapaz de se admirar, seja ao nível físico, intelectual ou comportamental, tornando-se desmotivada.
O ambiente em casa é um dos grandes promotores da auto-estima na criança e, perante uma criança com baixa auto-estima, a mudança de atitude na família, bem como o apoio desta, torna-se fundamental.
As experiências junto dos entes queridos é muito importante para ajudar a criança a ganhar uma melhor visão sobre si mesma e também a recuperar da sua baixa auto-estima.
Além da família, também a escola cumpre um papel fundamental, sendo particularmente importante a participação dos adultos significativos que pertencem a este meio: os professores.
A verificação de que a escola é um ambiente seguro e livre de bullying, acompanhado de uma ação positiva por parte dos docentes pode ajudar a evitar que a criança tenha uma baixa auto-estima.
Ainda assim, muitas vezes, o elogio e a promoção desta imagem positiva por parte dos familiares e professores não é suficiente.
Neste caso, torna-se imperativa a procura de um especialista de psicoterapia.
3. As consequências da baixa auto-estima
Para uma criança a sensação de inferioridade ou o sentimento de angústia e vergonha que acompanham a ideia de “não gostar de si própria” pode ter consequências graves e que acompanham o indivíduo por toda a vida.
Além dos problemas psicológicos, de tristeza, rancor ou mágoa, que podem degenerar em situações de depressão, auto-desvalorização crónica e frequente subvalorização; estudos recentes (como o realizado em Londres, no Centro Internacional para Saúde e Sociedade e publicado no British Medical Journal, revelam que a baixa auto-estima pode afetar fisicamente a saúde, provocando problemas imunológicos e levando à propensão para contrair um maior e mais diversificado número de doenças.
Alguma vez se apercebeu de algum sintoma de baixa auto-estima no seu filho? Como lidou com esta questão? Conte-nos tudo sobre a forma como ajudou a criança com baixa auto-estima.
Algumas fontes: guiainfantil guiainfantil noticias.uol




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