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Catarata congénita, uma das maiores causas de cegueira infantil

Catarata congénita

A catarata congénita é uma das principais causas de cegueira entre as crianças. Mas, afinal, a que se deve esta doença? Como podemos identificá-la? Terá tratamento? Descubra mais sobre esta doença de visão infantil com o Bebé a Bordo. 

Embora nem sempre pensemos neles, a verdade é que existem problemas de visão comuns nos bebés. Se é verdade que a visão do recém-nascido nunca está totalmente desenvolvida, continuando a desenvolver-se ao longo dos primeiros anos de vida; igualmente verdade é que tal nem sempre acontece da forma expectável. 


Problemas de refração ou deformações oculares quase imperceptíveis podem gerar situações patológicas e problemas de visão que, nos mais pequenos, nem sempre identificamos com facilidade. 


Situações como o estrabismo, a miopia, o astigmatismo ou a ambliopia são frequentes nas crianças. Além destas, cenários mais perigosos como o glaucoma ou a catarata congénita podem também decorrer, sendo estas algumas das causas mais comuns a causar a perda de visão infantil. 

Hoje, iremos descobrir mais sobre a catarata congénita, as suas caraterísticas, os seus sintomas e as formas de tratamento do bebé com este problema. 


Se também quer estar informado sobre a catarata congénita para poder estar atento aos sintomas, este é o artigo ideal para si. 

1. O que é a catarata congénita?

A catarata congénita pode ser descrita como uma malformação ocular, que se dá mais concretamente no cristalino durante o período gestacional. 
Este problema de visão é, como o nome indica, congénito e, como tal, o bebé irá nascer com o problema, que se manifesta pela existência de um tom baço e esbranquiçado no interior do olho. 


A catarata congénita pode ser unilateral ou bilateral, podendo afetar apenas um dos olhos do bebé ou ambos. Esta situação é usualmente passível de ser corrigida através de uma intervenção cirúrgica. 


Uma vez que a visão infantil se encontra em desenvolvimento até que a criança complete 8 anos de idade, as cataratas podem ser muito perigosas caso não sejam tratadas, podendo causar problemas irreversíveis de visão ou mesmo a cegueira nas crianças. 

Quais as causas da catarata congénita no bebé?

Não existe uma causa única ou específica para o aparecimento deste tipo de doença congénita. Ainda assim, alguns dos fatores que podem levar ao aparecimento da catarata nos bebés são: 

– Deficiências metabólicas durante a gestação; 
– Problemas relacionados com o desenvolvimento craniano do feto; 
– Contração de infeções como a toxoplasmose, o citomegalovírus ou a herpes durante a gestação; 
– Existência de fatores de ordem genética. 

Quais os tipos e a incidência das cataratas nos bebés?

Existem vários tipos de cataratas nos bebés. Assim, além da que nos ocupa – a catarata congénita (presente no nascimento do bebé), existe ainda a catarata adquirida (após o nascimento). 

A catarata pode ainda ser unilateral ou bilateral, sendo que, no caso de ser bilateral, esta tende a ser também assimétrica (mais intensa num olho do que no outro). 

Este tipo de problema, quando congénito, tem incidência em cerca de 0,4% dos nascimentos e apresenta-se como uma das três principais causas de cegueira infantil, a nível mundial. 

2. Quais os sintomas apresentados pelo bebé com catarata congénita?

A catarata congénita “nasce” com o bebé e usualmente costuma ser identificada de imediato após o parto. Ainda assim, em alguns casos, este problema pode levar alguns meses até ser identificado. 

O principal sintoma apresentado pela catarata congénita é o aparecimento de uma película baça e esbranquiçada no olho, que cria a ilusão de que a pupila do bebé é opaca. 

Como se diagnostica este problema de visão?

Perante o aparecimento da referida película esbranquiçada no olho do bebé, torna-se importante levar a criança ao médico de imediato, para que o diagnóstico seja confirmado. 


Usualmente, o diagnóstico da catarata congénita é feito com recurso a um exame chamado “exame do reflexo vermelho”. Este exame, ao qual popularmente se chama também “exame do olhinho” é feito mediante a projeção de uma luz no olho do bebé que permite confirmar se existe alguma alteração na estrutura ocular. 

3. Como é feito o tratamento da catarata congénita?

O tratamento da catarata congénita no bebé terá melhores chances de resolução do problema se o problema for diagnosticado e tratado precocemente. 


Usualmente, o tratamento passa por uma intervenção cirúrgica que deve ser realizada entre o mês e meio e os três meses do bebé. 
A cirurgia costuma ser feita num olho de cada vez, sendo que primeiramente se trata primeiramente o olho com pior visão. O tempo de espera entre as cirurgias é de um ou dois meses, sendo que, em cada uma delas, será dada uma anestesia local ao bebé. 


Na recuperação do procedimento cirúrgico, os cuidadores da criança receberão recomendações do especialista, sendo usualmente recomendada a colocação de colírios que ajudam a minorar o desconforto e previnem eventuais infeções. 


Mão é também incomum a prescrição de óculos para a correção da visão após a realização da cirurgia. 

Qual o prognóstico da catarata congénita no bebé?

O prognóstico do tratamento da catarata congénita varia consoante a gravidade do problema e se este afeta apenas um ou os dois olhos do bebé. 
Por norma, quando a catarata congénita é unilateral, existe uma probabilidade de 40% de melhoria, para a obtenção de uma acuidade visual entre os 20 e os 60 (ou superior). Nos casos em que a catarata congénita é bilateral, esta probabilidade aumenta para 70%. 


Vale a pena salientar que o prognóstico é mais reservado e apresenta piores estatísticas nos casos em que, a par com a catarata, o bebé possui outras doenças de visão. 

Já conhecia as caraterísticas da catarata congénita? O seu filho teve este problema? Conte a sua história aos demais leitores do Bebé a Bordo. Certamente, a sua experiência pessoal será muito útil para outras pessoas na mesma circunstância. 

Algumas fontes:  msdmanuals allaboutvision saudecuf aao oglobo

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Escrito por Bebé a Bordo

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