O bebé tem “pé chato”
Muitos dos fenómenos físicos apresentados pelos bebés e crianças são, na verdade, bastante naturais. Ainda assim, como é natural, estes levantam dúvidas e questões, principalmente entre os papás de primeira viagem.
Saiba se o bebé tem “pé chato” e o que fazer nesta situação.
Provavelmente já se terá cruzado com o termo “pé chato”, ainda que possa não saber concretamente em que consiste e quais os problemas que podem, eventualmente, estar associados a este.
O bebé tem pé chato quando o arco interior do seu pé é inexistente, fazendo com que a criança apoie a totalidade do pé no chão, ao invés de apoiar apenas as regiões exteriores, dos dedos e do calcanhar.
Muitas mamãs e papás de primeira viagem assustam-se ao notar esta tendência do pé da criança, e questionam os seus pediatras se o bebé tem “pé chato”.
Sem dúvida, a consulta de um especialista é a melhor opção para tirar toda e qualquer dúvida sobre as questões relacionadas com a saúde do seu filho.
Embora assim seja, no entanto, hoje decidimos debruçar-nos, também, sobre esta questão.
Acompanhe-nos para saber se o bebé tem “pé chato”.

1. O que é, afinal, o “pé chato”?
Pé plano fisiológico ou pé plano flexível são os termos usualmente utilizados, em meio clínico, para descrever o problema vulgarmente conhecido como “pé chato” e este é um fenómeno extraordinariamente frequente até aos dois anos de idade.
Este problema, atinge também cerca de 10% dos adultos.
Esta situação é muito natural e reflete, comummente, um aspeto bastante inofensivo do desenvolvimento infantil.
O bebé tem “pé chato” quando o arco interior da planta do pé da criança é inexistente, fazendo com que a mesma apoie toda a planta do pé no chão.
Este fenómeno é particularmente usual até aos dois ou três anos, uma vez que, até que o pé se encontre totalmente formado, é comum que o bebé tenha uma pequena acumulação de gordura localizada na planta do pé.
2. Como identificar se o bebé tem “pé chato”?
A identificação deste fenómeno é feita por mera observação. Os pés das crianças apresentam, por norma, duas arcadas. A exterior assenta no chão quando esta está de pé.
Já a interior tende a manter-se mesmo quando o pé está pousado no chão ou quando a criança está a andar.
Embora alguns pais se assustem ao notar que esta situação existe, ela é, na verdade, recorrente e natural. A consulta de um especialista, no entanto, será a melhor forma de ficar descansada.
O diagnóstico final do “pé chato” só pode ser feito quando o desenvolvimento muscular do bebé está completo. Desta forma, é comum que não aconteça antes de a criança atingir os 5 anos de idade.
3. Condições associadas ao “pé chato”
Quando o bebé tem “pé chato”, por norma, este não sente dor e não apresenta qualquer outro problema.
A verdade é que esta condição pode mesmo atingir a idade adulta, sem que exista qualquer constrangimento, existindo, inclusivamente, atletas olímpicos com “pé chato”.
Assim, na grande maioria dos casos, a situação é absolutamente natural, apresentando-se como o chamado pé plano fisiológico. Em casos bastante raros, no entanto, esta condição pode associar-se a doenças como a síndrome de Ehlers-Dalos.
4. Formas de tratamento
Sendo uma condição que não acarreta problemas de maior, o seu tratamento costuma ser feito com recurso a meios bastante simples.
Por norma, a arcada interna do pé do bebé vai-se desenvolvendo, sem que seja necessária intervenção, entre os 2 e os 8 anos de vida da criança.
O bebé que tem “pé chato”, no entanto, é incentivado a andar descalço ou com meias anti-derrapantes; a caminhar sobre a areia da praia, a andar de triciclo, a sentar “à chinês” ou a praticar ballet.
Em alguns casos, poderá ser necessário o uso de palmilhas ou sapatos adequados, caso o especialista que segue a criança ache necessário ou no caso de existir uma sensação de dor.
Em casos mais graves e nos quais a dor seja permanente e incomodativa, os médicos podem optar por um tratamento mais agressivo, recorrendo à cirurgia.
Ainda assim, este tipo de procedimento nunca é feito antes de a criança ter terminado o seu desenvolvimento muscular, não sendo realizada antes dos 10 anos de idade.
5. Calçado indicado para a criança
O uso de sapatos adequados pode ajudar a criança a evitar a sensação de dor que raramente acompanha o “pé chato”.
Recomenda-se que esta criança use sapatos macios e confortáveis e flexíveis. É também importante que o seu calçado não seja derrapante.
O uso de sapatos e palmilhas ortopédicas não tem demonstrado resultados muito visíveis. Ainda assim, mediante o caso particular exposto, alguns especialistas recomendam esta opção.
O seu filho teve ou tem “pé chato”? Como identificou este problema no bebé? Conte-nos tudo sobre a sua experiência pessoal.
Algumas fontes: maemequer br.guiainfantil pediatriaemfoco dodot