O bebé com hipermetropia terá toda a vantagem em ter o seu problema de visão identificado o mais cedo possível. Para tal, é necessário que conheça esta condição e os seus sinais. Já conhece os sintomas do bebé com hipermetropia? Venha conhecê-los com o Bebé a Bordo.
Quando falamos em bebés, os primeiros problemas e doenças que nos vêm à mente não serão, com certeza, os de visão. Imaginamos os sapinhos na boca do bebé, a varicela ou mesmo a doença mãos, pés e boca mas raramente os constrangimentos visuais dos mais pequeninos.
Ainda assim, a verdade é que existem problemas de visão comuns nos bebés e que, alguns destes, terão menores repercussões na idade adulta se forem diagnosticados atempadamente e devidamente corrigidos ainda na primeira infância.
Entre as doenças e problemas de visão que os pais poderão encontrar no bebé encontram-se o estrabismo, a miopia, o daltonismo ou a conjuntivite neonatal. A estes, soma-se, também, como uma das condições mais frequentes, a hipermetropia.
Hoje, é sobre o bebé com hipermetropia que falaremos, para lhe apresentarmos as caraterísticas, os sintomas e as formas de tratamento deste problema de saúde ocular.
Quer saber mais sobre o bebé com hipermetropia? Então, venha descobrir no artigo que se segue.
O que é a hipermetropia?
A hipermetropia pode ser caraterizada como um problema de visão que deriva de um erro refracional e que faz com que a pessoa afetada tenha dificuldade a ver ao perto. Esta pode ter como origem uma alteração na forma da córnea ou no comprimento do globo ocular. Nos casos mais severos, esta condição pode afetar, também, a visão ao longe.
No momento do nascimento, o recém-nascido tende a ter um grau de hipermetropia, devido ao parco desenvolvimento da sua visão. À medida que cresce e se desenvolve, este problema vai sendo naturalmente resolvido, não havendo necessidade de tratamento.
Quando a hipermetropia persiste, no entanto, a focagem incorreta irá criar uma dificuldade visual na criança que poderá exigir a avaliação médica e o tratamento adequado, usualmente com recurso a óculos.
O grau de hipermetropia varia de criança para criança. Em casos mais graves, é possível que este degenere em situações como o estrabismo ou a ambliopia. Também não é incomum que a hipermetropia esteja associada ao astigmatismo.
Quão comum é a hipermetropia?
Esta é uma doença visuais mais comuns ao redor do globo, estimando-se que afete aproximadamente 55% das pessoas.
Quais as causas da hipermetropia no bebé?
As principais causas da hipermetropia no bebé são:
– Fatores genéticos;
– Parco comprimento do eixo axial ocular;
– Aumento do raio de curvatura corneano;
– Alterações ao nível da curvatura do cristalino;
– Remoção cirúrgica do cristalino.
Quais os sintomas apresentados pelo bebé com hipermetropia?
Embora possa surgir como um problema de visão no bebé, a hipermetropia pode tornar-se difícil de identificar, já que as crianças não tendem a demonstrar queixas no que diz respeito à sua forma de “ver o mundo”.
Ainda assim, caso se mantenham atentos a alguns sinais, os pais poderão notar atempadamente a existência deste problema.
Algumas das suas manifestações visíveis são:
– A criança tem dificuldades motoras, demonstrando instabilidade ou insegurança a caminhar;
– Atraso no desenvolvimento motor;
– Demonstrações de desconforto ao tentar focar objetos próximos;
– Mostras de cansaço visual;
– Queixas de dores de cabeça;
– Desenvolvimento de estrabismo;
– Maior tendência para ter conjuntivites.
Como é feito o tratamento do bebé com hipermetropia?
Se suspeita que está perante um bebé com hipermetropia, deve levá-lo de imediato ao médico para que o diagnóstico seja confirmado. Usualmente, nos bebés, será necessário o recurso a gotas de dilatação para que se quantifique o grau de hipermetropia.
Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento passa, usualmente, pela prescrição de óculos. O uso destes óculos poderá ser temporário ou permanente.
A hipermetropia cura com a idade?
A tendência do bebé com hipermetropia é para curar gradualmente este problema de visão à medida que se desenvolve. Usualmente, dá-se uma redução da hipermetropia com a idade, que vai gradualmente resultando em menores dioptrias e na redução sucessiva do grau das lentes utilizadas.
A cura completa da hipermetropia pode ou não decorrer, sendo que algumas pessoas conseguem recuperar totalmente a sua visão e outras continuam com necessidade de uso de óculos ao longo da vida.
Na adolescência, os óculos poderão, se o jovem assim entender, ser trocados por lentes de contacto.
Já conhecia as caraterísticas do bebé com hipermetropia? O seu filho teve este problema de visão? Ajude outras mamãs do Bebé a Bordo que possam estar na mesma situação, contando-lhes a sua história pessoal.
Algumas fontes: journals.lww saudecuf moorfields.nhs saudebemestar drgreene portaldavisaocuritiba

