Resguardo no pós-parto, será possível engravidar durante esta quarentena?
A hora H já passou e já tem o seu bebé nos braços. É provável que ouça, agora, falar de uma nova fase: o resguardo.
Depois de o seu filho ter nascido e de se ter dado a expulsão da placenta, no pós-parto, dá-se, pois, um período de involução do útero.
Este período, que dura cerca de 40 dias (sendo também conhecido como quarentena), diz respeito ao tempo de recuperação dos tecidos na região onde se dera a inserção da placenta no útero da mulher.
Este tempo de resguardo é comum às mamãs que viveram um parto normal e àquelas que tiveram o seu bebé por cesariana.
Embora não seja muito comum, a gravidez durante o resguardo é possível e existem casos nos quais esta acontece.
Hoje dedicamos, por isso, a nossa atenção a esta fase de transição e recuperação, dando um enfoque particular às situações nas quais se dá a quebra do resguardo e acontece uma segunda gravidez.

1. As recomendações do resguardo no pós-parto
Durante o resguardo a mulher tem um fluxo do chamado lóquio. Este fluxo vaginal costuma ser vermelho inicialmente, tornando-se gradualmente mais claro até se tornar incolor.
Este corrimento altera o pH da região intima da mulher e faz com que, durante o tempo de resguardo, ela esteja particularmente vulnerável a contrair infeções uterinas e vaginais.
Para o homem, as circunstâncias podem ter, também, efeitos nocivos, sendo aumentado o risco de uma infeção na próstata.
No caso de a recém mamã ter tido um parto normal, o ato sexual durante esta fase poderá ser algo doloroso.
Já no caso de cesariana, aumenta o risco de infeção na região abdominal, que se encontra ainda em fase de cicatrização.
A realização de atos sexuais durante a fase de resguardo pode ainda, contrariamente ao que costumava dizer-se na sabedoria popular, gerar uma nova gravidez.
Esta situação não é muito provável mas é possível, razão pela qual, na quebra das recomendações do resguardo, que incluem a ausência de envolvimento sexual até à total cicatrização ou ao aval clínico, o melhor é sempre utilizar um método de contraceção.
2. Gravidez durante o resguardo
Ter um bebé é sempre uma fase de mudança. Além das mudanças na rotina e no corpo, existe uma readaptação física depois do parto.
Por questões de segurança, para o casal, os médicos costumam recomendar alguns dias sem atividade sexual.
Ainda assim, existem mulheres que se sentem em condições de reiniciar a sua vida sexual mais cedo, fazendo-o ainda durante a fase de resguardo, ainda que sem aguardar o aval do médico.
É incomum, já que não se trata da fase mais fértil da vida da mulher… ainda assim, a verdade é que a gravidez no resguardo pode acontecer.
Nesta fase, a reestruturação hormonal poderá ser mais lenta ou mais célere e uma ovulação poderá acontecer num período mais breve do que o expectável, podendo ocorrer, neste, uma nova gestação.
3. Resguardo e prevenção
A recomendação médica durante o resguardo seria para que, no momento de retomar a vida sexual, a mulher o fizesse já com contracetivos e depois de o médico assim o liberar.
Esta recomendação não se relaciona ainda com a possibilidade de uma nova gravidez mas também com pequenas feridas uterinas que poderão não estar, ainda, saradas.
Além de aumentarem o risco de infeções para a mamã, estas pequenas incisões poderão não sarar da melhor forma perante uma nova fertilização.
Dar tempo ao corpo para sarar antes de avançar de novo para uma gravidez é, segundo os especialistas, a melhor opção.
4. Desvantagens de engravidar no resguardo
Quando acontece uma segunda gravidez durante a fase de resguardo podem ocorrer algumas situações complicadas na gestação.
Neste caso existe, pois, uma maior probabilidade de parto prematuro, de rutura da placenta, do nascimento de um bebé de baixo peso ou de doenças congénitas.
Alguns estudos apontam mesmo que dois nascimentos pouco espaçados podem aumentar o risco de autismo no segundo bebé.
Outro risco será a de que a mamã demore mais tempo na recuperação do pós-parto depois do segundo filho.
Estas situações não são, claro, obrigatórias, havendo vários casos nos quais tudo corre consoante o desejado. Ainda assim, a verdade é que os riscos aumentam nesta situação.
Engravidou ou conhece alguém que tenha engravidado durante o resguardo? Não deixe de nos contar como viveram esta situação.
Algumas fontes:
mayoclinic
revistadonna
abcdasaude
revistacrescer
pregnancylovetoknow