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O que é a teoria do apego?

Mãe e filha, teoria do apego

Teoria do apego

Todos nós sabemos: as mães são mestres na arte do apego. Da mesma forma, também os bebés começam, aos poucos, a ficar cada vez mais apegados à mãe. Apego é a palavra de ordem da construção do relacionamento familiar.

E é por isso que, ultrapassando os dizeres sociais, esta temática começa a ser estudada por especialistas. Nasce, assim, a teoria do apego, também conhecida como Teoria da Vinculação.

Esta teoria versa sobre a forma como cada pessoa se apega ao outro e, por isso, também sobre a construção dos relacionamentos.

O estudioso responsável por esta teoria, John Bowlby, dedicou muita da sua atenção à questão do desenvolvimento cognitivo e às formas como este se desenvolvia durante a infância, com o apoio do cuidado materno.

Através desta observação e estudo, começa a aprofundar as questões da evolução social e emocional das crianças, procurando compreender qual o papel do apego na construção da personalidade e de que forma este se reflete nas ações dos indivíduos.

Com isto em mente, entramos, hoje, na questão, para tentarmos compreender, afinal, o que é a teoria do apego.

1. Do cuidado à emoção

As mães, pais e avós das crianças costumam ser a primeira linha de cuidados do bebé e, como tal, são os cuidadores primários da criança.

Este cuidado provém, em grande medida, das emoções humanas mas existe, também, uma componente biológica vincada: uma necessidade de proteger e cuidar, que é estímulo que promove, depois, na criança, a necessidade de proteção e de segurança.

Podemos falar do cuidado como algo semi-biológico, na medida em que “herdamos”, não o apego em si, mas o potencial para nos apegarmos.

É este potencial que cria, depois, a capacidade para o desenvolvimento das competências sociais que nos farão, emotivamente, ligar aos outros através de sentimentos como a empatia, a amizade ou o amor.

2. A intensidade do apego

Não nos ligamos de forma igual a todas as pessoas com quem nos cruzamos ao longo da vida. Isto é senso comum.

Da mesma forma que algumas pessoas nos atraem e arrebatam, fazendo-nos desejar a sua presença; outras exercem sobre nós o efeito contrário.

Segundo a teoria do apego, os cuidados primários que recebemos na nossa vida são a base da construção de todo o futuro relacional.

Isto é, enquanto éramos cuidados, no universo familiar, desenvolvemos, sobre nós mesmos, uma determinada perceção… passamos a olhar para nós próprios de uma determinada maneira.

A forma como nos vemos será, depois, o motor que fará funcionar a forma como olhamos para os outros.

Assim, o relacionamento do bebé com a mãe, nos primeiros tempos de vida, irá influenciar a capacidade e a intensidade do apego ao longo de toda a vida da criança.

3. A ligação mãe – bebé

Contribuindo para a construção dos modelos que determinarão todos os relacionamentos futuros, a criação do apego durante os cuidados primários torna-se essencial para que a vivência futura da criança se desenvolva de uma forma sadia.

A maneira como a criança irá criar a forma como se envolve afetivamente com os outros depende, pois, das representações mentais que ela guarda do apego com as figuras primárias da sua vida. Essa representação é, pois, transportada da infância para a vida adulta, influenciando toda a vivência social de uma pessoa.

4. As classes do apego

O estudioso da Teoria do Apego, Bowlby, define três classes de apego que considera determinantes para a criação da personalidade.

4.1. Padrão seguro – Neste, é incentivado, na criança, o explorar do mundo. Estas crianças mostram confiança e agem responsavelmente perante a proteção das figuras de apego.

Estas crianças sentem-se incomodadas na ausência desses cuidadores mas apenas moderadamente. Na vida adulta, costumam ter uma maior resistência à frustração e lidam melhor com situações de rutura emocional.

4.2. Apego ambivalente – Este tipo de apego acontece quando a criança apresenta um comportamento imaturo, sentindo-se incomodada com a presença de outras pessoas e alterando o seu comportamento junto dos seus cuidadores.

Em adultas, estas pessoas tendem a recorrer à chantagem emocional, lidando mal com a separação.

4.3. Padrão evitativo – Neste caso, a separação dos cuidadores primários não afeta as crianças, que se mostram pouco inibidas junto de outras pessoas.

Estas crianças costumam demonstrar menor necessidade de atenção. Gera, por norma, pessoas com um equilíbrio emocional estável, embora, em casos severos, possa estar relacionada com uma deficiência cognitiva.

Em suma sobre a teoria do apego

A Teoria do Apego é, portanto, uma teoria que alerta para a importância do cuidador e das formas de relacionamento estabelecidas no vínculo entre os pais e o bebé, reforçando que este terá o potencial de afetar as formas e a intensidade do indivíduo ao longo, não só da infância, mas também de toda a sua vida adulta.

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Escrito por Bebé a Bordo

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