Grávida pode comer sardinhas, quando chega o verão, em Portugal, as tradições saem à rua. Começam cedo, com os santos populares, a puxar a brasa à sua sardinha… literalmente.
E, nesta fase, se os desejos assim o ditam e os enjoos não tornam o aroma repulsivo (o que acontece, por vezes!), a sardinha assada poderá apetecer às futuras mamãs.
Claro que, numa fase em que cada garfada é ponderada, por medo de se ingerir algum alimento que possa fazer mal ao bebé ou prejudicar a gestante, surge a fatídica questão que acompanha as mamãs na gravidez, semana a semana e trimestre a trimestre: será que a grávida pode comer sardinhas?
Já explorámos, anteriormente, quais os melhores peixes para comer durante a gestação e, nessa altura, respondemos um pouquinho a esta questão, apresentando brevemente alguns dos benefícios da sardinha.
Ainda assim, como sabemos bem que tradição é tradição e é difícil tirar ao verão o seu aroma de sardinha assada, iremos debruçar-nos sobre esta questão, para descobrirmos se a grávida pode comer sardinhas, quais os benefícios e desvantagens deste consumo.
Acompanhe-nos para saber se a rainha da mesa veraneante – a sardinha – pode fazer parte das delícias do seu verão.

1. Sardinha na gravidez
A sardinha é um peixe muito benéfico para a gestante.
Além do sabor intenso, a sardinha traz benefícios associados ao alto índice proteico e também à presença de ferro, fósforo, magnésio e vitaminas do complexo A, B, D, E e K. Da sua composição faz parte a gordura poli-insaturada ómega-3 e o ácido docosahexanóico.
Além de fomentarem a correta nutrição da gestante, a sardinha promove, portanto, várias ações no organismo da futura mamã.
Esta nutre-a, sacia-a, ajuda a evitar a anemia gestacional e as cãibras, promove o correto desenvolvimento neuronal do feto e ajuda a reduzir o colesterol.
Os benefícios deste consumo são tantos que a American Heart Association afirma que este deve ser feito semanalmente, pelo menos duas vezes, devido à promoção de um melhor funcionamento hormonal, circulatório e imunológico.
2. Preparar a sardinhada
Embora a tradição dite que a sardinha deve ser assada, para usufruir destes benefícios, poderá também consumi-la de outras formas. A sardinha cozida, por exemplo, será uma boa opção.
Por outro lado, a sardinha frita perderá, durante a preparação, grande parte das suas propriedades.
A sardinha em lata é outra das formas como pode consumir este peixe.
Ainda assim, neste consumo, deverá ter atenção às quantidades, uma vez que a sardinha de conserva é geralmente muito salgada e pode fazer com que a sua pressão arterial aumente.
Apesar disto, esta não é uma opção que deva remover completamente do seu menu, já que estudos recentes revelam que possa haver uma relação entre o consumo de peixes embebidos no seu próprio óleo e o desenvolvimento visual e cerebral do bebé, sendo este justificado pela presença do ácido docosahexanóico (DHA).
Segundo estes estudos, se a grávida comer sardinhas, o bebé verá melhor e poderá ser mais inteligente.
3. Um prato cheio de tradições
Mas se uma sardinha nunca vem só… a verdade é que, na sua multiplicidade, ela também não costuma vir mal acompanhada.
A tradição manda que se acompanhe esta iguaria com batatas cozidas e uma boa salada de pimentos assados. E, infelizmente, é aqui que o consumo de sardinhas pode tornar-se desconfortável para a mamã.
Embora seja nutritivo e saudável, o pimento é conhecido pelos distúrbios que, muitas vezes, provoca no estômago. Este pode criar uma sensação de indisposição e/ou azia, sendo um alimento de difícil digestão.
Evitar o pimento poderá ser boa ideia, principalmente nas refeições mais tardias (como o jantar).
Ainda assim, se não resistir à combinação tradicional, recomenda-se que retire a pele do mesmo, já que isto pode ajudar a que não sinta desconforto estomacal.
Consumiu sardinha durante a gravidez? E sardinha de conserva?
Não deixe de nos contar como viveu esta experiência gastronómica durante a sua gestação.
Algumas fontes:
brasil.babycenter
bbc
sapo
dailymail.co.uk
saboreiaavida.nestle