Vontade de ter filhos reduz entre os portugueses

O número de portugueses que não quer ter filhos ou ambiciona famílias menores está a aumentar. Venha com o Bebé a Bordo saber mais sobre esta questão.

As questões relacionadas com a parentalidade são diversas e a forma como mulheres e homens encaram a possibilidade de virem a ser mães e pais podem ser bastante distintas de pessoa para pessoa.

Se algumas mulheres encontram um momento de plenitude e vive a sonhar com gravidez, enchendo as redes sociais com frases da grávida feliz quando atingem este objetivo; outras simplesmente não querem ter filhos.

A mudança nas dinâmicas da vida e do mundo tem potenciado, cada vez mais, este tipo de situação, havendo mulheres e homens que não têm entre os seus objetivos ter filhos e muitos casais que, querendo tê-los, estipulam um número reduzido de crianças como ideal. 

Em Portugal, cada vez mais, existe uma vontade reduzida de ter filhos. Venha compreender os dados lançados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) sobre esta matéria.

Vontade de ter filhos reduz entre os portugueses

Famílias portuguesas: os números do INE

Um estudo recente do INE, resultante de um inquérito sobre a fertilidade em 2019, concluiu que 42,2% das mulheres em idade fértil e 53,9% dos homens em idade fértil não tinham filhos. Destes, uma maioria significativa afirmava que, pelo menos durante os próximos três anos, não desejavam ter filhos. (1)

Além de muitos alegarem que não desejam tornar-se pais, é ainda relevante o número de portugueses que afirma não querer ter mais do que dois filhos. (2)

Na camada mais jovem da população, entre os 18 e os 29 anos, a decisão de não querer perentoriamente ter filhos era mais acentuada, sendo que 97,6% dos homens e 93,4% das mulheres nesta faixa etária alegaram que não pretendiam ter filhos, sendo que a maioria alegava que tal não se relacionava com questões financeiras mas com a sua vontade pessoal.

A natalidade em Portugal

A tendência para a redução das taxas de natalidade e no número de filhos por agregado familiar é visível.

E, 2013, o número médio de filhos encontrava-se em 1,03%, tendo o recente estudo indicado que se encontrava, em 2019, nos 0,86%. (3)

Perante os números e conclusões apresentados pelo INE, é pouco provável que os índices de natalidade no país venham a recuperar as taxas que mantinham há cerca de uma década.

É importante salientar que, apesar de os dados obtidos pelo inquérito serem nacionais e se terem estendido a todo o território nacional, a maioria dos participantes reside na região da Grande Lisboa.

Qual é a sua opinião sobre a natalidade em Portugal? Tem filhos ou quer vir a tê-los no futuro? Partilhe a sua opinião e os seus projetos futuros com os restantes leitores do Bebé a Bordo.

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