Perigos de beijar o bebé: um caso recente 

Os perigos de beijar o bebé recém-nascido nem sempre são considerados. Muitas pessoas julgam que este é um gesto natural de carinho e que não existem consequências nocivas associadas ao mesmo. Ainda assim, existem casos de problemas de saúde contraídos pelo bebé devido a este tipo de gesto. Se quer saber os perigos de beijar o bebé, venha descobri-los com o Bebé a Bordo. 

Os bebés são seres pequeninos e frágeis. Assim nos habituamos a olhar para eles e assim os vemos, tanto como pais como enquanto visitas. Nos seus primeiros 28 dias de vida, no entanto, esta fragilidade é ainda maior e os perigos estão, muitas vezes, onde não se espera. 

O sistema imunitário dos bebés começa a desenvolver-se durante a gravidez mas, de forma progressiva, este vai sofrendo evoluções e continuará a maturar até ao final da adolescência. No momento do nascimento, o bebé tem pouca imunidade e os fatores ambientais e externos poderão ter consequências severas. 

Embora pudesse prever-se que os maiores riscos de infeção proviessem de infeções gestacionais, como o citomegalovírus na gravidez ou o herpes genital na gravidez, a verdade é que alguns dos atos naturalizados pelos adultos podem, também, colocar em perigo a criança, expondo-a a infeções. 

Embora as dicas para visitar um recém-nascido pareçam gerar algum desconforto e muita discórdia – como bem constatámos ao sugeri-las; a verdade é que as histórias que nos chegam pelos media muitas vezes comprovam que nunca é demais alertar para os riscos de atos tão simples como um beijo. 

Os perigos de beijar o bebé têm estado na ordem do dia, havendo casos recentes de infeções contraídas pelos mais pequenos devido a este tipo de situação. Se quer conhecer os perigos de beijar o bebé e qual o caso que tornou esta temática novamente mediática, este é o artigo certo para si! 

Perigos de beijar o bebé

1. Perigos de beijar o bebé: o sistema imunitário do bebé recém-nascido

Um dos fortes perigos de beijar o bebé prende-se justamente com a imaturidade do seu sistema imunológico. 

Embora o desenvolvimento fetal, mais concretamente no segundo trimestre, implique a formação de uma sistema imunológico, a verdade é que, durante os três trimestres de gravidez o bebé se mantém num espaço de proteção totalmente distinto, totalmente isolado das agressões externas e protegido pelo rolhão mucoso. 

A imunidade natural do bebé – com a qual este já nasce – é, no entanto, bastante deficiente, não estando completamente funcional. Esta provêm os anticorpos maternos, passados pela placenta durante a gestação mas é ainda imaturo e precisará de algum tempo antes de se tornar suficientemente eficaz para combater todos os micro-organismos presentes no meio exterior. (1

Sendo afetado por estes micro-organismos, o bebé poderá sofrer infeções severas, tendo uma resposta muito negativa às mesmas, que pode culminar em problemas crónicos de saúde ou mesmo no seu perecimento. 

Assim, um dos perigos de beijar o bebé recém-nascido é justamente a transmissão das bactérias e vírus que possam causar este tipo de infeção. 

2. Perigos de beijar o bebé: o vírus do herpes

Além dos perigos oferecidos pela débil imunidade dos bebés recém-nascidos, a facilidade com a qual o vírus do herpes pode ser contraído levanta também algumas questões. 

Podendo estar presente nas mucosas do adulto, incluindo na sua saliva, este vírus de fácil contágio poderá passar para o recém-nascido no contacto com a sua pele. 

Um dos maiores problemas associado ao vírus do herpes é que não se conhece cura para o mesmo, sendo que, embora tenha fases ativas e inativas, este se instala de forma permanente no organismo, com mais ou menos manifestações sintomáticas. 

O facto de estar permanentemente no organismo faz com que este vírus possa, mesmo na sua fase latente, ser transmitida aos demais, através de gestos tão casuais como um toque ou um beijo. 

Claro que, perante o que mencionámos acima – o sistema imunológico mais frágil do bebé recém-nascido – a contração deste tipo de vírus não só se torna mais provável, sendo o contágio potenciado pela falta de defesas; como existe ainda o risco de uma resposta mais severa ao vírus, que pode ter consequências severas, crónicas e mesmo letais para o bebé. (2

3. Perigos de beijar o bebé: um caso recente

Não é incomum que os alertas sobre os perigos de beijar o bebé sejam encarados com uma certa leviandade e até descrença. Ainda assim, ocasionalmente, casos específicos levantam esta questão e fazem com que os próprios meios de comunicação difundam os riscos associados a este tipo de gesto. 

Recentemente, como divulgou o jornal português Correio da Manhã, um destes casos teve consequências visíveis num recém-nascido brasileiro. A criança teria 17 dias de vida quando contraiu o vírus do herpes, como consequência de um beijo de uma visita. 

O diagnóstico do herpes foi feito prontamente e o internamento deste bebé durou apenas 10 dias, embora o acompanhamento dermatológico tenha sido necessário. (3

Esta história, no entanto, não foi um caso isolado. Como recorda o jornal em questão, nos Estados Unidos da América, um caso similar levou à morte de uma criança em Julho de 2017. 

A divulgação destes casos é importante pela forma como alerta para o real problema que é o contágio dos recém-nascidos e exemplifica bem como um ato tão simples e quotidiano pode ter efeitos nefastos para os mais pequenos. 

Sabia os perigos de beijar o bebé recém-nascido? Conte aos restantes leitores do Bebé a Bordo a sua opinião pessoal sobre esta temática. 

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