Pais tratam a filha de maneira diferente do filho, diz estudo

Pais tratam a filha de maneira diferente do filho

Todos e todas dizemos que gostamos dos nossos filhos da mesma maneira. Um estudo recente, no entanto, parece encontrar resultados diferentes, principalmente nos homens, concluindo que os pais tratam a filha de maneira diferente do filho.

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“Menino ou menina, o que importa é que seja perfeito”. A frase feita mais vezes dita pelos papás durante a gestação, embora alguns assumam que preferem um rapaz ou uma menina.

No fundo, o sentimento comum, expresso e inerente, é o da busca pela felicidade da criança. E é, sem dúvida, essa a resposta consciente que estes pais parecem manter.

Ainda assim, o cruzamento de estudos relacionados com a variante comportamental e o recurso a ressonâncias magnéticas revelou que, sob esta camada de pensamento comum e politicamente correto, a verdade é que os pais tratam a filha de maneira diferente do filho.

Segundo o estudo, as diferenças de comportamento e mesmo a forma de falar dos pais com as filhas é bastante diferente dos observados perante os filhos.

Perante esta informação, decidimos explorar o estudo para descobrirmos mais sobre esta questão e de que forma o sexo e género da criança podem afetar o seu relacionamento com o pai.

Acompanhe-nos para saber o porquê da conclusão de que os pais tratam a filha de maneira diferente do filho neste estudo.

1. O estudo

Foi em 2017 que a revista científica Behavioral Neuroscience publicou o estudo realizado nas Universidades de Emory e de Arizona (ambas nos Estados Unidos da América), sob o nome “Child Gender Influences Paternal Behavior, Language, and Brain Function” que significa, traduzindo, “O género da criança influencia o comportamento, linguagem e funcionamento cerebral paterno”.

Conduzido por Jennifer Mascaro James K. Rilling e Patrick D. Hackett (da Universidade de Emory) e por Kelly E. Rentscher e Matthias R. Mehl (da Universidade de Arizona), este estudo buscava compreender as semelhanças e diferenças que existiam na forma como os homens se relacionavam com as filhas e os filhos, analisando, para tal, fatores comportamentais e ressonâncias magnéticas, onde se avaliaram as diferenças ao nível cerebral.

Para realizarem este estudo, realizado em Atlanta, foram analisados 52 indivíduos do sexo masculino, pais de 22 meninos e 30 meninas.

2. As observações do estudo

As avaliações comportamentais tiveram como base a resposta destes homens a variados estímulos e verificaram que, perante o choro ou o chamado de uma menina, a resposta do pai é, por norma, mais imediata e célere do que numa situação idêntica, promovida pelo filho.

Além disto, a linguagem utilizada, no momento de se dirigirem às filhas, incluía o recurso a termos emocionalmente relacionados, o que não se verificava no relacionamento com os rapazes.

Enquanto se tornava comum a fala sobre o choro ou as lágrimas, no momento de se dirigirem às filhas; estes homens pareciam preferir palavras de empoderamento quando se dirigiam aos rapazes (como vitória ou ganhar).

As ressonâncias magnéticas realizadas revelaram que, no momento de dar resposta às meninas, a resposta cerebral dos pais era mais ao nível emocional, “acendendo” as áreas do cérebro relacionadas com as emoções.

Já no que dizia respeito aos meninos, estes pais apresentavam respostas cerebrais mais enfáticas e neutras.

3. Perguntas em aberto

Embora este estudo dê algumas respostas sobre a forma como os pais reagem aos filhos e às filhas, a verdade é que ele carece de justificações que expliquem as observações realizadas, tanto ao nível do comportamento como a nível cerebral.

Assim, não se sabe ainda se a forma como os pais tratam a filha de maneira diferente do filho se prende com fatores evolutivos ou do foro biológico ou cultural.

Alguma vez tinha pensado sobre a forma como os pais tratam a filha de maneira diferente do filho? Quais são os seus pensamentos sobre este estudo? Partilhe a sua opinião com as outras mamãs.

Algumas fontes: apa  tvi24  apa  veja.abril zap.aeiou

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