Iodo na gravidez, suplementação de iodeto de potássio é importante na gestação?

Iodo na gravidez, suplementação de iodeto de potássio é importante na gestação

Não é surpresa que as vitaminas e minerais cumpram papéis fulcrais na gestação. Está familiarizada com a importância do iodo na gravidez? Sabe de que forma a suplementação de iodeto de potássio pode ajudar durante esta fase da sua vida?

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A importância de uma alimentação correta é imensa. Ao longo de toda a vida, a ingestão de alimentos saudáveis, ricos em nutrientes e vitaminas, é essencial para que se garanta o bom funcionamento do organismo e se possa ter uma existência salutar.

Claro que, durante a gestação, quando um novo ser está a ser gerado e a desenvolver-se no seio da mulher, estes nutrientes cumprem um papel ainda mais fulcral.

De repente, surgem preocupações sobre os níveis de ácido fólico na gravidez e questionam-se as melhores formas de conseguir integrar a vitamina Sol na gestação.

O iodo, embora menos falado, tem uma importância igualmente basilar e, por isso mesmo, o iodo na gravidez tem preocupado as comunidade científica e sido alvo de estudos diversos, que sustentam a validade do seu consumo e os perigos aliados à sua supressão.

Conhece a importância do iodo na gravidez? Sabe quais os alimentos que contêm iodo e quando deve recorrer ao suplemento? Pois, esta é a questão que nos move hoje.

Se quer saber mais sobre o iodo na gravidez, este artigo é mesmo para si!

1. O iodo na gravidez

O iodo pode ser descrito um oligoelemento que o corpo não tem a capacidade de produzir por si mesmo. Este é, por isso, obtido recorrendo à alimentação.


O iodo é, no corpo humano, fundamental para que se dê a biossíntese de duas das hormonas da tiróide – a tiroxina e a triiodotironina – tendo estas um papel fulcral no que diz respeito ao crescimento, desenvolvimento e funcionamento de diversos órgãos, com destaque para o cérebro.

Na gestação e na infância, o consumo de iodo torna-se, assim, fundamental para garantir o desenvolvimento do feto, primeiro e, depois, da criança.

O seu défice pode ser responsável por situações tão indesejáveis como eventuais atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, hipotiroidismo ou bócio.

Na alimentação, o iodo pode ser encontrado em alimentos como o marisco, as algas, os crustáceos, os peixes de água salgada, alguns legumes, o sal iodado e também no leite e alguns dos seus derivados.

2. A importância da suplementação

Alguns dos estudos realizados, e dos quais falaremos adiante, têm demonstrado que, apesar de ser possível obter iodo através da suplementação, isto nem sempre corresponde aos níveis desejáveis, principalmente durante a gestação.

Por esta razão, desde 2013, a Direção Geral de Saúde tem indicado, sob a forma de orientação técnica, que deve ser recomendada às gestantes a toma de suplementos de iodo durante a gestação e no tempo que precede a mesma.

Segundo esta diretiva, uma dosagem entre 150 e 200 µg/dia deste suplemento deveria ser integrada na dieta da grávida.

Apesar do suplemento ser, desta forma, recomendado à gestante, considerando-se que o iodeto de potássio é importante na gestação, a verdade é que muitos médicos consideram que as evidências reunidas até ao momento são insuficientes, não sentindo necessidade de fazer esta prescrição às gestantes cuja gravidez acompanham.

Os endocrinologistas são os maiores adeptos deste tipo de suplementação, alertando, com frequência, para os riscos associados à carência deste oligoelemento nas mulheres grávidas e em crianças até aos 3 anos de idade.

Segundo eles, a introdução deste suplemento desde a tentativa de conceção e até ao final do aleitamento materno é importante a vários níveis, com destaque para o desenvolvimento cerebral da criança.


Dos seus argumentos, consta ainda que a deficiência de iodo na futura mamã faz com que, na fase mais importante do desenvolvimento do feto, esta não receba as doses necessárias, o que pode interferir futuramente nas capacidades cognitivas da criança.

Embora o suplemento seja recomendado, este não dispensa, evidentemente, a prática de uma rotina alimentar equilibrada.

3. Estudos sobre o iodo na gravidez

Dada a importância do iodo na gravidez, esta temática tem, ao longo dos últimos anos, vindo a ser estudada.

Estudos realizados, quer internacional como nacionalmente, têm obtido diversas conclusões, sobre as quais vale a pena lançar o olhar.

Um estudo de 2010, publicado no European Journal of Endocrinology e cncabelado por E. Limbert é exemplo disto.

Analisando, nesta época, o cenário luso, este estudo considerou 17 maternidades de mais de 3500 gestantes, concluindo que 80% das grávidas tinham baixos níveis de iodo.

Em 2015, um novo estudo, publicado na Revista Portuguesa de Saúde Pública reforçou os perigos da supressão de iodo no organismo, nomeadamente para a saúde fetal e apontou para a necessidade de que fosse feita a suplementação de iodo.

Sublinhando, também, os perigos do seu excesso, este estudo ressalvaria, ainda, que o tempo e dose destes suplementos não carecem de acompanhamento especializado.

Atualmente, ainda, a cidade do Porto vai ser palco de novas investigações, numa investigação liderada pelo Cintesis, na pessoa de Elisa Keating. Análises ao sangue e à urina irão permitir saber mais sobre as doses de iodo nas gestantes, no sentido de compreender se os efeitos das diretivas da DGS surtiram efeitos.

Sabia como o iodo na gravidez é importante? Faz algum suplemento de iodeto de potássio? Não deixe de nos dizer qual a sua opinião sobre esta questão.

Algumas fontes: sicnoticias.sapo  observador  expresso.sapo  maemequer  sciencedirect  gestacaobebe  who  babycenter

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